Quem sou eu

Minha foto
Bebedouro, São Paulo, Brazil
Geólogo e professor aposentado, trabalho este espaço como se participasse da confecção de um imenso tapete persa. Cada blogueiro e cada sitiante vai fazendo o seu pedaço. A minha parte vai contando de mim e de como vejo as coisas. Quando me afasto para ver em perspectiva, aprendo mais de mim, com todas as partes juntas. Cada detalhe é parte de um todo que se reconstitui e se metamorfoseia a cada momento do fazer. Ver, rever, refletir, fazer, pensar, mudar, fazer diferente... Não necessariamente melhor, mas diferente, para refazer e rever e refletir e... Ninguém sabe para onde isso leva, mas sei que não estou parado e que não tenho medo de colaborar com umas quadrículas na tecedura desse multifacetado tapete de incontáveis parceiros tapeceiros mundo afora.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Instituto de Matemática da USP tem convênio com universidade situada em território ocupado (7fev2012)

Por Idelber Avelar | Outro Olhar

A partir da coluna de Vladimir Safatle na Folha este fim de semana - aliás um texto muito bom, apesar de bastante brando, para se conhecer um pouco sobre a ocupação israelense -, recebi uma notícia que considero bastante grave: o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo mantém um convênio com a Universidade Ariel, intitulada oficialmente “Centro Universitário Ariel da Samária”. Trata-se de uma instituição de colonos israelenses situada na Cisjordânia, terra que, segundo a legislação internacional, pertence ao povo palestino, e que está ocupada ilegalmente pelo exército israelense, por quase 500.000 colonos e centenas de checkpoints. Que eu saiba, é uma situação de convênio inédita no sistema universitário brasileiro.

Para que se tenha uma ideia da gravidade do assunto, é preciso fazer uma distinção importante, entre universidades situadas dentro do território de Israel e instituições que estão em território roubado dos palestinos, na Cisjordânia. Há um movimento internacional, que ganha cada vez mais força, intitulado Boicote, Desinvestimento e Sanções, que advoga pelo boicote a toda e qualquer instituição israelense - a partir do mesmo princípio utilizado no bem-sucedido boicote ao regime de Apartheid da África do Sul. É um movimento que conta com meu apoio, mas que também tem lá os seus críticos, que não concordam com a ideia de penalizar instituições como, digamos, a Universidade de Tel Aviv por causa das políticas criminosas do estado de Israel. Discuta-se isso em outro momento, embora eu queira deixar registrada minha discordância com a caracterização, bem ligeira, que faz Safatle da política do BDS como “equivocada”. Mas, enfim, isso se pode discutir.

Coisa bem distinta é a colaboração com universidades de colonos, instituições por definição criminosas. Elas estão construídas em terras roubadas dos palestinos - são terras que, segundo a legislação internacional, não pertencem a Israel. Neste caso, não há ambiguidade ou qualquer tipo de polêmica possível: colaborar com elas é colaborar com a criminalidade internacional. É espantoso e escandaloso que a mais prestigiosa universidade brasileira esteja metida nisso.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O governo federal está pedindo uma greve docente, não está? (5fev2011)

Despesa da União com servidores é a menor nos últimos 17 anos

O arrocho salarial que o governo federal está impondo sobre os servidores já está se refletindo nas contas públicas. De acordo com matéria publicada nesta quinta-feira (2) pelo jornal Valor Econômico, em 2012 o governo vai aplicar cerca de 4,13% do PIB (Produto Interno Bruto) para pagar os servidores públicos, ativos e aposentados. Este é o menor percentual desde que a Secretaria do Tesouro Nacional começou a publicar série histórica, há 17 anos.

Na verdade, os gastos do governo central com os servidores vêm caindo a cada ano em proporção ao PIB. Em 2011, foram usados o equivalente a 4,34% do PIB, que já foi 0,08 ponto percentual a menos do que foi aplicado em 2010.

A matéria do Valor Econômico corrobora informações publicadas há dois dias pelo jornal Correio Braziliense. Segundo este periódico, embora as despesas do governo com a remuneração dos servidores tenham crescido em valores nominais, o desembolso cresceu a um ritmo menor no último ano. Na comparação entre 2009 e 2010, houve um aumento de 9,8% e já entre 2010 e 2011, os gastos subiram 7,7%.

Para este ano, as perspectivas não são boas, já que emissários do governo têm dito que reajustes, se concedidos, só valerão para 2013. Diante dessa realidade, só restará aos servidores construir uma forte mobilização, que faça o Palácio do Planalto sair da retranca em que se encontra e negociar efetivamente com a categoria.

Nas reuniões realizadas esta semana entre dirigentes das entidades dos servidores públicos federais (SPF) foi constatada a necessidade de se buscar a unidade na luta, respeitando-se as diferenças. É isso que o ANDES-SN vai buscar construir no próximo período: vamos, a partir das deliberações da base, construir um movimento forte e amplo, que demonstre todo o descontentamento dos docentes e arranque um reajuste digno do governo.

Fonte: ANDES-SN


Aquecimento global: falso problema para nos distrair das questões realmente sérias (5fev2012)

Impostura e mistificação

O imperialismo agita falsos problemas para esconder os verdadeiros, por ele próprio provocados. O envenenamento do planeta com urânio empobrecido caminha a passos largos. Centenas de toneladas deste veneno químico, físico e radiológico já foram ou continuam a ser espalhados no Iraque, Afeganistão, Líbano e antiga Iugoslávia. O urânio empobrecido tem uma semi-vida de muitos milhões de anos e não será possível limpá-lo da face da Terra. O dano é irreversível. O imperialismo e os seus acólitos, como Israel e a Grã-Bretanha, estão a praticar uma política de extermínio da vida no Planeta Terra. Como afirma Leuren Moret , basta uma tempestade de areia no Iraque para que num par de dias esse pó com efeitos teratogênicos esteja na estratosfera, sobre a Europa e os Estados Unidos.

Contudo, este problema vital para os destinos de todas as espécies existentes no nosso planeta está absolutamente ausente dos medias corporativos que se proclamam "de referência". É como se não existisse. Eles mentem-nos por omissão. O silenciamento é deliberado. São cúmplices da catástrofe ecológica e biológica agora em curso, provocada pelo militarismo ensandecido dos EUA.

Mas o que nos diz a desinformação praticada pelos tais medias auto-proclamados "de referência"? Entretem-nos com tretas, enganam-nos com mistificações em escala maciça. É o caso da impostura do aquecimento global , de que nos despejam doses cavalares. Fazem terrorismo com um problema inventado e escondem aqueles realmente existentes, e gravíssimos, como o envenenamento planetário pelo depleted uranium. Por sua vez, políticos tão ignorantes quanto os jornalistas que escrevem tais estórias, fartam-se de repetir as ladainhas do International Panel of Climate Change (IPCC).

Ainda agora, o sr. Al Gore produziu um filme a propagandear o dito "aquecimento global" (confundindo problemas climatológicos com problemas ambientais). Mas este senhor - que posa como progressista e foi candidato à presidência dos Estados Unidos - nunca abriu a boca contra as invasões do Iraque, do Afeganistão, do Líbano, da ex-Iugoslávia, com todo o seu cortejo de crimes de lesa humanidade.

A barragem avassaladora da desinformação provoca um déficit de consciência quanto aos problemas reais que estão em causa. Não é nada fácil combatê-lo.

Do sítio Resistir.

Leia mais sobre o tema, neste blog, aqui e aqui.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Aquecimento global: origem e natureza do alegado consenso científico (4fev2012)


Richard S. Lindzen
Um fenómeno sociológico, não um fenómeno físico
Cientistas fazem declarações sem significado ou ambíguas.
Advogados e mídias traduzem tais declarações em sinais de alarme.
Políticos respondem ao alarme alimentando cientistas com mais dinheiro.

Por Richard S. Lindzen [*]

Procurar falhas no IPCC [Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas] é crucial. A noção de que se você for ignorante em alguma coisa e alguém lhe aparecer com uma resposta errada tem de aceitá-la porque não tem uma outra resposta errada para dar é como a cura pela fé, é como o charlatanismo na medicina. Se alguém lhe disser que deve ingerir caramelos para curar o câncer e você responder que isso é estúpido, ele diz: bem, pode sugerir alguma outra coisa? Será que ao responder que não, isso quer dizer que você tem de ingerir caramelos?

A maior parte das pessoas instruídas aceita o aquecimento global como real e perigoso. Realmente, a propaganda em torno do aquecimento global leva muita gente a acreditar que se trata da principal ameaça que se apresenta à humanidade. Na Conferência do Rio sobre o Clima, em Junho de 1992, foram esboçados acordos internacionais para lidar com aquela hipotética ameaça, em reunião assistida por chefes de estado de dúzias de países. Tenho a declarar de início que, como cientista, não vejo nenhuma base substantiva para as ameaças do aquecimento popularmente difundidas. Além disso, de acordo com muitos estudos de economistas, agrônomos, e hidrólogos, haveria pouca dificuldade na adaptação a um tal aquecimento, se viesse a acontecer. Tal é, também, a conclusão do relatório recente do Conselho Nacional de Investigação (National Research Council) sobre adaptação às mudanças do clima. Muitos aspectos do cenário catastrófico já foram descartados pela comunidade científica. Por exemplo, o temor da elevação do nível do mar (ver aqui), presente em muitas das discussões iniciais sobre o aquecimento global, teve estimativas sucessivamente reduzidas em várias ordens de grandeza. Agora há acordo de que até mesmo a contribuição do aquecimento para a elevação do nível do mar seria secundária, face a outros fatores mais importantes.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Arma-se o bote para calar as redes sociais (3fev2012)

Ao acessar o texto que reproduzo abaixo (com grifos meus), atraído pelo título, pensei tratar-se da "junção" Veja / Folha / TV Cultura que está ocorrendo em São Paulo. Uma nova estratégia da política demotucana paulista (e nacional), que está em plena guerra contra o governo federal - vide os lamentáveis fatos ocorridos no bairro Pinheirinhos, em São José dos Campos, quando um juiz determinou que a polícia militar impedisse qualquer ação da polícia federal no evento -, no desespero de sua falta de discurso e de propostas. A proposta agora é a da violência explícita, buscando manchar com sangue o período de governo de Dilma Rousseff. Entretanto, o texto trata de outro risco imenso, que envolve a todos nós, participantes das redes sociais, com o estabelecimento, por fim, da censura na internet, sem qualquer necessidade de ações judiciais. Querem, as elites em todo o mundo, calar o povo. E os Estados Unidos avança na demolição de sua democracia, cantada em verso e prosa há tanto tempo. Agora o que se quer é impor a democracia nos moldes dos 1%, calando qualquer tentativa de insurgência ou mesmo de contra-argumentação. Calando, essa sim, a liberdade de expressão dos cidadãos do mundo.

Quanto à aliança VejaFolhaCultura, ela somente vai reforçar os trabalhos de lavagem cerebral a que o povo paulista vem sendo submetido pelos Frias, Civittas e Marinhos há décadas. Ou seja, agora haverá mais um canal de TV que será retirado do meu receptor, pois recuso-me a testemunhar a consumação do desmantelamento da TV Cultura. Triste! Já foi uma emissora de qualidade, mas isso em tempos longínquos.


Velha mídia alia-se à indústria do entretenimento contra a liberdade

Por Bruna Andrade* | No sítio Jornalismo B em 2 de fevereiro de 2012

Enquanto começamos o ano em meio a polêmicas envolvendo a liberdade de expressão na internet, através dos projetos de lei norte-americanos Stop Online Piracy Act (SOPA) e Protect IP Act (PIPA), que visam controlar o compartilhamento de arquivos protegidos por direitos autorais na web, três das principais revistas semanais do país começam o mês de fevereiro fazendo vista grossa para a pauta e trazendo em suas capas temas superficiais, como é o caso da Veja e da Istoé com: “O melhor professor do mundo” e “A ciência do otimismo”, respectivamente; ou simplesmente deslocados das principais pautas do ano, como traz a revista Época “Anatomia da corrupção”. Apenas a semanal Carta Capital estampou em sua capa o tema controverso, sob o título “A guerra da internet”.


O primeiro mês do ano foi marcado pela guerra envolvendo grupos políticos norte-americanos, que apresentaram os projetos de lei que limitariam a liberdade online, e alguns dos principais sites da internet, além de ativistas do grupo de hackers Anonymous. Em protesto, como resposta ao parlamento, no dia 18 de janeiro, vários sites saíram do ar, como fez o Wikipédia, ou usaram tarjas pretas em suas páginas, como o Google. E depois que os donos do Megaupload foram presos e o site bloqueado, no mundo inteiro, ativistas do Anonymous vêm promovendo a derrubada de sites governamentais, de empresas da indústria fonográfica e cinematográfica e, como aconteceu essa semana no Brasil, bancos.

Os motivos do aparente desinteresse da mídia hegemônica no assunto são claros: os principais interessados na aprovação da lei (indústrias fono e cinematográfica) são, há muito tempo, seus aliados econômicos e políticos. Mais que isso, em 2011 foi evidente o protagonismo da internet nos levantes populares que aconteceram pelo mundo, desde a Ásia até as Américas essa foi a ferramenta usada para organizar e unir os indignados com tudo que a mídia burguesa defende, além de ser cada vez mais forte como fonte alternativa de informação. Se aprovadas, as leis permitiriam o bloqueio de qualquer site que possua de forma não autorizada algum conteúdo protegido por direitos autorais, incluindo os sites hospedados fora da jurisdição dos Estados Unidos. Além disso, o conteúdo que for considerado ilegal não precisará ter sito postado pelo dono do site para que ele seja tirado do ar. Por exemplo, basta que um usuário do WordPress compartilhe um link que infrinja a lei para que todos os usuários tenham seus blogs apagados, sem a necessidade de uma ordem judicial. Assim, os principais sites de compartilhamento de conteúdo e, principalmente, informação correriam o risco de sair do ar já nos primeiros dias de vigência das leis. Elas não beneficiariam apenas a indústria de entretenimento, mas todos os interessados em tolher a liberdade de expressão na internet, e a imprensa dos patrões é, claramente, um deles.

A discussão vai muito além da questão dos direitos autorais, é a liberdade de circulação da cultura, da informação e do conhecimento que está em jogo. Há algum tempo a internet vem sendo a pedra no sapato das elites e essa é visivelmente uma tentativa de inibir seu uso como fonte de organização, resistência e contra-informação.

*Bruna Andrade é estudante de Ciências Sociais.


Geólogo Guilherme Estrella: uma pedra no caminho dos anti-nacionalistas (3fev2012)

Estrella tem esse "defeito" grave: é nacionalista

Mudanças na Petrobrás e a soberania do país

Por Mauro Santayana | Reproduzido do sítio Conversa Afiada

Certos jornais e alguns de seus analistas políticos estão, de maneira dissimulada e com as artimanhas conhecidas, insinuando e apoiando a saída do geólogo Guilherme Estrella da mais importante das diretorias da Petrobras, a que cuida, exatamente, da pesquisa e produção. Do ponto de vista técnico, parece improvável que o Brasil disponha de outro quadro como Estrella. Ele entrou para a empresa mediante concurso público, há 48 anos, logo depois de formado – e se destacou, em seguida, como um dos mais competentes profissionais da instituição.

Sua trajetória, a partir de então, se insere na construção da história da  empresa. Participou das primeiras pesquisas e exploração do óleo no mar brasileiro. A partir de suas investigações teóricas sobre a geologia marítima, conduziu os estudos pioneiros que levaram à descoberta das jazidas do pré-sal. Como geólogo de campo, e trabalhando para a Petrobrás no Iraque, descobriu, em 1976,  o gigantesco campo de Majnoon, com reservas superiores a 10 bilhões de barris. Como se sabe, o Brasil renunciou à exploração desse campo, por iniciativa do então Ministro de Minas e Energia, Shigeaki Ueki.

Estrella foi o coordenador da instigante investigação científica, que atribui a origem do petróleo brasileiro a depósitos lacustres, anteriores à separação dos continentes africano e sulamericano. Assim se formou o pré-sal, com o Atlântico ocupando o  espaço lentamente aberto, durante séculos geológicos. O diretor de Pesquisa e Produção da Petrobrás é, assim, um dos mais importantes geólogos do mundo. Sem dúvida, é o mais competente profissional da área em nosso país, ao associar o saber teórico à prática, como pesquisador de campo – que foi durante décadas – e ao êxito no cumprimento da responsabilidade pela descoberta e produção de nossas jazidas.

Mas o geólogo Guilherme Estrella tem dois defeitos gravíssimos, e, por isso, todos os interesses antinacionais – internos e externos – se unem para derrubá-lo, neste momento de mudanças na empresa. O primeiro deles é o seu confessado nacionalismo. O diretor de pesquisas e exploração foi nomeado pelo governo Lula, em sua política de recuperar a empresa, minada pela administração entreguista e irresponsável do governo Fernando Henrique Cardoso.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Tempestades eletromagnéticas? | Tem coisa esquisita acontecendo (2fev2012)

Resposta a leitor sobre ruídos detectados nos céus

Por Luiz Cezar | blog Brasil que Vai

Como é sabido, os alemães levam muito a sério fenômenos cosmológicos e aqui em Dusseldorf, onde estou baseado, não se fala em outra coisa senão nas interferências produzidas em sinais de telecomunicação devido ao efeito de tempestades eletromagnéticas, em número e intensidade jamais vista desde que os atuais medidores de frequência entraram em operação.

Decidi ficar em Dusseldorf porque a cidade é um hub de infovias, sendo o mais importante polo de internet da Alemanha (são 18 provedores de internet e 3 gigantes em radiofrequencia -Vodofone, D2  E-Plus) e ser sede também de uma das unidades do Max Planck Institute.

Estive ainda ontem jantando com engenheiros da E-Plus no restaurante Basile, de italianos, que me disseram operarem, recorrentemente, em espectros de emergência para assegurar regularidade dos sinais. Segundo eles frequências eletromagnéticas desconhecidas competem com a dos transmissores.

Os ruídos de rádio, dizem, começaram em 2006 e foram detectados por americanos da Universidade de Maryland, quando pesquisavam o ruído de fundo do universo. Trata-se de um ruído 6 vezes maior que todas as fontes emissoras do universo juntas. Efetivamente ninguém sabe do que se trata e o assunto já foi tema de programa na ABC americana.

Não há, portanto, uma evidência. Mas várias que se somam, inclusive a desorientação e morte em massa de aves migratórias, que dão sentido aos relatos populares sobre audição de ruídos de origem difusa sem que haja até agora nada oficialmente documentado.

O que há de oficial até agora é a detecção dos ruídos de rádio e as interferências. O pessoal do centro de estudos do ferro do Max Planck aqui de Dusseldorf chega a pensar  em reverberações internas da terra devido perturbações magnéticas, com as quais os ruídos de rádio poderiam estar relacionados. Há o receio, nesse caso, de catástrofes iminentes. Como o big one americano, que levaria San Francisco para o fundo do mar.

Ninguém do Instituto parece disposto a abrir a boca. Agora que tem coisas esquisitas acontecendo, isso todos concordam.

Sugiro pena de prisão perpétua para corruptos e corruptores (2fev2012)

O texto a seguir é meu comentário em postagem do sítio Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, intitulada Maierovich: STF poupa (Collor de) Melo:


"Qualquer ato de corrupção deveria ser punido com prisão perpétua, no caso de o réu, julgado e condenado, não repor INTEGRALMENTE ao erário público tudo o que dele foi roubado.

Com a devolução, o réu seria penalizado nos termos do atual Código do Direito Penal. Prisão por tempo equivalente aos crimes cometidos.

Sem a devolução - e para isso seria necessário emendar a Constituição -, PRISÃO PERPÉTUA, sem direito a revisão de pena por boa conduta, idade etc. Revisão de pena somente com a reposição de TUDO o que foi subtraído ao patrimônio público.

Mais uma coisa: a pena deveria ser cumprida em prisão comum. Nada de prisão especial de nenhuma espécie. É presídio mesmo, junto com aqueles que lá estão que foram vítimas de uma sociedade injusta, discriminatória e corrupta.

No caso de juízes, concomitantemente com a prisão perpétua, faz-se necessário a sua demissão. Aposentadoria compulsória não é punição, "nem aqui e nem na China". Aliás, na China...

A corrupção ou a apropriação indébita de dinheiro público produz, na prática, mortes, miséria e outras dores para a parcela mais carente da população. (Esse mal é irreversível, infelizmente, e não há devolução que o pague.) Também, por consequência, produz a violência que tanto incomoda a todos os cidadãos. São consequências difusas, em relação às quais o corrupto e o corruptor não se sentem vinculados.

Com a corrupção, o roubo, essas pessoas estão matando e torturando inocentes, que têm seus direitos a saúde, educação, moradia, segurança etc. reduzidos ou retirados.

Os sonegadores de impostos não são diferentes, ao manterem em seus bolsos aquilo que deveria ser, por lei e por direito, do conjunto da sociedade. Talvez seja o caso de tornar o crime de sonegação equivalente ao crime de corrupção.

E quando falo em corrupção, refiro-me aos dois lados do processo: corruptos e corruptores.

Se isso acontecesse, fico imaginando que diversas revistas e jornais teriam que frequentar presídios para fazer algumas (ou muitas) de suas colunas sociais."

P.S. às 19:26h - Até agora o comentário não foi publicado no sítio Conversa Afiada. Depois de fazê-lo dei-me conta de que não são aceitos comentários com mais de 15 linhas. Então dividi o comentário em 3 partes, mas parece que isso também não é aceito, pois outros comentários já foram publicados depois do meu e o meu continua aguardando moderação. Pelo visto não vai ser publicado. Sem problema! Regras são regras.