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Geólogo e professor aposentado, trabalho este espaço como se participasse da confecção de um imenso tapete persa. Cada blogueiro e cada sitiante vai fazendo o seu pedaço. A minha parte vai contando de mim e de como vejo as coisas. Quando me afasto para ver em perspectiva, aprendo mais de mim, com todas as partes juntas. Cada detalhe é parte de um todo que se reconstitui e se metamorfoseia a cada momento do fazer. Ver, rever, refletir, fazer, pensar, mudar, fazer diferente... Não necessariamente melhor, mas diferente, para refazer e rever e refletir e... Ninguém sabe para onde isso leva, mas sei que não estou parado e que não tenho medo de colaborar com umas quadrículas na tecedura desse multifacetado tapete de incontáveis parceiros tapeceiros mundo afora.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

A lenta conquista da transparência financeira
(3mai2013)


Por Ladislau Dowbor, reproduzido do sítio Outras Palavras (grifos meus)

Apoiados na internet, estudos inovadores começam a desvendar mundo proibido do poder econômico. No futuro, rede poderá torná-lo dispensável

Em maio de 2012, entrou em vigor uma lei de suma importância, a Lei da Transparência. Agora, todo cidadão tem direito de acessar as contas de qualquer repartição federal, estadual ou municipal. É um grande avanço. Com toda a teatralidade da perseguição a atos de corrupção, o que funciona mesmo não é enfileirar anos de investigação, e sim simplesmente acender a luz. Ou seja, tornar os atos transparentes.

Saber o que acontece com o dinheiro público é um grande avanço, e os efeitos se farão sentir à medida que diversos atores sociais e a cidadania em geral se acostumem a utilizar o instrumento legal agora em suas mãos. Em termos de apresentação de dados, a mudança também é substantiva: o cidadão tinha certo controle sobre os resultados, podia ver com os seus olhos se as escolas foram construídas ou não, mas agora vai poder controlar os processos. Em termos de organização de indicadores e da informação econômica em geral, as pessoas estão começando a querer saber como os resultados são atingidos.

Não basta ter informações sobre o dinheiro público, é igualmente importante saber o que acontece com o dinheiro do público. Ou seja, além de saber que serviço nos presta uma empresa, precisamos também saber, cada vez mais, como e a que custo foi prestado, ou seja, conhecer o processo. A busca da transparência na divulgação de informações comerciais e financeiras está apenas começando no setor privado. E, tratando-se de dinheiro do público, nada melhor do que começar pelo setor de intermediação financeira.

Pouco percebidos pela população em geral, há avanços muito significativos, resultado indireto da crise. O descontrole das transações dos grandes bancos tornou-se evidente, propiciando a elaboração de estudos sobre as dinâmicas financeiras e iniciativas de saneamento. Inclusive porque o setor produtivo exige serviços muito mais eficientes.

O primeiro grande estudo que surge, o do Instituto Federal Suíço de Pesquisa Tecnológica (ETH, na sigla alemã), apresentou dados impressionantes: ao analisar o sistema de controle nas 43 mil maiores corporações do mundo, constatou que 737 grupos controlam 80% do universo corporativo e, destes, um núcleo particularmente fechado de 147 controla 40%. Três quartos dessas corporações são da área financeira. O estudo conclui que, com esse grau de concentração, falar em “mercado” no sentido de concorrência faz pouco sentido. Confirma o conceito de “clube dos ricos”. Não precisa inventar teorias conspirativas para entender que um grupo tão pequeno e com interesses convergentes “faz” o mercado e cria, pela força política que representa, as suas regras, entre as quais, evidentemente, a redução da transparência.

Um segundo estudo importante foi coordenado por James Henry, ex-economista-chefe da McKinsey, no quadro da Tax Justice Network. Cruzando dados de fluxos registrados ou parcialmente registrados nas diversas fontes, bancos centrais, bancos privados, administradores de grandes fortunas e outros, o estudo identificou as ordens de grandeza do dinheiro em paraísos fiscais, portanto fruto de evasão fiscal, de lavagem de dinheiro de drogas, venda ilegal de armas, corrupção e semelhantes. O resultado da pesquisa aponta para dinheiro ilegal acumulado entre US$ 21 trilhões e US$ 32 trilhões, ou seja, entre um quarto e um terço do PIB mundial. A participação brasileira é estimada em US$ 520 bilhões, cerca de um quarto do PIB do país. No seu número de 15 de fevereiro de 2013, a revista The Economist publica um dossiê sobre esses recursos, adotando a cifra de US$ 20 trilhões como estimativa mais provável. E expande a pesquisa de James Henry, apontando para os principais paraísos fiscais: não são as Ilhas Cayman e semelhantes, mas o Estado de Delaware e a praça de Miami, nos Estados Unidos, e a praça financeira de Londres. E a gestão está nas mãos dos grandes bancos internacionais, basicamente os mesmos analisados pelo estudo do Instituto Federal Suíço.

Juntam-se a isso, naturalmente, a manipulação do Libor e do Euribor pelos mesmos grupos financeiros, os processos contra o HSBC por lavagem de dinheiro de drogas, as pressões de vários governos no sentido de resgatar informações sobre o dinheiro ilegal, os processos movidos contra usuários do sistema de evasão, como Google, Facebook e Starbuck na Europa, e assim por diante.

Basicamente, e apesar da enorme resistência do grupo de 28 instituições financeiras que The Economist apresenta como sendo “sistemicamente relevantes”, estão sendo geradas obrigações de apresentação de contas (disclosure) e outras medidas por meio da proposta de lei Dodd-Frank, nos Estados Unidos, indo até o outro extremo de nacionalização dos bancos na Islândia, e medidas intermediárias, como no caso da Grã-Bretanha e da União Europeia. Chipre, cansado de ser um país pobre que abriga grandes fortunas, em particular da Rússia, criou uma taxa sobre depósitos, forma de atingir o dinheiro fugitivo.

No Brasil, constatamos as progressivas iniciativas por parte do governo, utilizando os bancos oficiais para forçar a redução de juros, e iniciativas interessantes como do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e do Instituto Akatu, este último publicando cartilhas que ensinam os usuários de bancos a se proteger, cartilhas elaboradas juntamente com as áreas de responsabilidade social dos próprios bancos. Mas temos um imenso caminho por trilhar. É difícil entender por que os americanos pagam 16% no cartão de crédito e os brasileiros 238%. Estamos dando os primeiros passos.

Outras práticas estão aparecendo no que Milton Santos chamava de “circuito inferior” da economia. Pequenas iniciativas que se multiplicam tornam-se significativas. A pesquisa de alternativas de intermediação financeira Banco Palmas 15 anos, por parte do Núcleo de Economia Solidária da Universidade de São Paulo (Nesol-USP),  mostra como o dinheiro pode ser administrado em função das necessidades dos próprios poupadores. No Brasil, já são 103 bancos comunitários, há Oscips de intermediação financeira, como em Criciúma (SC), Agências de Garantia de Crédito, como em Caxias do Sul (RS), e semelhantes. O dinheiro tem pezinhos ágeis e, ao surgirem alternativas, poderá migrar. É útil lembrar que a Alemanha resiste melhor à crise não só porque tem maior força industrial, mas porque os dois terços da totalidade das poupanças das famílias, o que é muito dinheiro, estão não em grandes bancos, mas nas tradicionais caixas de poupança locais, financiando os pequenos projetos e necessidades econômicas da própria localidade. Boa prática, na área da intermediação financeira, exige hoje a flexibilidade de se adaptar às necessidades reais dos clientes.


* Ladislau Dowbor é economista e professor titular no Departamento de Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Seus textos publicados em Outras Palavras estão aqui.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Portal 2012 - "O Evento"
(2mai2013)


Reproduzido do sítio Sementes das Estrelas, postagem de 26 de fevereiro de 2013

Quem é Cobra?

COBRA é um codinome para Compression Breakthrough (Rompimento por Compressão). A superfície do planeta Terra está sendo prensada em um sanduíche. Os Membros da Confederação Galáctica estão avançando dos céus, de cima para baixo em direção à superfície do planeta. E os Membros da Resistência se movendo e avançando do subterrâneo em direção à superfície do planeta.

A superfície está subjacente à pressão da luz, e as forças da escuridão, da Cabala, não têm mais nenhum lugar para se esconder. Eles não podem escapar via buracos de minhoca, portões estelares ou camarás de teleportação para o espaço. Eles não podem usar veículos espaciais de qualquer oficialidade ou programas espaciais secretos. Eles não podem cavar buracos ou bunkers nas profundezas do subterrâneo e se esconderem lá. Eles nem mesmo podem se esconder nos planos astrais inferiores.


O processo de compressão que esta em andamento quer dizer que a Luz vai expor tudo que esta escondido, coletivamente e individualmente. Assim que a luz de cima se encontrar com a luz de baixo exatamente na superfície do planeta, este será o momento da Compressão. Esse acontecimento é chamado de O Evento. O evento inclui, porém não se restringe apenas a prisão em massa da Cabala. Preferencialmente, é um gatilho/evento multidimensional que dará início ao processo de entrada da tão aguardada Era Dourada. Com a escuridão removida, a humanidade terá a chance de cocriar o seu próprio futuro.


Quem é Cobra?

Cobra é um codinome para o escritor do blog Portal 2012. A identidade de Cobra precisa ser mantida sob o véu por enquanto por várias razões. Cobra não está associado com os militares ou Drake,  embora ele/ela reconheça Drake como o mensageiro mais confiável para o Plano. Cobra pode ou não ser parte do movimento da resistência.

O que é importante é a mensagem e não o mensageiro. A mente humana geralmente associa a mensagem dada com características que eles reconhecem sendo do mensageiro. E isso tende a esconder a objetividade.

Ao longo com as postagens do Movimento da Resistência e outras fontes avançadas, Cobra poderá ocasionalmente postar aqui neste Blog algumas mensagens de Benjamin, David, Drake ou qualquer outro mensageiro credível. Nós estamos todos unidos nessa luta pela vitória da luz!

Fonte: Portal 2012
Tradução: Gabryel Leão Caldas

domingo, 28 de abril de 2013

Economistas não sabem como mundo pode sair da crise
(28abr2013)


Reproduzido do sítio Inovação Tecnológica


Gatos e fatos

Andrew Walker - BBC

Mais de cinco anos após o início da crise financeira internacional, alguém poderia pensar que os especialistas em matéria econômica já soubessem qual o melhor caminho a seguir para superá-la.

Mas não. Ou, pelo menos, não existe ainda um consenso econômico global como o que existia antes da crise de 2008.

Isso ficou evidente após um recente seminário do Fundo Monetário Internacional (FMI) para repensar a política econômica, organizado pelo seu próprio economista-chefe, Oliver Blanchard, e três especialistas na área.

Um deles, o prêmio Nobel de Economia George Akerlof, da Universidade da Califórnia, ilustrou com uma vívida analogia o estado de incerteza em que se encontra a profissão de economista.

"É como se um gato tivesse subido numa árvore enorme. O gato, logicamente, é a crise. Minha posição é: 'Meu Deus, esse gato vai cair e eu não sei o que fazer!'", disse.

Outro dos organizadores, David Romer, da mesma universidade, aproveitou a analogia e acrescentou: "O gato está sobre a árvore há cinco anos. Está na hora de obrigá-lo a descer e a garantir que ele não volte a subir".

O problema para os economistas, segundo o quarto dos anfitriões da conferência, o também prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz, é que "não há uma boa teoria econômica que explique por que o gato ainda está na árvore".


Mundo econômico

A analogia dos gatos usada pelos especialistas dá uma ideia do grau de incerteza reinante nesse grupo estelar de economistas.

Este é um mundo muito diferente ao mundo aparentemente mais cômodo em que vivíamos antes da crise.

Quais eram as características-chave desse mundo?

O principal instrumento de política econômica estava nas mãos dos bancos centrais.

Eles se encarregavam de fixar as taxas de juros, subindo-as para manter baixa a inflação e cortando-as quando a economia estava frágil.

A política fiscal - o gasto público e os impostos - já não era considerada como parte do jogo de ferramentas rotineiras para manter a economia nivelada.

A regulamentação financeira era, na maioria dos casos, relativamente superficial.

O resultado foi a pior crise financeira e a recessão mais profunda na economia global desde a Grande Depressão nos anos 1930.


Macroprudência econômica

Para Joseph Stiglitz, a crise foi a evidência que provou "seu ponto de vista" (sic) de que "as economias não são necessariamente estáveis ou se autocorrigem".

No seminário, notou-se o apoio a essa visão e a ideia de que diversas agências estatais têm um papel importante para exercer o controle sobre a economia.

Muitos se mostraram a favor de mais regulamentação financeira, particularmente por medidas que tentem estabilizar todo o sistema financeiro, não tanto as que estão dirigidas a bancos individuais.

Eles falaram de algo chamado política macroprudencial, uma ideia que vem ganhando impulso nos últimos anos.

Um exemplo é impor um limite no tamanho dos empréstimos relativos ao preço do bem que se vai comprar, como uma casa.

Soa razoável, mas os participantes reconheceram que ainda não entendiam bem esse tipo de política e seus efeitos.

E David Romer disse que não ter ouvido uma proposta suficientemente grande para produzir um sistema financeiro realmente robusto.

Por outro lado, está a política monetária.

Antes da crise, a ferramenta principal eram as taxas de juros, mas a caixa de ferramentas se expandiu desde então para incluir a chamada "flexibilização quantitativa", a prática de injetar dinheiro no sistema financeiro com a esperança de que isso estimule o consumo.

Não sabemos

Há apoio para isso, mas não de maneira unânime.

Allan Meltzer, da Universidade Carnegie Mellon, de Pittsburgh, na Pensilvânia, acredita que foram grandes quantidades de estímulos com muito pouco efeito.

Os especialistas debateram também qual deve ser o objetivo da política monetária.

A ideia de estabelecer metas de inflação era geralmente aceita antes da crise. Agora se questiona se isso é suficiente, mas não há consenso sobre se é necessário mudar.

Romer apontou que essa estratégia pareceu funcionar por uns 20 anos, mas não serviu para gerar demanda suficiente.

Entretanto, Stefan Gerlach, da Universidade Goethe, de Frankfurt, argumentou que "não tem sentido repensar toda a estrutura da política monetária por causa de um evento que ocorre mais ou menos uma vez a cada século".

Muitos dos especialistas reunidos no seminário não se entusiasmam com o aumento rápido da dívida pública nos países ricos nos últimos anos, mas poucos foram tão longe como o conservador Allan Meltzer.

"Se o que queremos é estabilidade financeira e outras coisas boas, não deveríamos começar restringindo o déficit orçamentário? Formalmente, indefinidamente e para todo o futuro?", questionou.

O que nos deixa onde? Confusos? Você certamente não é o único a se sentir assim.

Muitas ideias foram expostas, seguramente, mas foi assim que o economista-chefe do FMI, Blanchard, encerrou a conferência: "Não sabemos nosso destino final... Onde chegaremos, não tenho nenhuma ideia".

Isso pode soar desconcertante, mas a crise tem sido um enorme solavanco para as políticas econômicas, e talvez fosse ainda mais preocupante se não parecesse haver um grande esforço para repensá-las.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Mais sujeiras vindo à tona - Documento que registra extermínio de índios é resgatado após décadas desaparecido
(25abr2013)


Relatório de mais de 7 mil páginas que relatam massacres e torturas de índios no interior do país, dado como queimado num incêndio, é encontrado intacto 45 anos depois

A expedição percorreu mais de 16 mil quilômetros e visitou mais de 130 postos indígenas onde foram constatados inúmeros crimes e violações aos direitos humanos. O governo ignorou pedido do Relatório Figueiredo para demitir 33 agentes públicos e suspender 17

Depois de 45 anos desaparecido, um dos documentos mais importantes produzidos pelo Estado brasileiro no último século, o chamado Relatório Figueiredo, que apurou matanças de tribos inteiras, torturas e toda sorte de crueldades praticadas contra indígenas no país – principalmente por latifundiários e funcionários do extinto Serviço de Proteção ao Índio (SPI) –, ressurge quase intacto. Supostamente eliminado em um incêndio no Ministério da Agricultura, ele foi encontrado recentemente no Museu do Índio, no Rio, com mais de 7 mil páginas preservadas e contendo 29 dos 30 tomos originais.

Em uma das inúmeras passagens brutais do texto, a que o Estado de Minas teve acesso e publica na data em que se comemora o Dia do Índio, um instrumento de tortura apontado como o mais comum nos postos do SPI à época, chamado “tronco”, é descrito da seguinte maneira: “Consistia na trituração dos tornozelos das vítimas, colocadas entre duas estacas enterradas juntas em um ângulo agudo. As extremidades, ligadas por roldanas, eram aproximadas lenta e continuamente”.

Entre denúncias de caçadas humanas promovidas com metralhadoras e dinamites atiradas de aviões, inoculações propositais de varíola em povoados isolados e doações de açúcar misturado a estricnina, o texto redigido pelo então procurador Jader de Figueiredo Correia ressuscita incontáveis fantasmas e pode se tornar agora um trunfo para a Comissão da Verdade, que apura violações de direitos humanos cometidas entre 1946 e 1988.

A investigação, feita em 1967, em plena ditadura, a pedido do então ministro do Interior, Albuquerque Lima, tendo como base comissões parlamentares de inquérito de 1962 e 1963 e denúncias posteriores de deputados, foi o resultado de uma expedição que percorreu mais de 16 mil quilômetros, entrevistou dezenas de agentes do SPI e visitou mais de 130 postos indígenas. Jader de Figueiredo e sua equipe constataram diversos crimes, propuseram a investigação de muitos mais que lhes foram relatados pelos índios, se chocaram com a crueldade e bestialidade de agentes públicos. Ao final, no entanto, o Brasil foi privado da possibilidade de fazer justiça nos anos seguintes. Albuquerque Lima chegou a recomendar a demissão de 33 pessoas do SPI e a suspensão de 17, mas, posteriormente, muitas delas foram inocentadas pela Justiça.

Os únicos registros do relatório disponíveis até hoje eram os presentes em reportagens publicadas na época de sua conclusão, quando houve uma entrevista coletiva no Ministério do Interior, em março de 1968, para detalhar o que havia sido constatado por Jader e sua equipe. A entrevista teve repercussão internacional, merecendo publicação inclusive em jornais como o New York Times. No entanto, tempos depois da entrevista, o que ocorreu não foi a continuação das investigações, mas a exoneração de funcionários que haviam participado do trabalho. Quem não foi demitido foi trocado de função, numa tentativa de esconder o acontecido. Em 13 de dezembro do mesmo ano o governo militar baixou o Ato Institucional nº 5, restringindo liberdades civis e tornando o regime autoritário mais rígido.

O vice-presidente do grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo e coordenador do Projeto Armazém Memória, Marcelo Zelic, foi quem descobriu o conteúdo do documento até então guardado entre 50 caixas de papelada no Rio de Janeiro. Ele afirma que o Relatório Figueiredo já havia se tornado motivo de preocupação para setores que possivelmente estão envolvidos nas denúncias da época antes de ser achado. “Já tem gente que está tentando desqualificar o relatório, acho que por um forte medo de ele aparecer, as pessoas estão criticando o documento sem ter lido”, acusa.


Suplícios

O contexto desenvolvimentista da época e o ímpeto por um Brasil moderno encontravam entraves nas aldeias. O documento relata que índios eram tratados como animais e sem a menor compaixão. “É espantoso que existe na estrutura administrativa do país repartição que haja descido a tão baixos padrões de decência. E que haja funcionários públicos cuja bestialidade tenha atingido tais requintes de perversidade. Venderam-se crianças indefesas para servir aos instintos de indivíduos desumanos. Torturas contra crianças e adultos em monstruosos e lentos suplícios”, lamentava Figueiredo. Em outro trecho contundente, o relatório cita chacinas no Maranhão, em que “fazendeiros liquidaram toda uma nação”. Uma CPI chegou a ser instaurada em 1968, mas o país jamais julgou os algozes que ceifaram tribos inteiras e culturas milenares.

Por: Felipe Canêdo
Fonte: O Estado de Minas
Reproduzido do sítio Amazônia

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Maratona de Boston - Um tempo em que nada mais pode ser ocultado
(24abr2013)

O tempo de hoje é o da explicitação (é assim que penso e sinto). Nada mais fica em baixo do tapete ou depositado calmamente em lagos profundos. A mídia vai lutar ainda muito, tentando distorcer ou esconder determinados fatos que acabarão por vir a público graças a alternativas de comunicação e a diversas das tecnologias hoje disponíveis. As máscaras irão se desmanchando cada vez mais. Por exemplo: no Brasil, um livro foi publicado contendo provas documentais oficiais de que houve transações escandalosamente prejudiciais - e ilegais - no processo de privatização dos bens públicos durante a década de 1990. A despeito disso, não houve sequer um agente da grande mídia que se dispusesse a se aprofundar e publicar qualquer matéria relativa a isso. A grande mídia escolhe a qual deus servir, e esse é o deus mercado e do capital. A mídia é subserviente a elites e a poderosos de plantão que construíram seu poderio às custas da exploração, formatação e consequente submissão - quando não recorre ao trabalho escravo - de corações, mentes e músculos das populações mundiais. Agora, em Boston, vários investigadores de fora da grande mídia levantam informações sobre a presença de mercenários estadunidenses nas proximidades da linha de chegada da Maratona de Boston. O que faziam lá? Ninguém (da mídia dominante) parece se interessar pelo assunto. Pelo contrário. Como no caso da Privataria Tucana, preferem olhar para o outro lado e criar uma outra verdade, gerando factóides diversionistas e construindo uma outra (ilusão) versão para os fatos. Uma versão submissa e que agrada aos poderosos. Eles vivem se esquecendo que ao fim e ao cabo, o poder está e estará em mãos do povo. Cada vez mais pessoas estão acordando para essa nova realidade de mundo e de informação. Talvez, um dia, as pessoas assimilem completamente a ideia de que as corporações e os governos somente sobrevivem graças ao seu trabalho cotidiano. Será lindo o dia em que todos os homens resolverem cruzar os braços totalmente, no mundo todo, exigindo um mundo de fato igualitário e justo, que respeite e valorize as diferenças e que se responsabilize pelo bem-estar de todos os seres vivos do planeta.

A verdade oculta na Maratona de Boston e os mercenários infiltrados

Mercenários estavam entre o público da maratona de Boston. Ao menos 5 militares terceirizados da Craft operavam na cena do crime com mochilas pretas semelhantes às usadas para carregar as panelas de pressão com as bombas

Por Mike Adams, em NaturalNews. Tradução: René Amaral. Edição: Pragmatismo Politico

A Natural News acabou de confirmar que ao menos 5 militares terceirizados (mercenários) estavam operando na cena do crime na maratona de Boston, todos carregavam mochilas pretas semelhantes às usadas para carregar as panelas de pressão com bombas.

A mídia tradicional está censurando completamente qualquer menção a esses mercenários da Craft (empresa de ‘segurança’ militar semelhante à Black Water), fazendo de conta que não existem. Só a mídia alternativa está conduzindo uma investigação verdadeiramente jornalística desses ataques. A mídia tradicional não está interessada na verdade, só querem torcer o ataque até virar uma forma de culpar os suspeitos de sempre (árabes e americanos extremistas) por algo em que eles não participaram.

Graças à ajuda de pesquisadores postando no 4Chan, mais alguns de nossos analistas, conseguimos trazer a nova pesquisa à luz.

(Imagem – Atentado na Maratona de Boston)

Quem é o rapaz acima e o que está em suas mãos? A foto seguinte foi tirada poucos momentos depois da detonação da primeira bomba. Muitas pessoas estão se perguntando. “Quem é esse cara?” e por que ele está em botas e calças de combate. Mais importante, o que ele leva em suas mãos?

(Imagem – Atentado na Maratona de Boston)

Fomos capazes de dar um close em suas mãos e com um pouco de pesquisa descobrimos que esse aparelho é um “detector de alerta de radiação” usado para situações de bomba suja, ou ataque nuclear.

Isso imediatamente suscita questões do tipo: Quem contratou esse homem? De que lado ele está? Por que ele teria adivinhado a necessidade de um detector de radioatividade? Que tipo de mercenários carrega rotineiramente um equipamento desses, tão caro?

Quando investigávamos as fotos, localizamos mais quatro mercenários com os mesmos uniformes: botas de combate caqui, calças de combate caqui, jaquetas pretas, mochilas pretas e equipamento de comunicação tática.

Aqui uma foto de 3 desses mercenários. O do meio é o mesmo da foto anterior:

(Imagem – Atentado na Maratona de Boston)

Vários pontos a destacar nessas fotos:
1) Todos os três parecem surpresos, mesmo chocados pelos eventos. Isso pode parecer significar que eles não esperavam o evento.
2) O objeto na mão do homem do meio pode parecer uma arma de mão, mas tenho certeza que não é. Por quê? Porque nenhum mercenário bem treinado iria carregar uma arma com dedos em pinça. A maneira correta de carregar uma arma enquanto se corre é firmemente na palma da mão. Esse objeto é provavelmente um detector de radioatividade como o da foto acima.
3) O homem à esquerda parece carregar um aparelho que aciona com o polegar, um rádio???
4) O homem da direita revela em sua camiseta o logo da “The Craft” na camiseta, visível por que sua jaqueta se abriu para essa foto (veja abaixo)
Aqui a foto comparativa do logo da Craft:

(Imagem – Comparação Logo Craft)

Mais dois mercenários na cena do crime com o mesmo uniforme e no boné o logo da Craft:

(Imagem – Atentado na Maratona de Boston / Logo Craft)

O fuzileiro naval e franco-atirador Chris Kyle também era um membro da Craftt. Ele foi assassinado por um de seus mais próximos amigos alguns meses atrás. A aparência dos mercenários da Craft na maratona de Boston levanta questões a respeito da morte de Chirs Kyle. Na foto em destaque, eis Chris Kyle na TV nacional usando o boné da Craft:

(Imagem – Chris Kyle – Membro da Craft)

Abaixo, o slogan da Craft, que diz: “A violência resolve, sim, alguns problemas”.

(Imagem – Slogan Craft)

Se você ainda tem dúvidas a respeito dos mercenários da Craft, cheque esse site The Craft website onde esses logos, uniformes e equipamentos são visíveis.

As mochilas-bomba são similares às mochilas usadas pelos mercenários Craft. Aqui é que a coisa fica realmente assustadora: as mochilas que levavam as panelas de pressão parecem incrivelmente semelhantes às usadas pelos mercenários da Craft:

(Imagem – Atentado na Maratona de Boston)

Outra vista do logo da caveira da Craft tiradas do seu próprio website e foto que mostra funcionários da Craft numa feira de negócios. Todos usam as mesmas botas e calças de combate:

(Imagem – Membros Craft)

O que tudo isso significa? Primeiro, nos livremos da baboseira dos trolls de que isso é teoria de conspiração. Como podem, fotos de pessoas reais serem evidência de teoria de conspiração? Elas não são. Em trabalho policial de verdade, se chamam de evidências. E as pessoas nas fotos deveriam ser encaradas como pessoas de interesse (gente passível de investigação).

Mas elas não são!! Toda a mídia e o aparato policial estão fazendo de conta que eles não existem (agora essa é a teoria de conspiração DELES).

Sabemos, entretanto, que os funcionários da Craft não trabalham de graça. Eles não são um bando de voluntários. Isso significa que alguém os pagou para estarem ali.

Quem pagou a Craft para ir à maratona? E qual era a sua missão?

Por que sua presença na maratona de Boston está sendo ignorada? Por que essas pessoas de interesse não estão sob investigação?
Por que eles carregam detectores de radiação? O que há em suas mochilas? Sanduíches de presunto?

O fato de que a mídia se recusa mesmo a reconhecer a existência de tais mercenários é auto-evidente.

Vídeo mostra entrevista com corredor que fala sobre um alto número de cães farejadores perto da linha de chegada. Antes das bombas serem acionadas, diz ele também que os alto-falantes avisavam sobre um “exercício” anti-bomba que estaria acontecendo:



Nestes outros dois vídeos, o suspeito Tamerlan Tsarnaev, que chegou morto ao hospital, aparece nu, andando e entrando num carro de polícia. Uma testemunha conta que ouviu os policias pedindo que ele se despisse para verificar a existência de alguma bomba junto ao corpo. E que, depois de 10 minutos, o suspeito teria sido retirado do carro por agentes do FBI para que fosse fotografado. Após isso, o suspeito chamado número 1, já aparece morto no hospital com ferimentos típicos de alguém exposto à explosão de uma bomba. A mídia comercial tem insistido no mantra de que ele morreu “numa troca de tiros com os policiais”, a despeito deste vídeo e das inúmeras matérias que no início surgiram dizendo que o suspeito número 1 tinha sido detido e não morto pelos policiais.

(1)

(2)

E neste último vídeo, um jornalista canadense, que conseguiu falar com a tia dos suspeitos no Canadá, afirma que ela lhe garantiu que o homem nu levado para dentro do carro da polícia é 100% o seu sobrinho. “Por que o FBI não me pediu para verificar isso?”, questiona ela.

e 

como Tamerlan Tsarnaev apareceu no hospital:

ATENÇÃO, ABAIXO, IMAGEM FORTE

terça-feira, 23 de abril de 2013

Norte-Sul: Fantástico mente desbragadamente
(23abr2013)


Do sítio Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim

FHC não construiu 1km de ferrovia. E vendeu as que tinha a preço de Vale do Rio Doce


O Conversa Afiada reproduz nota oficial do Governo sobre mais uma “obra” do Gilberto Freire com “i”(*):

Nota à imprensa

Ferrovia Norte-Sul e Porto de Santos

Brasília, 22/04/2013 – A respeito da matéria “Deficiência estrutural nas ferrovias e portos faz Brasil desperdiçar bilhões”, exibida no programa Fantástico de 21/04/13, os Ministérios do Planejamento e Transportes, Secretaria de Portos e Valec Engenharia, Construções e Ferrovias SA esclarecem:
1. A ferrovia Norte-Sul, com 2.255 quilômetros de extensão, se encontra em três diferentes estágios:
a. Trecho Palmas/Açailândia: 719 quilômetros em operação
b. Trecho Palmas/Anápolis: 855 quilômetros em finalização de obras (90% de execução)
c. Trecho Anápolis/Estrela d’Oeste: 681 em obras (35% de execução)
2. A reportagem se concentrou no trecho entre as cidades de Palmas (TO) e Anápolis (GO) cujas obras estão sendo finalizadas e, de fato, não estão concluídas.

3. Quatro novos contratos, realizados pelo Regime Diferenciado de Contratação Pública (RDC), farão os serviços necessários para colocar o trecho entre Palmas (TO) e Anápolis (GO), em operação, tais como: taludes, brita para sustentação dos dormentes, desvios e pátios de manobra. Esses contratos somam R$ 400 milhões: dois já estão com contratos assinados e dois em fase final de licitação.

4. Os 10% restantes de obras, entre o trecho entre Palmas (TO) e Anápolis (GO), serão realizados até o final de 2013 e o segmento entrará em operação em 2014.

5. Em relação ao trecho Anápolis/Estrela d’Oeste, não é verdadeira a informação de que não há projeto para pontes e passagens. Todos os projetos executivos das 69 pontes ou passagens estão finalizados. 60 deles estão aprovados e os nove restantes, em fase final de análise. A previsão de conclusão de obras nesse trecho é julho de 2014.

6. Não é verdadeira também a informação sobre a dragagem do Porto de Santos. Ao contrário do que diz a matéria, recentemente foi concluída a primeira fase da dragagem de aprofundamento do canal de acesso e bacias de evolução do Porto. Essa dragagem amplia o acesso de grandes navios e eleva a capacidade de transporte de carga. Também foi concluída a implosão das pedras de Itapema e Teffé, além da retirada do navio Ais Georgis, que contribui para melhorar a movimentação de grandes embarcações.

7. No Porto de Santos, de 2002 a 2012, a movimentação de cargas aumentou em 97% e a quantidade de navios atracados, em 40%.

8. A reportagem não aborda os benefícios já gerados pelos trechos em operação da Ferrovia Norte-Sul e omite parte de sua história:
a. De 1987 a 2002 foram realizados 215 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul. A partir de 2003, foram concluídos 504 quilômetros entre Aguiarnópolis (TO) e Palmas (TO). 
b. De 2008 até junho de 2012 já foram transportados quase 9 milhões de toneladas de grãos, minério de ferro e areia na Ferrovia Norte-Sul. 
c. Em 2014, a Ferrovia Norte-Sul terá 2.255 quilômetro em operação: de Açailândia (MA) até Estrela D´Oeste (SP). 
d. Em complemento, serão leiloados no segundo semestre de 2013 a concessão para construção e operação dos segmentos entre Açailândia (MA) e Vila do Conde (PA), fazendo a ligação da ferrovia ao norte para o Porto de Vila do Conde (PA); e entre Estrela D´Oeste (SP) – Panorama (SP) – Maracaju (MS) – Paranaguá (PR), complementando a ligação da ferrovia com portos do sul do país.
e. O PAC marca a retomada do modal ferroviário no transporte de cargas no Brasil, que manteve sua malha estagnada até meados de 1996. 
f. O PAC representará uma ampliação da malha ferroviária de 5.050 quilômetros até 2016, muito superior aos 719 quilômetros de expansão da malha nos 20 anos que o antecederam. Além da Norte-Sul, destacam-se grandes obras como:
114 quilômetros em operação da Ferronorte, entre Alto Araguaia (MT) e Itiquira (MT)
146 quilômetros da Ferronorte, em fase final de obras: Itiquira (MT) e Rondonópolis (MT)
Ferrovia Transnordestina – 1.728 km
Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) – Ilhéus (BA) – Barreiras (BA) – 1.022 km.
g. Além disso, o Governo Federal lançou em agosto de 2012 o Plano de Investimentos em Logística (PIL), que prevê a ampliação da malha ferroviária nacional em mais de 10 mil km. Os leilões de concessão desses novos segmentos ferroviários estão previstos para o 2º semestre de 2013. 
h. O planejamento de expansão da malha ferroviária pelo Governo Federal, somando PAC e as concessões permitirão a sua ampliação em mais de 15 mil km, mais de 50% da malha hoje existente, 28.700.

Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
Ministério dos Transportes
Secretaria de Portos
Valec Engenharia, Construções e Ferrovias SA

*****
Em tempo: o Governo Federal de Cristina K  entraria na Justiça para, com a mesma duração, desmentir, domingo que vem, o que Fantástico fez: http://g1.globo.com/fantastico/quadros/brasil-quem-paga-e-voce/noticia/2013/04/deficiencia-estrutural-nos-portos-e-ferrovias-faz-brasil-desperdicar-bilhoes.html

Em tempo 2: sobre o tema “quem paga é voce”, quem paga, em boa parte é o Governo Federal, que enche a pança da Globo. A Petrobras, inclusive, patrocina a F-1, evento esportivo em que atletas brasileiros não vencem. (Às vezes, por contrato …)

Em tempo 3: quando a SECOM vai buscar na Globo o BV das inserções do Governo e das estatais? Por causa dele, o BV, o Pizzolatto vai em cana ..

Em tempo 4: o Farol de Alexandria cedeu a Ferrovia do Nordeste a Benjamin Steinbruch por um abatimento no Imposto de Renda. Viva o Brasil ! Até hoje, o grande empreendedor Steinbruch nao concluiu a obra e vive a pedir “aditivos”…

(*) Ali Kamel, o mais poderoso diretor de jornalismo da história da Globo (o ansioso blogueiro trabalhou com os outros três), deu-se de antropólogo e sociólogo com o livro “Não somos racistas”, onde propõe que o Brasil não tem maioria negra. Por isso, aqui, é conhecido como o Gilberto Freire com “ï”. Conta-se que, um dia, D. Madalena, em Apipucos, admoestou o Mestre: Gilberto, essa carta está há muito tempo em cima da tua mesa e você não abre. Não é para mim, Madalena, respondeu o Mestre, carinhosamente. É para um Gilberto Freire com “i”.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Combate à impunidade é álibi para crescimento do estado policial
(18abr2013)


Por Marcelo Semer, em seu blog

É o tipo de sociedade na qual pretendemos nos transformar que está em jogo nessa disputa entre estado social e estado policial

O presidente do Supremo Tribunal Federal convoca reunião com a presença da imprensa para repreender associações de magistrados pela aprovação de PEC que cria novos tribunais federais.

O Ministério Público comemora o dia nacional de combate à corrupção com operações de prisões que são filmadas e exibidas no telejornal da hora do jantar.

O governador do Estado de São Paulo aproveita um crime de grande repercussão atribuído a adolescente na Capital, para propor imediatamente o aumento generalizado de punição aos jovens infratores.

O que os episódios têm em comum é a ocupação preferencial do palco da mídia no exercício dos poderes constituídos.

A palavra mágica que abre as portas para esse livre trânsito é ‘impunidade’.

Ser “contra a impunidade” é o primeiro passo para ter acesso à cadeia nacional -ainda que nossa população carcerária já seja a quarta maior do planeta.

Joaquim Barbosa sabe o efeito positivo da crítica aos juízes –recentemente chamou os magistrados brasileiros de “pró-impunidade”, reverberando o sucesso da ex-corregedora geral Eliana Calmon, com seu estandarte dos “bandidos de toga”.

O Ministério Público mantém há tempos uma relação de forte imbricação com a imprensa –hoje parceira na luta contra o que ambos denominam “PEC da Impunidade”.

Promotores e procuradores têm todo o direito de disputar a legitimidade da realização de investigações criminais –questão que ainda é controversa nos tribunais.

Mas o trato maniqueísta da campanha fornece a ela um ar de ‘salvação da pátria’, como se as demais instituições, complementando Barbosa, fossem todas “pro-impunidade”.

Um governador de Estado também tem o direito de fazer propostas de aumento da pena, que quase sempre repercutem positivamente. A depender dos eleitores, aliás, já teríamos baixado a maioridade para 12 anos ou até instituído a pena de morte.

Talvez seja um pouco mais difícil explicar porque quando os índices de criminalidade baixam, a vitória deve ser creditada à administração, mas quando sobem o problema é da lei.

Ou esclarecer porque a punição dos maiores pelos mesmos crimes não tem ajudado em nada para evitá-los –como bem o demonstra o crescimento do latrocínio no Estado, já punido com uma das mais altas sanções do Código.

Mas a verdade é que a ideia de recrudescimento do rigor penal e o prestígio das políticas repressivas e mesmo dos representantes da acusação está longe de ser uma modernidade tupiniquim.

O neopunitivismo, fortemente estimulado pela ‘criminologia da mídia’, nas definições de Raul Zaffaroni, está varrendo o planeta, a começar pelos Estados Unidos.

Por lá, a hipercriminalização aumentou sensivelmente o poder dos promotores, instituiu a governança através do crime (na feliz expressão de Jonathan Simon), e já conduziu ao encarceramento de dois milhões de cidadãos –sendo que os negros preenchem, proporcionalmente, sete vez mais vagas das penitenciárias.

A imprensa que, de maneira quase consensual, se acostumou a criticar dia após dia a lenta, custosa e ineficiente máquina pública, tece loas aos administradores que representam o engrandecimento do estado policial –afinal, o novo liberalismo projeta estados que sejam mínimos no social e máximos no direito penal.

A bem da verdade é aí que reside a superestrutura por trás da discussão que, só na aparência, diz respeito ao combate do crime.

Enquanto a esquerda vem sendo repetidamente acusada de populismo ao estimular processos de transferência de renda, os conservadores cultuam o seu próprio populismo com promessas ilimitadas de segurança através de mais e mais punição.

É o tipo de sociedade na qual pretendemos nos transformar que está em jogo.

A contradição entre o estado policial e o estado social se explicita cada vez mais como a grande disputa da política atual.

O insucesso do neoliberalismo na Europa, que vem se mostrando uma alternativa mais sofrida e cruel ao desmanche do estado do bem-estar, e a resistência latino-americana em aceitar o mesmo modelo, mostra que, ao contrário do que se apregoava, a história ainda está muito longe do fim.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Cremos que agora vocês podem começar a sentir a panela começando a ferver
(12abr2013)

Miguel
Canalizado por Ron Head
Em 10 de abril de 2013

Hoje gostaríamos de dispensar um tempo discutindo seu dinheiro e suas economias.

É único de seu mundo fazer as coisas da maneira que vocês escolheram.

Em outras palavras, todos contribuem com a sociedade, é claro.

Sem isso não seria uma sociedade, seria?

Entretanto, vocês escolheram transformar as necessidades básicas da vida, o alimento, o abrigo, o vestuário e a educação, todos necessários para se viver em suas sociedades, essas coisas que são essenciais para cada um e todos os indivíduos, em bens transacionáveis.

Não há realmente compaixão nisso, há?

Então vocês permitiram o suprimento desse um item, o dinheiro, ser instalado, ou melhor, tomado, por verdadeiramente um punhado de indivíduos.

Vocês literalmente o deram, ao invés de mantê-lo, quando vocês o arrancaram das garras de um rei.

E então o sistema que esses indivíduos inventaram para assumir o controle se espalhou como vírus.

Vocês entendem que o problema está em vocês se permitirem acreditar neles quando eles disseram que sabiam o que era bom para vocês.

Vocês começaram por dizer: "Vão e governem o nosso país como nós desejamos que seja governado", e permitiram que se tornasse: "Vão e governem nosso país para que nós não tenhamos que governá-lo".

Agora a questão é se vocês perceberam ou não seu engano a tempo.

O que vocês acham?

Perceberam?

Nós falamos de um país, mas a mesma situação, como dissemos, espalhou-se como o vírus que ela é.

Vocês despertaram a tempo?

Não parece, parece?

Mas se animem queridos anjos.

Como vocês gostam de dizer: as coisas nunca são o que parecem.

O problema para vocês agora, a esse respeito, é que o que vocês veem, na maioria dos casos, é somente o que os interesses de controle querem que vocês vejam.

Isto porque eles convenientemente conseguiram possuir os meios de distribuir informação.

Eles realmente são brilhantes de alguns modos, vocês sabem.

Entretanto, com o fascínio por si mesmo, eles cometeram um ou dois errinhos.

Eles exageraram e acreditaram que poderiam ser mais poderosos que a própria força de vida.

Não se pode superar aquilo de que se é, na verdade, uma parte.

Isto não lhes faz sentido?

E cada ser criado é uma parte do todo, do UM.

Então as coisas estão destinadas a se revelar um pouquinho diferente do que eles planejaram.

Permitiu-se que essa situação continuasse até o ponto que fará com que as correções necessárias lhes provoquem um pouco de turbulência.

Nós queríamos que não fosse assim, mas é.

Este é o resultado de seu desejo que uma força externa entre e os salve de vocês mesmos.

Mas o universo não é configurado deste modo, meus queridos amigos.

Entretanto, no seu caso, foi decidido que seu início das correções, sua intenção e seu envolvimento são suficientes para solicitar a ajuda de outros.

Muitos desses outros agora estão aqui, em espírito, em outras dimensões, enfim, de maneiras que não os deixam tão visíveis para vocês.

Esta também é informação que cuidadosamente lhes foi ocultada.

Ideias como estas foram motivo de riso e zombaria até que vocês não ousaram mais expressá-las.

Bem, existem muitas coisas de que se zombaram até agora e que estão para assumir o cenário central deste pequeno jogo.

E nós prognosticamos com toda certeza que vocês gostarão do resultado.

Agora, até hoje, declarações como esta sempre provocaram um clamor de "quando" e "que venha".

E nós repetidamente respondemos que vocês devem assumir a responsabilidade pelo início dos eventos.

E então houve um pouco de tempo envolvido também.

Cremos que agora vocês podem começar a sentir a panela começando a ferver.

Se vocês não forem um daqueles que tomaram as iniciativas envolvidas, não fiquem desanimados.

Seu próprio progresso tem feito parte da necessária mudança de consciência também.

Não esmoreçam agora, meus amigos.

De fato, é hora de redobrar e reafirmar.

Determinem-se agora a manter a cabeça quando todos perto de vocês estão perdendo a deles.

As coisas vão se contorcer um pouquinho.

Não percam a esperança.

Confiem em vocês para saírem do outro lado.

E desta vez, nós lhes prometemos, vocês terão criado um sistema que permite um cuidado compassivo de todos os indivíduos de seu mundo, tal como vocês sonham.

Os sonhos, vejam vocês, não são as coisas tolas que lhes disseram que eram.

Nem tudo é como lhes disseram que é.

Bom dia, meus amigos.

Mantenham-se de bom humor.

Conversaremos novamente em breve.



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