Quem sou eu
- Aquiles Lazzarotto
- Bebedouro, São Paulo, Brazil
- Geólogo e professor aposentado, trabalho este espaço como se participasse da confecção de um imenso tapete persa. Cada blogueiro e cada sitiante vai fazendo o seu pedaço. A minha parte vai contando de mim e de como vejo as coisas. Quando me afasto para ver em perspectiva, aprendo mais de mim, com todas as partes juntas. Cada detalhe é parte de um todo que se reconstitui e se metamorfoseia a cada momento do fazer. Ver, rever, refletir, fazer, pensar, mudar, fazer diferente... Não necessariamente melhor, mas diferente, para refazer e rever e refletir e... Ninguém sabe para onde isso leva, mas sei que não estou parado e que não tenho medo de colaborar com umas quadrículas na tecedura desse multifacetado tapete de incontáveis parceiros tapeceiros mundo afora.
terça-feira, 9 de abril de 2013
O tomate é a manobra diversionista
(9abr2013)
(9abr2013)
Por Gilberto de Souza*, no Correio do Brasil, publicado no sítio Maria Frô
Daqui a pouco, só vai faltar alguns dos jornalões incentivarem uma marcha pela família, tradição e… tomates. Bastou a presidenta Dilma Rousseff desonerar, como preferem os economistas de plantão, em vez de dizer às claras que passou a cobrar menos impostos sobre os alimentos, e os preços desde então não pararam mais de subir. Junto com a escalada no valor do pomodoro, seguiram junto as equipes do jornalismo de secos e molhados para mostrar sabe-se lá exatamente o quê. Não foi, com certeza, para denunciar que esse movimento se trata de uma especulação sem precedentes com um produto que, dentro de mais alguns dias, estará sobrando nas bancadas das feiras e supermercados, a preços de ocasião. Parece até que a quebra na safra de apenas um item é capaz de constipar a economia brasileira. Balela.
Na trilha do tomate, seguiram morro acima também os preços da cebola, do alho, do manjericão e dos demais ingredientes da pizza, enquanto desaparece do noticiário o julgamento escandaloso que inocentou os assassinos dos trabalhadores extrativistas no Pará. Simplesmente, não se fala mais do caso Cachoeira e suas ligações com a Delta Engenharia. E da Privataria Tucana, então, nem sinal de vida. Talvez com medo de levarem uns tomates para casa, colados nos paletós bem cortados da Brioni Vanquish II. Vira e mexe, há sempre uma manobra diversionista para enganar criança e encher as minguadas páginas da mídia conservadora que, cada vez mais, precisa bater nas tetas do Palácio do Planalto para receber o colostro nutritivo que supre a absoluta falta de liquidez do mercado publicitário privado. Arrumam qualquer redemoinho, em copo d’água, para transformá-lo no tornado que ameaça virar o Brasil de ponta-cabeça.
Não se sabe, ao certo, quantos incautos mais conseguem enganar com essa conversa mole feito legume em fim de feira. Alguns deles são até divertidos, nas redes sociais. Os chargistas fazem a festa e, até aí, é ótimo para manter o bom humor, diante de crises muito mais sérias que ameaçam a tranquilidade dos brasileiros. A seca no Nordeste, por exemplo, é um fato que deveria fazer chorar o mais duro dos capitalistas desalmados. Mas esses não estão nem aí. Literalmente. Seguem com o pé no jatinho, rumo a Las Vegas ou Paris, para passar o fim de semana. Estão se lixando para o preço do tomate, da cenoura, do abacate ou qualquer outro vegetal que não seja aquele extraído das árvores, pintados de verde e chamados de dólar.
A choldra Pej. Grupo de pessoas desprezíveis; ralé, escória, súcia, segundo o mestre Caldas Aulete, entupida de dinheiro, mas sempre pronta a mais um golpe, precisa desses fatores sazonais, que costumam surpreender o desatento público, para mostrar a crise com a mão esquerda e, com a direita, fazer o dinheiro do trabalhador desaparecer, num passe de ilusionismo. Um desses mágicos que fazem a alegria dos desocupados, no Buraco do Lume, Centro do Rio de Janeiro, não produziria um número melhor do que esse, sob os auspícios das multinacionais, bancos transnacionais e especuladores de toda sorte.
Com a história do tomate, porém, a tendência é de quebrarem a cara, como aconteceu com outras armadilhas montadas na tentativa de mudar os rumos do país, na direção do brejo, de onde geralmente a choldra costuma sair. O brasileiro já sabe, muito bem, que se o tomate custa R$ 9 o quilo, basta passar alguns dias com um belo aglio e olio, ou algum outro molho à altura da imaginação dos chefs nacionais, que não deixam em nada a desejar diante dos melhores franceses. Quando a fruta começar a madurar demais na gôndola, entra em ação o agudo instinto de sobrevivência desse mecanismo fantasmagórico, conhecido pela alcunha de ‘mercado’, e o molho da nona, no domingo, já estará garantido em condições normais de temperatura e pressão. Não se espantem se, depois dessa, inventarem uma nova crise, mais uma vez recheada de abóboras.
Bom fim de semana a todos.
*Gilberto de Souza é jornalista, editor-chefe do Correio do Brasil
BMW assina protocolo para construção de fábrica em Santa Catarina
(9abr2013)
(9abr2013)
Por Eduardo Laguna, publicado no sítio Agência T1
Foto: Reprodução
A BMW e o governo de Santa Catarina assinaram hoje o acordo que prevê a instalação da montadora de origem alemã no norte do Estado.
A empresa vai investir 200 milhões de euros na construção de uma fábrica que vai produzir até 30 mil carros por ano no município de Araquari.
O projeto foi anunciado em outubro, mas o governo catarinense e a montadora aguardavam a habilitação da marca ao novo regime automotivo – o que aconteceu no início de fevereiro – para lançar oficialmente o empreendimento.
Hoje, o presidente da filial brasileira da BMW, Arturo Piñeiro, e o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, assinaram o protocolo de intenções que visa ao investimento no Estado.
O evento, realizado em Florianópolis, capital de Santa Catarina, começou por volta das 11h, com uma apresentação de alunos da escola do Balé Bolshoi de Joinville, e foi transmitido pelo Youtube e redes sociais da internet, além do site do Governo do Estado de Santa Catarina.
O investimento da BMW em Santa Catarina prevê a criação de mais de mil empregos na fábrica de automóveis e outras 5 mil vagas na cadeia de fornecedores.
Ao discursar na cerimônia, o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, disse que a chegada da BMW ao Brasil comprova o sucesso do novo regime automotivo, que coloca restrições para as importações e prevê benefícios para as montadoras que investem no país.
Segundo o ministro, 37 empresas já se habilitaram ao Inovar-Auto, como foi batizada a nova política automotiva, editada no dia 3 de outubro.
Desse número, oito empresas já deram início a investimentos na construção de novas fábricas ou ampliação de linhas existentes, informou Pimentel, acrescentando que esses projetos vão adicionar aportes de R$ 5,5 bilhões no setor ao longo dos próximos quatro anos.
Fonte: Valor Econômico
Wikileaks: Vaticano apoiou a ditadura de Augusto Pinochet
(9abr2013)
(9abr2013)
Segundo documento, Igreja entendeu como 'propaganda comunista' os massacres promovidos por militares chilenos
Por Dodô Calixto, do Opera Mundi, publicado no sítio Brasil Atual
Augusto Pinochet desfila no oitavo aniversário
do golpe militar de 1973 (Foto: Wikicommons)
São Paulo – O site Wikileaks divulgou hoje (8) documentos do departamento de Estado dos Estados Unidos que revelam o apoio do Vaticano para o golpe no Chile em 1973. Segundo informações do jornal italiano La Republicca, “em nome do Santo Padre”, a Igreja negou denúncias contra os militares, dizendo que as repressões reportadas no país sul-americano se tratavam de “propaganda comunista”.
Um dos documentos divulgados – datados na década de 1970 – mostram o então secretário de Estado do Vaticano, Giovanni Benelli, em diálogo com diplomatas norte-americanos expressando “grave preocupação do Papa Paulo VI (1963-1978) com a campanha de esquerda para distorcer completamente a realidade da situação política no Chile”.
As conversas entre Igreja e EUA ocorreram cinco semanas depois de Pinochet tomar o poder por meio de um golpe de Estado, derrubando o regime socialista de Salvador Allende. Na ocasião, milhares de simpatizantes do regime de esquerda foram presos e mortos.
Na ocasião, o Vaticano admitiu que houve sangue derramado nas ruas chilenas, porém, acenou que os bispos chilenos “estavam fazendo de tudo para corrigir a situação e as reportagens que falam de repressão brutal, pois elas são infundadas”, afirma o documento divulgado.
O Vaticano também afirma que “a cobertura exagerada dos eventos ocorridos no Chile foram uma grande vitória da propaganda comunista”.
Segundo informações do site espanhol Publico, Giovanni Benelli era o braço direito do Papa Paulo VI e teve sua gestão marcada pelo autoritarismo e a forma agressiva como ostentava suas opiniões.
O fundador do Wikileaks, o australiano Julian Assange, disse que os documentos não foram vazados, pois estavam disponíveis no Arquivo Nacional dos EUA.
O documento faz parte de um novo projeto do Wikileaks, o PlusD, que agrega 1,7 milhão de textos diplomáticos entre 1973 a 1976, chamados de "Kissinger Cables" – em razão de serem da mesma época em que Henry Kissinger dirigia a política externa norte-americana – e 250 mil de 2003 a 2010, no vazamento mais famoso da organização, o "Cablegate".
O projeto é uma parceria com 18 veículos internacionais, incluindo as agências de notícias Associated Press e France Presse e os jornais La Repubblica, da Itália, La Jornada, do México, Página 12, da Argentina e a Agência Pública, no Brasil.
domingo, 7 de abril de 2013
Ser a ponte para a Nova Terra
(7abr2013)
(7abr2013)
Mensagem de Jeshua
canalizada por Pamela Kribbe
em fevereiro de 2013
Queridos amigos, minha querida família.
Amo todos vocês profundamente. Estou aqui num clima de amizade. Não sou um mestre que esteja acima de vocês; sou seu igual. Quero estar com vocês de alma para alma e também de ser humano para ser humano. Sei o que é ser um humano na Terra e vivenciar emoções profundas de dúvida, medo e raiva.
Quero que todos vocês tenham compaixão por si mesmos e por todas as emoções que sentem.
Mas, acima de tudo, desejo que cada um de vocês esteja consciente da sua própria grandeza.
Nestes dias e nesta era, estamos nos movendo para uma nova realidade na Terra. Uma nova consciência está nascendo agora. É uma consciência baseada no coração e na unidade da qual todos nós compartilhamos. Todos vocês desejam que esta consciência se manifeste na Terra, e vivem para isto – este é o seu ideal mais elevado. Mas o que eu gostaria de enfatizar é que vocês são os portadores dessa consciência.
Isto não é algo que esteja ocorrendo fora de vocês; não é algo pelo qual tenham que esperar, e não precisam depender de outros para obter mensagens e previsões do futuro. Vocês são o próprio centro desta transformação. Vocês é que são os canais desta nova energia e lhes peço que realmente se levantem e sejam tudo o que são, porque vejo muitos de vocês hesitando. Seus corações estão abertos e vocês se aproximam da nova consciência que está despertando; vocês desejam intensamente essa vibração de unidade, mas também estão com medo.
Existem dois tipos de vibração na Terra. Existe a antiga vibração de medo que os vem intimidando há bastante tempo, chegando, inclusive, às células dos seus corpos. Vocês reagem a partir do medo há muito tempo, pois foi assim que lhes ensinaram a fazer. Foi lhes dito que, para sobreviver, vocês precisam agir como uma pessoa pequena, não como uma pessoa grandiosa. Ser uma “boa” pessoa muitas vezes significa ouvir as vozes do medo.
A nova vibração é justamente o oposto disso. Gostaria que cada um sentisse isso por si mesmo – a nova vibração o encoraja a ser grandioso, a compartilhar seus talentos, a ser orgulhoso de si.
Como mover-se entre essas duas vibrações?
canalizada por Pamela Kribbe
em fevereiro de 2013
Queridos amigos, minha querida família.
Amo todos vocês profundamente. Estou aqui num clima de amizade. Não sou um mestre que esteja acima de vocês; sou seu igual. Quero estar com vocês de alma para alma e também de ser humano para ser humano. Sei o que é ser um humano na Terra e vivenciar emoções profundas de dúvida, medo e raiva.
Quero que todos vocês tenham compaixão por si mesmos e por todas as emoções que sentem.
Mas, acima de tudo, desejo que cada um de vocês esteja consciente da sua própria grandeza.
Nestes dias e nesta era, estamos nos movendo para uma nova realidade na Terra. Uma nova consciência está nascendo agora. É uma consciência baseada no coração e na unidade da qual todos nós compartilhamos. Todos vocês desejam que esta consciência se manifeste na Terra, e vivem para isto – este é o seu ideal mais elevado. Mas o que eu gostaria de enfatizar é que vocês são os portadores dessa consciência.
Isto não é algo que esteja ocorrendo fora de vocês; não é algo pelo qual tenham que esperar, e não precisam depender de outros para obter mensagens e previsões do futuro. Vocês são o próprio centro desta transformação. Vocês é que são os canais desta nova energia e lhes peço que realmente se levantem e sejam tudo o que são, porque vejo muitos de vocês hesitando. Seus corações estão abertos e vocês se aproximam da nova consciência que está despertando; vocês desejam intensamente essa vibração de unidade, mas também estão com medo.
Existem dois tipos de vibração na Terra. Existe a antiga vibração de medo que os vem intimidando há bastante tempo, chegando, inclusive, às células dos seus corpos. Vocês reagem a partir do medo há muito tempo, pois foi assim que lhes ensinaram a fazer. Foi lhes dito que, para sobreviver, vocês precisam agir como uma pessoa pequena, não como uma pessoa grandiosa. Ser uma “boa” pessoa muitas vezes significa ouvir as vozes do medo.
A nova vibração é justamente o oposto disso. Gostaria que cada um sentisse isso por si mesmo – a nova vibração o encoraja a ser grandioso, a compartilhar seus talentos, a ser orgulhoso de si.
Como mover-se entre essas duas vibrações?
sexta-feira, 5 de abril de 2013
A melhor educação do mundo é 100% estatal, gratuita e universal
(5abr2013)
(5abr2013)
Do sítio Pragmatismo Político
A Finlândia tem a melhor educação do mundo. Lá todas as crianças tem direito ao mesmo ensino, seja o filho do empresário ou o filho do garçom. Todas as escolas são públicas-estatais, eficientes, profissionalizadas. Todos os professores são servidores públicos, ganham bem e são estimulados e reconhecidos. Nas escolas há serviços de saúde e alimentação, tudo gratuito.
Na Finlândia a internet é um direito de todos.
A Finlândia se destaca em tecnologia mais do que os Estados Unidos da América.
Sim, na Finlândia se paga bastante impostos: 50% do PIB.
O país dá um banho nos Estados Unidos da América em matéria de educação e de não corrupção.
Na Finlândia se incentiva a colaboração, e não a competição.
Mas os neoliberais-gerenciais, privatistas, continuam a citar os EUA como modelo.
Difícil o Brasil chegar perto do modelo finlandês? Quase impossível. Mas qual modelo devemos perseguir? Com certeza não pode ser o da privatização.
Veja o seguinte documentário, imperdível, elaborado por estadunidenses. Em inglês, com legendas em espanhol:
Leia abaixo matéria originalmente publicada no Diário do Centro do Mundo que trata da excelência do sistema de educação da Finlândia, reverenciado em todo o mundo.
Acaba de sair um levantamento sobre educação no mundo feito pela editora britânica que publica a revista Economist, a Pearson.
É um comparativo no qual foram incluídos países com dados confiáveis suficientes para que se pudesse fazer o estudo.
Você pode adivinhar em que lugar o Brasil ficou. Seria rebaixado, caso fosse um campeonato de futebol. Disputou a última colocação com o México e a Indonésia.
Surpresa? Dificilmente.
Assim como não existe surpresa no vencedor. De onde vem? Da Escandinávia, naturalmente – uma região quase utópica que vai se tornando um modelo para o mundo moderno.
Foi a Finlândia a vencedora. A Finlândia costuma ficar em primeiro ou segundo lugar nas competições internacionais de estudantes, nas quais as disciplinas testadas são compreensão e redação, matemática e ciências.
A mídia internacional tem coberto o assim chamado “fenômeno finlandês” com encanto e empenho. Educadores de todas as partes têm ido para lá para aprender o segredo.
Se alguém leu alguma reportagem na imprensa brasileira, ou soube de alguma autoridade da educação que tenha ido à Finlândia, favor notificar. Nada vi, e também aí não tenho o direito de me surpreender.
Finlândia: a melhor educação do mundo é 100% estatal, gratuita e universal (Imagem: Reprodução / Documentário)
Algumas coisas básicas no sistema finlandês:
Claro que, para fazer isso, são necessários recursos. A carga tributária na Finlândia é de cerca de 50% do PIB. (No México, é 20%. No Brasil, 35%.)
Já escrevi várias vezes: os escandinavos formaram um consenso segundo o qual pagar impostos é o preço – módico – para ter uma sociedade harmoniosa.
Não é à toa que, também nas listas internacionais de satisfação, os escandinavos apareçam sistematicamente como as pessoas mais felizes do mundo.
Para ver de perto o jeito finlandês de educar crianças, basta ver um fascinante documentário de 2011 feito por americanos (vídeo publicado acima).
Comecei a ver, e não consegui parar, como se estivesse assistindo a um suspense.
Todos os educadores, todas as escolas, todas as pessoas interessadas na educação, no Brasil, deveriam ver e discutir o documentário.
Com BlogdoTarso; edição: Pragmatismo Politico
O documentário abaixo deveria ser assistido e discutido por todos os educadores, todas as escolas, todas as pessoas interessadas na educação no Brasil
A Finlândia tem a melhor educação do mundo. Lá todas as crianças tem direito ao mesmo ensino, seja o filho do empresário ou o filho do garçom. Todas as escolas são públicas-estatais, eficientes, profissionalizadas. Todos os professores são servidores públicos, ganham bem e são estimulados e reconhecidos. Nas escolas há serviços de saúde e alimentação, tudo gratuito.
Na Finlândia a internet é um direito de todos.
A Finlândia se destaca em tecnologia mais do que os Estados Unidos da América.
Sim, na Finlândia se paga bastante impostos: 50% do PIB.
O país dá um banho nos Estados Unidos da América em matéria de educação e de não corrupção.
Na Finlândia se incentiva a colaboração, e não a competição.
Mas os neoliberais-gerenciais, privatistas, continuam a citar os EUA como modelo.
Difícil o Brasil chegar perto do modelo finlandês? Quase impossível. Mas qual modelo devemos perseguir? Com certeza não pode ser o da privatização.
Veja o seguinte documentário, imperdível, elaborado por estadunidenses. Em inglês, com legendas em espanhol:
Por que o sistema de educação da Finlândia é tão reverenciado
Acaba de sair um levantamento sobre educação no mundo feito pela editora britânica que publica a revista Economist, a Pearson.
É um comparativo no qual foram incluídos países com dados confiáveis suficientes para que se pudesse fazer o estudo.
Você pode adivinhar em que lugar o Brasil ficou. Seria rebaixado, caso fosse um campeonato de futebol. Disputou a última colocação com o México e a Indonésia.
Surpresa? Dificilmente.
Assim como não existe surpresa no vencedor. De onde vem? Da Escandinávia, naturalmente – uma região quase utópica que vai se tornando um modelo para o mundo moderno.
Foi a Finlândia a vencedora. A Finlândia costuma ficar em primeiro ou segundo lugar nas competições internacionais de estudantes, nas quais as disciplinas testadas são compreensão e redação, matemática e ciências.
A mídia internacional tem coberto o assim chamado “fenômeno finlandês” com encanto e empenho. Educadores de todas as partes têm ido para lá para aprender o segredo.
Se alguém leu alguma reportagem na imprensa brasileira, ou soube de alguma autoridade da educação que tenha ido à Finlândia, favor notificar. Nada vi, e também aí não tenho o direito de me surpreender.
Finlândia: a melhor educação do mundo é 100% estatal, gratuita e universal (Imagem: Reprodução / Documentário)
Algumas coisas básicas no sistema finlandês:
1) Todas as crianças têm direito ao mesmo ensino. Não importa se é o filho do premiê ou do porteiro.
2) Todas as escolas são públicas, e oferecem, além do ensino, serviços médicos e dentários, e também comida.
3) Os professores são extraídos dos 10% mais bem colocados entre os graduados.
4) As crianças têm um professor particular disponível para casos em que necessitem de reforço.
5) Nos primeiros anos de aprendizado, as crianças não são submetidas a nenhum teste.
6) Os alunos são instados a falar mais que os professores nas salas de aula. (Nos Estados Unidos, uma pesquisa mostrou que 85% do tempo numa sala é o professor que fala.)Isto é uma amostra, apenas.
Claro que, para fazer isso, são necessários recursos. A carga tributária na Finlândia é de cerca de 50% do PIB. (No México, é 20%. No Brasil, 35%.)
Já escrevi várias vezes: os escandinavos formaram um consenso segundo o qual pagar impostos é o preço – módico – para ter uma sociedade harmoniosa.
Não é à toa que, também nas listas internacionais de satisfação, os escandinavos apareçam sistematicamente como as pessoas mais felizes do mundo.
Para ver de perto o jeito finlandês de educar crianças, basta ver um fascinante documentário de 2011 feito por americanos (vídeo publicado acima).
Comecei a ver, e não consegui parar, como se estivesse assistindo a um suspense.
Todos os educadores, todas as escolas, todas as pessoas interessadas na educação, no Brasil, deveriam ver e discutir o documentário.
Com BlogdoTarso; edição: Pragmatismo Politico
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Tremei, corruptos e lavadores de dinheiro - Os dados de paraísos fiscais vazaram
(4abr2013)
(4abr2013)
Um imenso arquivo de dados de empresas e movimentações de recursos em paraísos fiscais acaba de ser descoberto e vazado para o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ). Começam a pingar informações envolvendo figurões de todo o mundo.
Tenho afirmado em diversas postagens anteriores que a energia que o mundo vive hoje, de libertação da humanidade do jugo dos poderosos de sempre, será a de trazer à tona toda e qualquer atividade ilegal e que visasse manter os homens sob o látego do medo e da ansiedade. As máscaras iriam cair. E estão caindo. Muitos paladinos da moralidade (estilo do senador Demóstenes, percebem?) serão expostos e desmoralizados publicamente. Está chegando a hora de virarmos gente, gente que se respeita, que se ama, que quer construir junto um mundo de fato melhor e honesto. Vamos ver como a mídia brasileira vai tratar do caso. Irá abafar? Até quando e até onde tentará abafar? Tentará blindar alguns grupos? A quem tentará proteger? Traduzi (tradução fraquinha, reconheço) a matéria abaixo publicada hoje pelo ICIJ. A conferir...
Destaques do vazamento de atividades offshore
Por Emily Menkes, no sítio do International Consortium of Investigative Journalists
Hoje marca o início de um dos maiores vazamentos financeiras da história
O Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) está apenas esboçando as primeiras histórias a partir de um projeto global de colaboração para o mundo do dinheiro offshore. A Tax Justice Network, um grupo de advocacia, alega que um terço da riqueza do mundo está amarrado na área secreta de offshore.
Nos últimos 15 meses, jornalistas de mais de 40 países têm trabalhado em conjunto para lançar luz sobre esta questão.
E aqui está um pouco do que eles encontraram.
Um dos políticos mais altos da Mongólia diz que está pensando em se demitir do cargo depois de ser confrontado com evidências de que ele tem uma empresa offshore e uma conta bancária secreta na Suíça.
Documentos recém expostos ligam Maria Imelda Marcos Manotoc, a filha mais velha do falecido ditador Ferdinand Marcos das Filipinas e agora uma importante figura política, a dois trusts e uma empresa, todos secretos e offshore.
Um proeminente advogado canadense, marido de uma senadora liberal, moveu CA$ 1,7 milhões (EUA $ 1,1 milhão) para discretos paraísos fiscais enquanto ele estava preso a uma batalha com a Agência da Receita do Canadá sobre os seus impostos, de acordo com documentos de um maciço vazamento de dados financeiros de offshore.
Um magnata corporativo cujo império de negócios ganhou contratos de construção de bilhões de dólares em meio à onda massiva de construções do Presidente Ilham Aliyev, do Azerbaijão, está ligado à família do presidente através de empresas secretas offshore.
Os proeminentes tailandeses listados em documentos secretos como titulares de participações no exterior incluem a ex-mulher do primeiro-ministro deposto Thaksin Shinawatra, um atual senador, um ex-alto funcionário do Ministério da Defesa, magnatas cotados pela Forbes , e um ex-ministro cujos ativos nos Estados Unidos estão congelados por causa de suas supostas ligações com o ditador do Zimbábue, Robert Mugabe.
Cidadãos gregos que possuem ou comandam empresas offshore nas Ilhas Virgens Britânicas e outros paraísos fiscais raramente as declaram aos agentes fiscais gregos, como mostra uma revisão de mais de 100 empresas. Apenas quatro das 107 empresas offshore investigadas pelo ICIJ são registradas junto às autoridades fiscais como a lei normalmente exige, especialmente quando as empresas detêm ativos ou realizam negócios na Grécia. Os agentes aparentemente não têm registro das outras 103 empresas - ou se os proprietários declararam quaisquer ativos detidos por estas entidades ou tributos pagos sobre eles.
Finalmente, para aqueles interessados em como ICIJ conseguiu deslindar o pacote de registros, o gerente de dados do projeto, Duncan Campbell, escreve uma explicação detalhada de como os nossos jornalistas puderam dar sentido aos 260 gigabytes de informação obtidos. Quatro grandes bancos de dados, a metade de um milhão de texto, PDF, planilhas, imagens e arquivos da Web foram dissecados para revelar mais de 130.000 registros sobre as pessoas e agentes que dirigem, possuem, se beneficiam ou escondem atrás de empresas offshore.
Nós esperamos que você aproveite essas histórias, pois haverá mais a seguir diariamente pelas próximas semanas.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Governo estadunidense espiona e tenta desmantelar pacíficas manifestações de protesto em seu território
(3abr2013)
(3abr2013)
Os tempos da "terra da liberdade" e do berço e culto dos direitos humanos e da cidadania já andam bem longe dos estadunidenses. É gritante o medo, o pânico, que as corporações têm das legítimas e pacíficas manifestações de opiniões que divirjam do ideário da acumulação e da dominação, com dura disciplina, das grandes massas. Principalmente porque essas manifestações estão aglutinando pessoas que vão enxergando, mais e mais, que não há porque se submeter aos medos e às chantagens do capital. As pessoas estão "falindo" e descobrem que continuam respirando, amando, pensando. Ou seja, deve haver outras maneiras de se levar a vida, que não aquela de subordinação e continuado pavor pelo que poderá acontecer amanhã.
Quanto mais pessoas conseguirem se desligar dos padrões de consumo para os quais foram programados durante toda a vida - percebendo que, diferentemente do que o diz o programa implantado, a felicidade está no SER, e não no TER - todos precisaremos de muito menos elementos físicos desse combalido planeta. Na verdade, precisamos mesmo do suficiente para nos manter alimentados, aquecidos, vivos. E vivos numa acepção muito mais ampla do que aquela que nos programou até hoje: vivos para sermos felizes, sem medo, vivendo o agora. O ontem e o amanhã não estão aqui. Eu somente posso lidar com o agora, e quero fazê-lo com a alegria de reconhecer nele as consequências do ontem, e de preparar nele, com amor, a felicidade do amanhã. Isso somente pode ser feito agora. Já dá para imaginar que se um "vírus" desse tipo invadir nossos "programas", isso levará toda a indústria bélica e de segurança (que, qual urubus, se alimentam de nossos medos e angústias) ao fechamento. A humanidade não pode ser feliz, pois isso representará a quebra da espinha dorsal das grandes corporações. Elas não terão a quem explorar, de quem subtrair, e ninguém para lhes dar a mão-de-obra necessária para que a sua acumulação de riquezas siga em frente.
Daí fica fácil perceber que governos em todo o mundo - dominados pelas corporações - estejam espionando, combatendo, desmontando, agredindo, criminalizando etc. os movimentos sociais, por mais legítimos, pacíficos, lúcidos e amorosos que sejam. Se eles buscam igualdade, solidariedade, fraternidade, liberdade, tudo isso é diametralmente oposto ao que sempre tem sido estimulado pelas corporações e por seus lacaios midiáticos. Concentração de renda, competitividade, individualismo, medo, insegurança são os ícones agitados cotidianamente por todos os meios massificantes, atordoando o homem e naturalizando o mundo da exploração e da limitação severa dos sonhos e da busca de real felicidade. De amor, então, nem se pode falar nos dias de hoje. Ou ele foi amalgamado à ideia pura e simples de sexo (o fazer amor), ou foi carregado de tintas intencionais de pieguice, para fazer de quem queira empunhar essa bandeira alguém passível de ser ridicularizado, por demodé, old-fashioned, sentimentalóide e perdedor. Pode-se fazer sexo, e isso sempre pode ser bom. Mas amor não se faz, não se compra, não se vende. Amor é sentimento: sente-se, e pronto. Trata-se de recurso energético renovável cuja emissão pode ser aumentada infinitamente.
De minha parte, acredito que as tramoias de corporações e de governos estão a cada dia emergindo, boiando, aparecendo com mais frequência no grande lago da informação que é constituído pela internet. A internet é o feitiço que está se virando contra o feiticeiro. O que explica, também, os crescentes ataques e tentativas de censura, em todo o mundo, e bem claramente no Brasil, ao direito de expressão dos internautas. Mas nós ainda veremos o mundo melhor, quando todas as máscaras de todas as pseudo lideranças mundiais caírem. Restarão somente aqueles líderes que realmente estejam dispostos a caminhar com os seus liderados, e não sobre os seus liderados. Penso que tudo isso vem vindo a jato. Um pseudo líder já se afastou, coisa que em seu âmbito não ocorria há mais de 600 anos. Outros vão apear de seus postos quando perceberem que não lideram coisa nenhuma, não passando de marionetes dos interesses escusos e obscuros de quem pretende manter a humanidade sob o látego do medo e da dor. O ser humano já se cansou disso. O ser humano aceita cada vez menos essa canga em seu pescoço.
Mas, para se encontrar uma saída, em qualquer que seja a situação, primeiramente é necessário acreditar que é possível haver uma saída. É aí que as corporações e suas marionetes jogam pesado. Há que se abafar o sonho. Sem sonho, não se cria, e sem criarmos, nada de novo poderemos colocar em nosso horizonte.
Por fim, retomando o início do texto (meus textos sempre tão desalinhavados...), apresento matéria publicada no Digital Journal que me atrevi a traduzir para o português, e que se liga ao que escrevi acima:
Segurança Interna mantém espionagem contra manifestantes pacíficos
Por Owen Weldon, no sítio Digital Journal
Segundo documentos, o Departamento de Segurança Interna (Department of Homeland Security - DHS) espiona manifestantes pacíficos, porque é uma "questão de política".
De acordo com a RT, através do que determina o Freedom of Information Act, os documentos foram obtidos pelo Fundo de Parceria para a Justiça Civil (Partnership for Civil Justice Fund - PCJF).
Diz-se que 'Centros de Fusão' e 'Mega Centros" do DHS foram criados como parte de uma oferta post-9/11 para coordenar o recolhimento de informações entre o FBI, a polícia local e do DHS no esforço anti-terrorismo. No entanto, de acordo com os documentos, milhares de páginas, informações estavam sendo recolhidas, recolhidas no movimento Occupy Wall Street e em outras manifestações da liberdade de expressão.
De acordo com o Huffington Post, um documento mostrou que um alto funcionário do Serviço Federal de Proteção observou que várias organizações legais deram passos em 14 de novembro para interromper acampamentos do Occupy, horas antes de o acampamento ter sido desmanchado pela polícia de Nova York (New York Police Department - NYPD).
De acordo com DailyCaller, o serviço de vigilância do DHS sobre os protestos tomou parte em outras cidades também, como Denver, Minneapolis, Boston, Houston e Los Angeles, para citar apenas algumas.
Carl Messineo, diretor jurídico do PCJF, divulgou um comunicado e disse que os documentos representam o que muitos acreditam representar uma fração do que o governo possui.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
O tempo é senhor da verdade
(1abr2013)
(1abr2013)
Do blog DoLaDoDeLá
Sabia que não demoraria muito para a Yoani Sanchez ser desmascarada.
O site espanhol Terceira Informação, noticia o encontro da "blogueira e ativista" com o ex-agente policial da ditadura de Fulgencio Batista, Félix Rodrigues.
O encontro é organizado pela Associação de Veteranos da Baía de Cochinos, grupo de cubanos que vivem em Miami e que, ao lado de tantos outros, notabilizou-se por espalhar terror à ilha, como relata com maestria Fernando Morais, no livro que acabei de ler: "Os Últimos Soldados da Guerra Fria".
Aliás, recomendo pela brilhante reportagem feita pelo autor e jornalista.
Numa nota emitida pela Associação em Miami, na semana passada, os veteranos dão boas vindas a Yoani, que classificam de “lutadora pela democracia e os direitos humanos”.
Felix Rodrigues nada mais é do que o mandante do assassinato de Che Guevara, que morreu na Bolívia em outubro de 1967. De acordo com documentos do governo norte-americano, o Capitão Ramos ou “O Gato”, recebeu por rádio a ordem para matar Che.
Rodríguez já admitiu publicamente que ordenou a um de seus homens para atirar "embaixo do pescoço para que Che parecesse ter sido morto em combate.”
A pergunta é simples: De que lado está Yoani?
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