Quem sou eu

Minha foto
Bebedouro, São Paulo, Brazil
Geólogo e professor aposentado, trabalho este espaço como se participasse da confecção de um imenso tapete persa. Cada blogueiro e cada sitiante vai fazendo o seu pedaço. A minha parte vai contando de mim e de como vejo as coisas. Quando me afasto para ver em perspectiva, aprendo mais de mim, com todas as partes juntas. Cada detalhe é parte de um todo que se reconstitui e se metamorfoseia a cada momento do fazer. Ver, rever, refletir, fazer, pensar, mudar, fazer diferente... Não necessariamente melhor, mas diferente, para refazer e rever e refletir e... Ninguém sabe para onde isso leva, mas sei que não estou parado e que não tenho medo de colaborar com umas quadrículas na tecedura desse multifacetado tapete de incontáveis parceiros tapeceiros mundo afora.
Mostrando postagens com marcador recursos energéticos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador recursos energéticos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Menino de 13 anos de idade inventa aparelho de energia livre inspirado em Tesla
(23mai2016)

Fonte: Waking Times, reproduzido a partir do sítio Stillness in the Storm

Por Terence Newton

Inspirado pelos gênios Nikola Tesla e Albert Einstein, o adolescente Max Loughan adora inventar coisas. De fato, ele diz que sabe em toda a sua, até agora, curta vida que seu propósito era mudar o mundo com suas invenções. E ele pode justamente fazer isso.

"Por mais pretensioso que isso possa soar, desde o meu primeiro dia neste planeta eu sabia que fui posto aqui por alguma razão." [fonte]

Usando um jaleco de laboratório enquanto falava em uma entrevista televisiva com a KTVN Canal 2 do Reno e de Tahoe, Nevada (EUA), Max explica o dispositivo de energia livre que ele produziu no cômodo do boiler do aquecedor da casa de seus pais, transformado em seu laboratório.

Seu invento parece de alguma forma lembrar a bobina de Tesla, e opera sobre alguns dos mesmos princípios descritos pelo visionário da eletricidade. O dispositivo é bastante simples, recolhendo energia eletromagnética da atmosfera, convertendo-a, então, em corrente direta que pode ser usada para alimentar aparelhos aparelhos.

O que é até mais inacreditável é que Max construiu seu aparelho de energia livre a partir de materiais que ele comprou por menos de 15 dólares. É isso mesmo. Pelo preço de uma refeição média, parece que qualquer pessoa pode ter acesso a energia livre.

"Ele criou um coletor eletromagnético a partir de uma lata de café, um tanto de fio, duas bobinas e uma colher." [fonte]

Em uma demonstração pela KTVN, Max usa corrente criada pela máquina para alimentar um fita de luzes de LED que enrolou em seu irmão gêmeo, surpreendendo tanto sua própria família quanto a equipe da TV presente. O coletor conduz ondas de rádio, térmicas e energia estática, e transforma-as em eletricidade.

"Esse fio toma energia a partir do ar."

E dentro da lata de café, "nos a mudamos de AC para DC" [fonte].

A realização de Max é impressionante, para dizer o mínimo, e o fato de que trabalhos de Nikola Tesla estão agora inspirando a próxima geração de inventores é bastante inspirador, embora alguém deva questionar porque as ideias de Tesla levaram cerca de 75 anos para chegar ao público mais geral.

A grande mensagem aqui novamente, não obstante, é que as tecnologias de energia livre são reais; então porque está o mundo ainda dependente de fluídos fósseis e métodos de produção de energia baseados em extração que estão destruindo nosso planeta? Porque não podemos ter automóveis limpos que sejam alimentados com energia ambiente e produzindo zero emissões?

A supressão de aparelhos e tecnologia de energia livre pela indústria de energia e pelo governo é um fato estabelecido em nosso mundo. No entanto, o uso de diversas técnicas e programas para suprimir ideias e invenções como a de Max está chegando a um fim na era da informação. Agora qualquer pessoa pode particitar da revolução da energia.

"Meu objetivo verdadeiro é ajudar. É inventar um futuro onde pessoas possam ser felizes, onde elas possam estar sãs e salvas" - Max Loughan

Veja aqui a entrevista de Max à KTVN, e compartilhe essa história inspiradora ao máximo para ajudar a quebrar o silência sobre a possibilidade da existência de energia limpa e livre. Nosso futuro depende disso.



Leia mais artigos de Terence Newton.

Sobre o autor

Terence Newton é escritor da equipe de WalkingTimes.com, interessado primariamente em assuntos relacionados com ciência, a mente humana e a consciência humana.

Este artigo (13-Year-Old Invents Tesla Inspired Free Energy Device for Under $15) foi criado e publicado originalmente por Walking Times e é publicado sob uma licença Creative Commons com atribuição a Terence Newton e WakingTimes.com. Ele pode ser repostado livremente com a devida atribuição, biografia do autor e seu termo de copyright. Por favor, contate WakingTimes@gmail.com para mais informações.

Tradução: Aquiles Lazzarotto

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

FIESP explica a mamata de CESP, CEMIG e COPEL, contrárias à redução do preço da energia elétrica
(30jan2013)

No vídeo abaixo, o Secretário de Infraestrutura da FIESP, Carlos Cavalcanti, explica que a energia elétrica no Brasil tem custos absurdos, pois continuamos a amortizar o custo de construção de infraestrutura energética (hidrelétricas e redes de distribuição) muitos anos depois que esses custos já foram pagos por nós, consumidores, há muito tempo. Seria o mesmo que continuar a pagar as prestações de algo que compramos em uma loja depois de já termos pago todas as parcelas. O argumento utilizado pelo dono da loja - o mesmo utilizado agora pelas empresas (CESP, CEMIG e COPEL, além da CELESC - Santa Catarina) - seria o de que há a necessidade de continuar indefinidamente o pagamento de parcelas para não diminuir a receita da loja.

A entrevista esclarece bem a posição de políticos que pensam mais nos acionistas proprietários das empresas de energia (privatizadas mormente para bancos e grupos estrangeiros, diga-se de passagem) do que no que seria justo e favorável à população em geral. Parece que esse pessoal está mesmo querendo abrir mão de ganhar eleições futuras. Para eles, que se dê continuidade à farra do lucro desmedido e que se dane o povo.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Argentina rompe com a espoliação praticada pela empresa de petróleo espanhola Repsol e reassume o controle estratégico de seus recursos petrolíferos (19abr2012)

Algumas notas sobre a nacionalização da YPF

Por Pedro Migão | Ouro de Tolo


Sem dúvida alguma, a notícia econômica desta semana foi a nacionalização da petroleira argentina YPF por parte do governo deste país. É medida polêmica, com custos e benefícios, e que merece uma análise um pouco mais detalhada.

A YPF foi vendida no auge do surto privatizador empreendido pelo ex-Presidente Carlos Menem na década de 90. Sem dúvida alguma, a experiência argentina foi a mais radical e, diria eu, desastrosa, aplicação do neo-liberalismo em terras latino americanas. O custo social e econômico se faz sentir até hoje, com um país visivelmente empobrecido e cuja economia ainda possui vários problemas decorrentes das políticas da época - e outros trazidos na tentativa muitas vezes populista de corrigir os custos sociais.

Vendida para a espanhola Repsol, a petroleira argentina passou a obedecer à lógica de mercado global da empresa, que possui negócios em países como o Brasil, a Venezuela e Angola. A avaliação é de que os investimentos nestes três países eram mais atrativos, então a Argentina passou a ter o papel de gerar lucros para permitir o investimento nos países citados, sem quaisquer novos ativos.

Resultado: a produção de petróleo argentina hoje é praticamente a mesma de 1995 - cerca de 800 mil barris diários - e o governo é obrigado a cada ano importar maior valor em derivados para suprir a demanda crescente. Além disso, o país é bastante dependente do gás natural (inclusive para calefação de residências), cuja produção está decrescendo e que exigiu a importação de gás via Bolívia e via compra de GNL (gás natural liquefeito), mais caro. Para o leitor ter uma ideia, em 2011 a Argentina importou US$ 10 bilhões em derivados de petróleo, o que impacta de maneira dramática não somente as contas externas quanto o câmbio.

Vale lembrar que o gás natural representa 53% da matriz energética do país, e o petróleo 32%. Somados representam 85% da energia produzida no país, o que torna ainda mais problemática a falta de investimentos e a estagnação da produção. Embora a YPF não seja monopolista ela detém a esmagadora parcela da produção do país.


Somando-se a isso, a YPF/Repsol desde 2009 não perfura um único poço de petróleo no país. Vale lembrar que há perspectivas muito interessantes de exploração marítima na região próxima às Ilhas Malvinas, bem como reservas de óleo e gás natural de xisto em campos (acima) terrestres - ambas inexploradas pela empresa pois sua estratégia é global e ainda há a questão da recessão na Espanha. O governo argentino sabe que pode resolver parte dos seus problemas fiscais com os royalties e as taxas da exploração destes novos campos, o que impulsionaria à decisão tomada.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Governo argentino quer retomar petrolífera YPF (13abr2012)

Por Alfeu | Do Opera Mundi

Governo argentino propõe projeto para reestatizar petrolífera

Poder público pode voltar a ser acionista majoritário da YPF   

Agência Efe


Em oposição aos preços cobrados pelos combustíveis da petrolífera YPF, o governo da presidente Cristina Kirchner enviou ao congresso argentino no início da tarde desta quinta-feira (12/04) um projeto de lei que reivindica a retomada de 50,01% dos ativos da companhia.
p>Hoje, os maiores acionistas da empresa são a espanhola Repsol e o conglomerado argentino da família Eskenazi, o Grupo Petersen. Se aprovada, a medida restituirá à administração pública o controle sobre a fabricante de combustíveis.

O projeto chegou ao Legislativo pouco tempo depois de uma reunião entre o ministro do Planejamento do governo Kirchner, Juliode Vido, e Antonio Brufau, presidente da Repsol.

Segundo o projeto, a expropriação retornará às mãos do Estado todos os 100 milhões de ativos detidos pelo Grupo Petersen e mais de 96 milhões que estão sob custódia da Repsol. Enquanto o congresso não chegar a uma decisão final, aproximadamente 57% desses papéis permanecem sob controle da petrolífera espanhola e outros 25% com a empresa da família Eskenazi.

sábado, 31 de março de 2012

A centralidade ignorada do Pico Petrolífero (31mar2012)

Por Jorge Figueiredo [*]

É um dos paradoxos da nossa época que a questão mais importante do século XXI, aquela que vai marcar a nossa geração e todas as que hão de vir, seja quase totalmente ignorada pela maior parte dos mass media, dos responsáveis políticos, dos economistas e a generalidade da população. Refiro-me ao Pico de Hubbert, ou Pico máximo da produção petrolífera possível no mundo.

Se o petróleo barato e abundante permitiu o desenvolvimento acelerado do mundo no século XX, a situação de penúria no século XXI anuncia um quadro económico totalmente diferente,  pois não existe qualquer substitutivo para a quantidade de petróleo agora (ainda) consumida pelo mundo (cerca de 85 milhões de barris por dia).

O fim anunciado da era do petróleo marca um momento crucial e decisivo nos destinos da humanidade, assinala um novo paradigma histórico. Ele provoca problemas muito complicados e que começam desde já. Após o fim, nada será como dantes – mas muito antes do fim o problema começa já a manifestar-se.

Tal como nos romances de mistério, o melhor esconderijo para um objeto é um lugar que está à vista de todos. No caso do Pico Petrolífero, ele também está à vista de todos – mas parece que poucos o veem. Praticamente TUDO da história contemporânea pode ser explicado e entendido à luz do Pico Petrolífero – é a questão central do nosso tempo.

Na verdade, pode-se classificar todos os países produtores de petróleo do mundo em duas grandes categorias: aqueles que já atingiram o Pico (a grande maioria, México inclusive) e os que ainda não o atingiram. Estes últimos são constituídos por poucos países, a maior parte deles pequenos produtores do ponto de vista quantitativo. Os únicos grandes produtores que ainda não atingiram o pico são o Brasil e Angola.

Muitos entendem (incorretamente) que a questão do Pico seja a quantidade absoluta de petróleo ainda remanescente no mundo. Não é. A questão crucial é, sim, a da taxa de produção possível. O mundo já atingiu a taxa máxima de produção possível e nada há a fazer quanto a isso. As pseudo soluções apregoadas pela mídia, tais como os petróleos não convencionais (como o óleo de Bakker, os xistos betuminosos do Canadá, o deep offshore, o polar, os biocombustíveis líquidos, renováveis em geral, etc.) não podem de modo algum colmatar o déficit da produção de petróleo convencional que se avizinha.


O ratio EROEI

Na verdade, todas as soluções supletivas para colmatar o défice da produção de petróleo convencional deparam-se com um obstáculo maior e inultrapassável: o do ratio EROEI (Energy Returned On Energy Inputed) [relação entre a energia obtida e a energia gasta para a sua obtenção]. Este ratio é inexorável e implacável. Ele tem a grande vantagem de recorrer a unidades puramente físicas, pondo de lado ilusões monetárias. Para cada barril de petróleo investido na produção de petróleo obtém-se um retorno cada vez menor. Na década de 1930 obtinham-se cerca de 100 barris de petróleo por cada barril investido na sua produção. Hoje, esta proporção é muito menor e andará em torno dos 15. Em alguns casos de petróleo não convencional a proporção é ainda pior. Exemplo: a exploração dos xistos betuminosos que só resulta em cerca de três a quatro barris de produção por cada barril investido (sem falar no gigantesco desperdício de gás natural necessário à sua produção).

No entanto, o objetivo desta comunicação não é expor tecnicalidades relativas ao Pico Petrolífero e sim examinar as suas consequências econômicas, sociais e políticas. Para as questões técnicas, podem-se consultar os numerosos trabalhos de Colin Campbell, Jean Laherrere, Robert Hirsch, Gail Tverberg assim como os textos da ASPO (Association for Study of Peak Oil).

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Geradores eólicos não são adequados para complementar matriz energética (10fev2012)

Artigo do professor Dr. Luiz Carlos Baldicero Molion, Diretor do Instituto de Ciências Atmosféricas da UFAL, publicado no sítio Café Colombo em 2 de maio de 2009 [destaques meus].

Considerações sobre a energia eólica no Brasil


Por Luiz Carlos Baldicero Molion

Um dos argumentos básicos contrários é que energia eólica não é uma fonte de energia segura ou firme, uma vez que o vento é extremamente variável e dependente do posicionamento e intensidade dos sistemas de alta e baixa pressões atmosféricas que, além de variarem de ano para ano, apresentam variações decadais relacionadas com mudanças climáticas. Por essa razão, existe um descompasso entre o suprimento (geração) e a demanda (consumo). Ao longo do ano, durante os períodos em que predominam os sistemas de alta pressão atmosférica, a velocidade dos ventos é baixa e a demanda, em geral, é alta. No caso da Inglaterra, por exemplo, os sistemas de alta pressão estão associados a verões quentes e invernos frios e, em ambas as condições atmosféricas, a demanda de energia elétrica é maior e, portanto, há que se recorrer a outras fontes de energia. Embora a Associação Britânica de Energia Eólica (BAWE) utilize o percentual de 30% como “fator de capacidade” ou “fator de carga” - a fração de energia gerada pelo aerogerador com relação a sua capacidade nominal instalada durante um dado intervalo de tempo - na realidade, sua média tem sido 18% no presente inverno rigoroso, variando de 7% a 27% dependendo do local. Note-se que o fator de capacidade médio na Inglaterra é maior que de outros países, como Alemanha, Dinamarca e Espanha. Na Dinamarca, em 2004, a energia eólica correspondeu a 20% da produção total de eletricidade do país, mas somente 6% foram consumidos, pois os campos de aerogeradores (“wind farms”) produziram excesso de energia em períodos de baixa demanda. Devido a esse aspecto, os países europeus têm enfrentado extrema dificuldade em balancear a carga elétrica em suas redes de distribuição. Ou seja, quando os aerogeradores estão em plena produção, as redes tendem a ficar sobrecarregadas, pois não há demanda. A Alemanha, por exemplo, estimou que precisasse de mais 2.700 km de linhas de transmissão de alta voltagem para transportar a carga gerada em áreas remotas.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Geólogo Guilherme Estrella: uma pedra no caminho dos anti-nacionalistas (3fev2012)

Estrella tem esse "defeito" grave: é nacionalista

Mudanças na Petrobrás e a soberania do país

Por Mauro Santayana | Reproduzido do sítio Conversa Afiada

Certos jornais e alguns de seus analistas políticos estão, de maneira dissimulada e com as artimanhas conhecidas, insinuando e apoiando a saída do geólogo Guilherme Estrella da mais importante das diretorias da Petrobras, a que cuida, exatamente, da pesquisa e produção. Do ponto de vista técnico, parece improvável que o Brasil disponha de outro quadro como Estrella. Ele entrou para a empresa mediante concurso público, há 48 anos, logo depois de formado – e se destacou, em seguida, como um dos mais competentes profissionais da instituição.

Sua trajetória, a partir de então, se insere na construção da história da  empresa. Participou das primeiras pesquisas e exploração do óleo no mar brasileiro. A partir de suas investigações teóricas sobre a geologia marítima, conduziu os estudos pioneiros que levaram à descoberta das jazidas do pré-sal. Como geólogo de campo, e trabalhando para a Petrobrás no Iraque, descobriu, em 1976,  o gigantesco campo de Majnoon, com reservas superiores a 10 bilhões de barris. Como se sabe, o Brasil renunciou à exploração desse campo, por iniciativa do então Ministro de Minas e Energia, Shigeaki Ueki.

Estrella foi o coordenador da instigante investigação científica, que atribui a origem do petróleo brasileiro a depósitos lacustres, anteriores à separação dos continentes africano e sulamericano. Assim se formou o pré-sal, com o Atlântico ocupando o  espaço lentamente aberto, durante séculos geológicos. O diretor de Pesquisa e Produção da Petrobrás é, assim, um dos mais importantes geólogos do mundo. Sem dúvida, é o mais competente profissional da área em nosso país, ao associar o saber teórico à prática, como pesquisador de campo – que foi durante décadas – e ao êxito no cumprimento da responsabilidade pela descoberta e produção de nossas jazidas.

Mas o geólogo Guilherme Estrella tem dois defeitos gravíssimos, e, por isso, todos os interesses antinacionais – internos e externos – se unem para derrubá-lo, neste momento de mudanças na empresa. O primeiro deles é o seu confessado nacionalismo. O diretor de pesquisas e exploração foi nomeado pelo governo Lula, em sua política de recuperar a empresa, minada pela administração entreguista e irresponsável do governo Fernando Henrique Cardoso.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Brincadeira com política externa "faz xixi na mão de criança" (31jan2012)

Essa expressão, "faz xixi na mão de criança", era muito utilizada pelos adultos quando eu era criança. Quando eu ou outra criança pegávamos ou manipulávamos algo delicado, algum objeto perigoso, caro ou frágil (facas, caixa de fósforos, ferramentas, vasos de vidro, botões do rádio ou da televisão, bibelôs etc.), algum adulto logo vinha dizendo "não mexa com isso! Isso faz xixi na mão de criança!". Acho, inclusive, que essa é uma das dificuldades que nós, adultos de hoje, às vezes sentimos ao nos depararmos com aparelhos de tecnologia "avançada", como os celulares, computadores, videogames, ipads, ipods etc. Lá no fundo temos um medo de estragar o treco e, consequentemente, de o "treco" fazer xixi na nossa mão. No fundo, é o velho medo de fazer (no bom e velho jargão brasileiro, e com o perdão da má palavra!) uma "cagada".

Tensão Europa/Irã: quem semeia ventos…

Por Flávio Aguiar, da Rede Brasil Atual

…ouve o que não quer!

É o que aconteceu com város ministros de Relações Exteriores que, amadoristicamente, resolveram dizer que aumentavam a pressão econômica sobre o Irã porque essa era uma maneira de evitar a possível agressão armada israelense contra aquele pais.

Além de não evitar coisa nenhuma, mas apenas ceder a uma chantagem, o corolário foi um tiro no próprio pé: suspender as importações de óleo bruto do Irã a partir de 1º de julho. A Grécia foi a primeira a gritar: sem esse petróleo, ela afunda de vez.

Ao mesmo tempo, o restante da Europa lhe sonega ajuda, ameaçando não lhe remeter a próxima parcela desta, caso não chegue a um acordo com os bancos privados credores. A chanceler Angela Merkel pede calma aos desesperados gregos e ao resto do mundo que, do Japão à América Latina (de leste para oeste, atravessando o mundo), arranca os cabelos diante da recessão “auto-feliz” da Europa.

Ora, o Irã fez o que devia fazer: está em discussão no seu Parlamento a proposta de, se a Europa quiser suspender as importações de petróleo a partir de 1º de julho, suspender as suas exportações para o Velho Continente desde já. Ou seja, sem disparar um tiro – o que lhe atrairia a ação da 5ª Frota Naval norte-americana estacionada no Bahrein, do outro lado do Golfo Pérsico – o Irã está fechando o estreito de Ormuz para a Europa inteira – o que pode ter efeitos catastróficos para o mundo europeu e o nosso também.

É no que dá brincar de política externa.

Em relação ao Irã, no Ocidente vai-se alegremente no caminho da guerra, numa situação que lembra a da Primeira Guerra Mundial. Ninguém acreditava no conflito, nem na sua proporção. Mas ele ocorreu, e mudou a face do mundo. E para pior, apesar do fim dos grandes impérios do passado.

Leia este e outros textos em Outras Palavras

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Estudantes da UnB rebatem o glamuroso vídeo dos artistas globais sobre a Usina de Belo Monte (2dez2011)

Um vídeo bem humorado e que ajuda no debate. Vale a pena conferir! Felicito os estudantes pela iniciativa e pela forma simples e direta de apresentação de suas informações.


Somos formandos da Universidade de Brasília. As opiniões aqui expressas são nossas somente, e não há vínculos deste vídeo com a Universidade.

Seja qual for o assunto e, independente de seu posicionamento em relação a ele, informe-se e debata com argumentos reais. Esse é o SEU país e SUA vida. Não forme sua opinião baseado na primeira coisa que aparecer por aí.

Pense por si mesmo.

Procure fontes confiáveis.

Questione informações e ações.

Verifique os fatos.

De O Esquerdopata, publicada em 1 de dezembro de 2011.


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

8ª Rodada de Licitação de blocos de petróleo foi definitivamente cancelada (9set2011)

Vitória: AEPET tem participação fundamental no cancelamento da 8ª Rodada


Por Renata Idalgo

O Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmou que a 8ª Rodada de Licitação de blocos de petróleo foi definitivamente cancelada. Promovida pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) em 2006, a rodada foi temporariamente suspensa por meio de liminar judicial.

O presidente da AEPET, Fernando Siqueira afirmou que esta rodada, o oitavo leilão, foi suspensa por iniciativa da Aepet. “O Heitor Pereira e eu apresentamos proposta para o Clube de Engenharia entrar com uma das ações que suspenderam o leilão. A Aepet deu também subsídios  ao grande advogado e nacionalista brasileiro, Castagna Maia, que por sua iniciativa, entrou através da Deputada Clair com outra ação brilhantemente preparada por ele. Suspendemos o leilão, mas a Ministra Ellen Gracie cassou a liminar. Por sugestão do Dr, Maia, conversei e consegui que a doutora Raquel Branquinho, procuradora do Ministério Publico Federal, fizesse um oficio à ANP no sentido de não retomar o oitavo leilão até que o novo marco regulatório fosse aprovado. Foi suspenso e agora, o leilão foi definitivamente cancelado. Devemos ressaltar que a ação do Dr Maia foi feita sem cobrar nada, por puro patriotismo sendo ele um advogado de rara seriedade e competência, tendo, inclusive sido homenageado com o título de sócio honorário da Aepet por todas essas suas qualidades”, disse o presidente.

De acordo com Siqueira, foi uma bela vitória. “Temos que comemorar essa retumbante vitória dos grandes patriotas brasileiros.”Agora vamos lutar pelo fim dos leilões porque não trazem qualquer benefício para o povo brasileiro. Pelo contrário, oferece um grande ganho para as empresas estrangeiras do cartel internacional. O pré-sal é uma riqueza da ordem de R$ 20 trilhões e a Petrobrás tem condições técnicas e financeiras para produzi-lo. Então, pra que leilão? O Pré-Sal é nosso! O Petróleo tem que ser nosso!

Publicado no sítio da AEPET em 5 de setembro de 2011.