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Bebedouro, São Paulo, Brazil
Geólogo e professor aposentado, trabalho este espaço como se participasse da confecção de um imenso tapete persa. Cada blogueiro e cada sitiante vai fazendo o seu pedaço. A minha parte vai contando de mim e de como vejo as coisas. Quando me afasto para ver em perspectiva, aprendo mais de mim, com todas as partes juntas. Cada detalhe é parte de um todo que se reconstitui e se metamorfoseia a cada momento do fazer. Ver, rever, refletir, fazer, pensar, mudar, fazer diferente... Não necessariamente melhor, mas diferente, para refazer e rever e refletir e... Ninguém sabe para onde isso leva, mas sei que não estou parado e que não tenho medo de colaborar com umas quadrículas na tecedura desse multifacetado tapete de incontáveis parceiros tapeceiros mundo afora.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Meu voto para o fim de ano (24dez2011)

The Christmas song (Mel Tormé / Robert Wells)
Dori Caymmi





quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Premiação surpreendente do Curso Básico de Jornalismo Manipulativo (CBJM) (22dez2011)

Primeiro Prêmio CBJM de Literatura – 2011

Do Curso Básico de Jornalismo Manipulativo.

Em sua estreia neste final de ano de 2011, o Prêmio CBJM de Literatura vai para um homenageado surpreendente. Nossos professores decidiram, não sem muito debate e alguns xingamentos, outorgar a primeira edição do Prêmio …

... ao ex-Presidente Lula.


Não, não se trata de mudança de lado, virada de casaca (ou de mesa) ou participação na onda de premiações que marcou o ano desse político, vide os títulos de doutor honoris causa concedidos no Brasil e no exterior.

Há um motivo racional e justo. Nenhum outro político, nos últimos anos, contribuiu tanto para produzir escritores ou para tirar escritores do ostracismo. Escritores do “nosso lado”, obviamente.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Ministro do Supremo beneficiou a si próprio ao paralisar inspeção do CNJ (21dez2011)

No Correio do Povo de Alagoas.

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), está entre os magistrados que receberam pagamentos investigados pela corregedoria do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) no Tribunal de Justiça de São Paulo, onde ele foi desembargador antes de ir para o STF.

Lewandowski concedeu anteontem uma liminar suspendendo a investigação, que tinha como alvo 22 tribunais estaduais. O ministro atendeu a um pedido de associações como a AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), que alega que o sigilo fiscal dos juízes foi quebrado ilegalmente pela corregedoria, que não teria atribuição para tanto.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Morre aos 78, o "desbavrador científico" Ramis Bucair | Midia News (20dez2011)

Engenheiro, Ramis Bucair deixa acervo sobre pesquisa geológica em Mato Grosso


Ramis Bucair, que faleceu aos 78 anos, vítima de um câncer, em Cuiabá

Da Redação | MidiaNews

Morreu no final da manhã desta quinta-feira (20) Ramis Bucair, considerado um das mais respeitadas personalidades da sociedade  mato-grossense.

Espeleólogo e engenheiro agrimensor, ele foi o criador e curador do Museu de Pedras Ramis Bucair, localizado no Calçadão da Rua Galdino Pimentel, no Centro Histórico de Cuiabá, cujo acervo é de fundamental importância para a pesquisa geológica. É o primeiro museu de pedras particular do mundo.

Ele era considerado um verdadeiro desbravador científico de Mato Grosso. Profissional consolidado, Ramis foi o responsável pelos levantamentos topográficos para diversas empresas e governos no Estado.

Ramis Bucair nasceu na cidade de Poxoréu (251 km ao Sul de Cuiabá), em 13 de junho de 1933. Após lutar por mais de três anos contra o câncer, morreu aos 78 anos de idade.

O velório está sendo realizado na Capela Jardins, na Capital, com a celebração de culto fúnebre às 17 horas. O sepultamento será às 18h, no Cemitério da Piedade.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Abaixo-assinado pró CPI para investigar as denúncias contidas no livro A privataria tucana (19dez2011)

Meus Amigos / Minhas Amigas,

Acabei de ler e assinar o abaixo-assinado online: «Para que o Congresso Nacional instale uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar as denúncias apresentadas pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr»

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N17930

Eu concordo com este abaixo-assinado e acho que você também pode concordar.

Assine o abaixo-assinado e divulgue para seus contatos. Vamos juntos fazer democracia!

O fascinante exercício de acompanhar as mudanças | Alberto Dines (19dez2011)

Por Alberto Dines, no Observatório da Imprensa.

A crise do euro vai para a editoria de Economia ou de Internacional? Em que página será noticiada a primeira fissura na coalizão conservadora-liberal que governa a Inglaterra, se o gatilho deste desentendimento político foi uma decisão econômica tomada solitariamente pelo premiê David Cameron ao ficar na contramão da União Europeia, toda ela empenhada em salvar a moeda única?

Comunicadores e consultores que nunca trabalharam na mídia impressa consideram inevitável o fim da Era Gutenberg, por isso não percebem que a autarquização do noticiário em especialidades estanques e artificiais caminha na direção contrária do jornalismo holista (ou holístico) que sempre caracterizou os grandes jornais e revistas.

A interdependência de hoje não ocorre apenas na esfera geopolítica – os temas interagem, infiltram-se e tornam-se velozmente convergentes, contíguos. O noticiário sobre as mudanças climáticas é imperiosamente abrangente, não pode se resumir às questões puramente científicas, desdobrando-se pelo terreno da economia e também da política.

Os novos tempos | Luís Nassif (19dez2011)

Luis Nassif Online

Há mudanças conflitantes nos hábitos de consumo mundiais, com reflexos profundos no futuro da indústria de consumo, especialmente nos mecanismos de criação de necessidades no consumidor.

Das classes médias altas dos países centrais observa-se uma profunda desilusão com o estilo que marcou os anos 90, de jovens entrando no mercado de trabalho, buscando rapidamente seu primeiro milhão, tendo como espelho os yuppies do mercado financeiro.

Hollywood sempre foi um espelho fiel do estado de espírito da classe média norte-americana. Nos anos 90 o sucesso individual era o ponto máximo dos filmes destinados à juventude. Nos últimos anos, desenhos e comédias leves trazem de volta o conceito de que a felicidade está nas pequenas coisas ao alcance das mãos.

No Brasil esse movimento pode ser percebido em algumas pesquisas qualitativas de opinião que mostram o nascimento de uma nova classe média ou média alta muito empenhada na tal busca da felicidade.

No mercado corporativo, os movimentos mais significativos são dos jovens com poucos anos de trabalho, que experimentaram saltos impressionantes nos salários, decorrência do aquecimento do mercado.

O jovem gerente tem um perfil bastante similar, pelo menos em São Paulo.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Uma pauta da Folha para a Folha | Tijolaço (18dez2011)

Por Fernando Brito

Como hoje a ombusdman da Folha, ao elogiar a atitude do jornal – vários dias depois – de registrar o lançamento de “A Privataria Tucana” que teria, segundo ela, esgotado os seus “alegados 15 mil exemplares” (alegados, embora seja o primeiro colocado em vendas na própria Livraria da Folha) e diz que a redação está esperando “fatos novos” para publicar algo mais que o mero registro que fez, tomo a liberdade de dar uma “mãozinha” à reportagem da Folha, desinteressada e gratuitamente.

Que tal começarmos pelo fato de que a Folha publicou, no dia 30 de janeiro de 2001, um levantamento dos deputados e autoridades que tinham cheques sem fundos anotados no Cadastro de Emitentes de Cheques Sem Fundos, o CCF, do Banco Central, que é protegido por sigilo e inúmeras exigências de comprovação de identidade para ser consultado.

Para ajudar o pessoal da Folha, reproduzo, além do link, a imagem da matéria.

Para ajudar a Folha, que não deve ter conseguido  um dos alegados 15 mil exemplares do livro do Amaury Ribeiro, informo que, por  esta quebra de sigilo, Verônica Allende Serra está processada na 3ª Vara Criminal de São Paulo, por um suposto convênio (?) com o Banco do Brasil, que lhe teria transferido os dados de 60 milhões de correntistas. Já naquele dia o jornal tinha ciência e escreveu que essa divulgação era irregular. Ter o cadastro, também.

É informação, não sei se perceberam, das mais relevantes. Eu, por exemplo, como correntista do BB há quase 20 anos, gostaria de saber se consto lá. Você, leitor ou leitora, correntista de qualquer banco à ocasião, também, porque o CCF era operado pelo Banco do Brasil. Porque, mesmo correndo o processo em sigilo de justiça – para não ampliar o estrago da violação de sigilo bancário, parece-me que cada correntista à época tem o direito de ter acesso aos dados, para saber se sua intimidade foi violada e mover a competente ação de dano moral.