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Geólogo e professor aposentado, trabalho este espaço como se participasse da confecção de um imenso tapete persa. Cada blogueiro e cada sitiante vai fazendo o seu pedaço. A minha parte vai contando de mim e de como vejo as coisas. Quando me afasto para ver em perspectiva, aprendo mais de mim, com todas as partes juntas. Cada detalhe é parte de um todo que se reconstitui e se metamorfoseia a cada momento do fazer. Ver, rever, refletir, fazer, pensar, mudar, fazer diferente... Não necessariamente melhor, mas diferente, para refazer e rever e refletir e... Ninguém sabe para onde isso leva, mas sei que não estou parado e que não tenho medo de colaborar com umas quadrículas na tecedura desse multifacetado tapete de incontáveis parceiros tapeceiros mundo afora.

domingo, 31 de março de 2013

Saul Leblon: a narrativa que ensombrece o país capturou a Petrobras para a pauta da crise sem fim
(31mar2013)


O sequestro da Petrobras

Por Saul Leblon, no sítio Carta Maior

É preciso evitar que a agenda da crise paralise e ensombreça o Brasil.

Quem adverte são economistas simpáticos ao governo, preocupados com a prostração em que se encontra o debate do desenvolvimento.

Seriam eles os últimos a subestimar o teor sistêmico da desordem internacional, cuja implosão, na verdade, previram e advertiram.

Mais que isso.

Atuam para mitigar seus efeitos no país. São ouvidos e consultados pelo governo na implantação de contrapesos estratégicos.

Baixar as taxa de juros, reduzir o superávit primário e corrigir o câmbio, por exemplo. No limite, se necessário, adequar a meta de inflação.

O fundamental é assegurar a travessia do colapso mundial sem trazer a crise para dentro do Brasil, como anseia o conservadorismo.

A agenda mercadista mal disfarça esse propósito.

Com os meios generosos a sua disposição, difunde a fatalidade cinza em cada esquina.

A ênfase sobressaltada atende a interesses de bolso, ideologia e palanque.

É um bloco respeitável. Exacerbado pelo poder desigual de vocalização que o monopólio midiático lhe confere.

Tome-se o Brasil das manchetes, que não raro agridem o próprio texto. Tome-se a negligência diante das decisões estratégicas anunciadas na reunião dos BRICS, em Durban.

As cinco maiores economias emergentes criaram nada menos que um ensaio de FMI keynesiano; e um Banco Mundial de investimento, fora da hegemonia dos EUA. As manchetes preferiram espetar em Dilma a 'negligência com a inflação'.

Tome-se, ainda, o silencioso, mas expressivo processo de reindustrialização dos EUA, que está trazendo de volta a manufatura de alta tecnologia.

Enfim, a crise continua, mas o mundo se move.
A prostração inoculada diuturnamente pelo noticiário econômico recusa ao Brasil a capacidade de dizer: ‘eppur si muove’.

É um objetivo político, não um recorte isento.

Dilma manda seguir em frente com a guerra pela audiência
(31mar2013)


...dessa guerra não sairá um vencedor, apenas um país mais embrutecido, dividido e hostil

Por Gilberto de Souza - do Rio de Janeiro - no sítio Correio do Brasil

José Genoíno é alvo de ataques da mídia conservadora

Têm duas funções as cenas lamentáveis nas quais um dos mais importantes líderes da esquerda brasileira, guerrilheiro contra a ditadura que de branda não teve nada, é assediado por um comediante nos corredores da Câmara dos Deputados e, em seguida, ludibriado na sua boa-fé ao receber. com cortesia. um menino e o pai dele, a mando de um programa humorístico na TV Bandeirantes. A primeira delas é a prova mais cabal que o Brasil goza de um período esplendoroso quanto à liberdade de expressão, após a luta de milhares de brasileiros e brasileiras contra a censura ditatorial, entre os quais estava aquele homem que quiseram enxovalhar. A segunda serve para mostrar ao grande público o que a mídia conservadora anda fazendo com a liberdade que aquele senhor de cabeça grisalha e aspecto sisudo ajudou o país a construir.

A questão maior que o episódio levanta, no entanto, é a importância de não matar o mensageiro e prestar atenção no que diz a mensagem. Instruídos por seus donos, os brincalhões industriados do CQC fazem o papel do palhaço no espetáculo encomendado por seus patrões. Quem aí já se esqueceu do festim diário nas tardes de julgamento da Ação Penal 470? Se não faz mais ideia do que se está falando, tem o livro do “imortal” Merval Pereira para lembrar, tintim por tintim, tudo o que interessa que seja lembrado pela audiência global. Com outro do jornalista Paulo Moreira Leite, desmentindo-lhe cada palavra, em A outra história do ‘mensalão’. O público para o qual as marionetes que se fazem de engraçadas tentaram ridicularizar o deputado José Genoíno é o mesmo que aplaudiu o ‘Domínio do fato’ e colocou dinheiro público no processo, sem uma prova sequer, como mostra o jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, supervisor editorial da revista Retrato do Brasil, em uma reportagem que será tema de análise na Corte Interamericana de Justiça.

Tão logo Genoíno possa recorrer da sentença a que se vê submetido, a revisão integral do julgamento se fará necessária em uma instância judicial apartada da tentativa de golpe midiático ocorrida no Brasil, em plenas eleições do ano passado. Sorte para os brasileiros que a extrema-direita, patrocinadora da sanha jurídico-televisiva, levou umas belas palmadas nas urnas. A diferença é que, mesmo depois de sofrer sua mais fragorosa derrota na capital econômica do país, o resultado do julgamento na Suprema Corte de Justiça continua válido. E, qual uma ampulheta sinistra, guarda cenas ainda mais lastimáveis do que a execração pública sofrida por Genoíno.

A mensagem é justamente essa: o que o bobalhão da corte midiática fez será apenas brincadeira de mau gosto, quando um dos homens mais distintos e corretos que esse país já produziu, coerente com sua história de resistência, for jogado na cela escura do presídio para onde será mandado, caso não lhe seja garantido o direito de recorrer, em liberdade, do destino a que os mais altos magistrados do país o condenaram. Essa, sim, será a imagem a ser estampada nos meios conservadores de comunicação, em riqueza de detalhes. Dias a fio.

O que o bufão travestido de repórter conseguiu produzir, além de um nó na garganta de quem já percebeu a imensa manobra em curso para minar o avanço do Brasil na direção da justiça social e de um Estado pleno para todos os brasileiros, e não apenas para a elite à qual esta Nação verteu sua riqueza, ao longo dos últimos 500 anos,

sexta-feira, 29 de março de 2013

Dilma enfrenta a pátria rentista, a mídia uiva
(29mar2013)


Na África, a presidenta afirmou que não elevará a ração dos juros reivindicada pelos batalhões rentistas, a pretexto de combater a inflação. Foto oficial da reunião dos BRICS. 
Foto: Roberto Stuckert Filho/Blog do Planalto

Por Saul Leblon, em Carta Maior, reproduzido do sítio Viomundo

Um dia de estupefação e revolta no circuito formado pelos professores banqueiros, os consultores e a mídia que os vocaliza.

Na reunião dos Brics, na África do Sul, nesta 4ª feira, a presidenta Dilma afirmou que não elevará a ração dos juros reivindicada pelos batalhões rentistas, a pretexto de combater a inflação.

A reação instantânea das sirenes evidencia a cepa de origem a unir o conjunto à afinada ciranda de interesses que arrasta US$ 600 trilhões em derivativos pelo planeta.

Equivale a dez voltas seguidas no PIB da Terra.

Trinta e cinco vezes o movimento das bolsas mundiais.

Os anéis soturnos desse garrote reúnem – e exercem – um poder de extorsão planetária, capaz de paralisar governos e asfixiar nações.

Gente que prefere blindar automóveis a investir em infraestrutura. O Brasil tem a maior frota de carros blindados do mundo.

E uns R$ 500 bi estocados em fundos de curto prazo; fora o saldo em paraísos fiscais.

Carros blindados, dinheiro parado, paraísos fiscais e urgências de investimento formam a determinação mais geral da luta política em nosso tempo.

Em Chipre, como lembra o correspondente de Carta Maior em Londres, Marcelo Justo, o capital a juros compunha uma bocarra equivalente a 67 bilhões de euros, uns US$ 90 bilhões de dólares.

Três vezes o PIB. De um país com população menor que a de Campinas.

A fome pantagruélica desse organismo requeria rações diárias indisponíveis no ambiente retraído da crise mundial.

A gula que quebrou Chipre é a mesma que já havia quebrado a Espanha, Portugal, Irlanda, Islândia e alquebrado o mercado financeiro dos EUA.

A falência cipriota assusta o mundo do dinheiro não por suas dimensões.

Mas porque ressoa o uivo cavernoso de uma bancarrota, só anestesiada a um custo insustentável na UTI mundial das finanças desreguladas.

No Brasil o mesmo uivo assume o idioma eleitoral ao gosto do dinheiro graúdo: ‘dá para fazer mais’.
O governo Dilma acha que sim.

Mas com a expansão do investimento produtivo. Não com arrocho e choque de juros.

CQC e Genoíno
Nazijornalismo
(28mar2013)


Por Leandro Fortes, na CartaCapital, reproduzido no sítio Escrevinhador

A violência do CQC contra o deputado José Genoíno alcançou, essa semana, um grau de bestialidade que não pode ser dimensionado à luz do humorismo, muito menos no campo do jornalismo. Isso porque o programa apresentado por Marcelo Tas, no comando de uma mesa onde se perfilam três patetas da tristeza a estrebuchar moralismos infantis, não é uma coisa nem outra.

Não é um programa de humor, porque as risadas que eventualmente desperta nos telespectadores não vem do conforto e da alegria da alma, mas dos demônios que cada um esconde em si, do esgoto de bílis negra por onde fluem preconceitos, ódios de classe e sentimentos incompatíveis com o conceito de vida social compartilhada.

Não é jornalismo, porque a missão do jornalista é decodificar o drama humano com nobreza e respeito ao próximo. É da nobre missão do jornalismo equilibrar os fatos de tal maneira que o cidadão comum possa interpretá-los por si só, sem a contaminação perversa da demência alheia, no caso do CQC, manipulada a partir dos interesses de quem vê na execração da política uma forma cínica de garantir audiência.

A utilização de uma criança para esse fim, com a aquiescência do próprio pai, revela o grau de insanidade que esse expediente encerra. O que se viu ali não foi apenas a atuação de um farsante travestido de jornalista a fazer graça com a desgraça alheia, mas a perpetuação de um crime contra a dignidade humana, um atentado aos direitos humanos que nos coloca, a todos, reféns de um processo de degradação social liderado por idiotas com um microfone na mão.

A inclusão de um “repórter-mirim” é, talvez, o elemento mais emblemático dessa circunstância, revelador do desrespeito ao ofício do jornalismo, embora seja um expediente comum na imprensa brasileira. Por razões de nicho e de mercado, diversos veículos de comunicação brasileiros têm lançado, ao longo do tempo, mão dessa baboseira imprestável, como se fosse possível a uma criança ser repórter, ainda que por brincadeira.

Jornalismo é uma profissão de uma vida toda, a começar da formação acadêmica, a ser percorrida com dificuldade e perseverança. Dar um microfone a uma criança, ou usá-la como instrumento pérfido de manipulação, como fez o CQC com José Genoíno, não faz dela um repórter – e, provavelmente, não irá ajudá-la a construir um bom caráter. É um crime e espero, sinceramente, que alguma medida judicial seja tomada a respeito.

Não existem repórteres-mirins, como não existem médicos-mirins, advogados-mirins e engenheiros-mirins.

Existem, sim, cretinos adultos.

E, a estes, dedico o meu desprezo e a minha repulsa, como cidadão e como jornalista.

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quinta-feira, 28 de março de 2013

Vocês podem ver claramente o castelo de cartas colapsando que o sistema financeiro global se tornou
(28mar2013)


Mensagem de Saul
Por John Smallman, no blog Síntese
Em 27 de março de 2013

O campo de energia divina envolvendo vocês se fortalece e intensifica diariamente, compatibilizando-se com sua habilidade de se fundir com ele mais e mais eficazmente, e, claro, sua energia é Amor, que está penetrando os corações daqueles que estão abertos para Ele - a vasta maioria dos humanos - e ajudando a liberar as atitudes e comportamentos, as crenças inflexíveis mantidas por tantos por tanto tempo.

Os resultados disto estão visíveis por todo o mundo, pois as novas ideias para lidar com os maiores problemas e questões que vocês enfrentam são expressas e compartilhadas.

As velhas crenças inflexíveis e as ferramentas utilizadas para mantê-las ainda estão em evidência, mas sua ineficácia não pode mais ser disfarçada por culpar os outros por seu fracasso na resolução das questões que elas deveriam resolver.

A organização antiga, a organização estabelecida, está no controle, dirigindo os negócios políticos, comerciais, éticos, morais, religiosos - na verdade, qualquer coisa em que as pessoas interagem conjuntamente de qualquer forma possível - por muito tempo.

Esta organização tem permanecido escondida nas "sombras" enquanto dirige as atividades das figuras públicas para que suas agendas ocultas fossem realizadas invisível, discreta e facilmente.

E frequentemente, algumas dessas figuras públicas agiram de boa fé, acreditando na integridade e honestidade desses "mais velhos sábios e intelectualmente brilhantes" - seus mentores e guias na arte da liderança - cujo objetivo declarado era trazer paz e abundância para todos na Terra.

Mas, claro, esses ocultos, a elite, sempre tiveram suas próprias agendas privadas e completamente egoístas, e agora a intenção real dessas agendas é revelada, pois mais e mais delatores de irregularidades encontram a coragem de revelar os enormes segredos de que eles tornaram-se parte para tirar os véus do sigilo sob os quais muito se tem escondido.

A antiga organização está ruindo.

Ela não tem mais o mundo no pulso de ferro com que ela tentava controlar todos vocês por tanto tempo.

Algo de podre no estado de Israel
(28mar2013)

Por Lawrence Davidson, To The Point Analysis, reproduzido do Blog do Bourdoukan

Diz-se que o diabo arrasta com ele um fedor de fogo e enxofre. Os feitos do diabo são frequentemente descritos como “o mal mais alucinado”1. E quem pareça (seja ou não seja) inocente é sempre descrito como “cheirando a rosas”. Parece haver, pois, associação antiga entre feitos e fedores.

O exército israelense recentemente se empenhou em demonstrar essa associação. Dia 6 de março, o Middle East Monitor noticiou2 que
o exército de Israel atacou casas de palestinos na vila de Nabi Saleh com jatos de água podre de esgoto, como punição aos palestinos que organizavam protestos semanais contra o Muro do Apartheid construído em terra roubada. O grupo de defesa de direitos humanos B’Tselem publicou um vídeo3 no qual se veem caminhões-tanques blindados israelenses, armados com ‘canhões d’água’, lançando água podre de esgotos sobre casas de palestinos.
A água podre de esgoto é líquido tão mal-cheiroso que não há quem não se afaste para o mais longe que possa, de quem feda como fede aquela água podre. Não é a primeira vez que o exército de Israel usa esse tipo de tática imunda.

Os colonos sionistas orgulham-se muito da prática de lançar os esgotos4 bem longe das próprias colônias, quase sempre erguidas nas áreas mais altas, diretamente nos campos e cidades palestinas, nos vales abaixo. Ao que tudo indica, são práticas conhecidas e, muito provavelmente, aprovadas pelo estado de Israel.

Duvido que muitos dos israelenses envolvidos nessas manobras tenham algum dia lido O Inferno, de Dante. Naquele poema épico, o inferno é lugar afogado em esgoto e podridão: as ações dos israelenses parecem desejar reproduzir o mesmo cenário. Estarão os israelenses dedicados a converter em inferno a Terra Santa? Sim, pelo menos no que tenha a ver com os palestinos. Por isso os colonos e os soldados copiam os passos dos amaldiçoados de Dante.

Até onde vai o fedor das ações dos israelenses? Com certeza chega até Londres. Recentemente, o deputado David Ward, do partido Democrático Liberal escreveu num livro de visitas do Memorial do Holocausto que
(...) tendo visitado Auschwitz duas vezes (...) muito me entristece ver que os judeus, vítimas de níveis inacreditáveis de perseguição durante o Holocausto, já estivessem, poucos anos depois de libertados daqueles campos de morte, a infligir tais atrocidades aos palestinos no novo Estado de Israel e que continuem a fazer o mesmo até hoje, diariamente, na Cisjordânia e em Gaza.5
A referência que Ward fez a “os judeus” é qualificada, porque nem todos os judeus apoiam o sionismo nem a ideia de que Israel tenha algum direito a ocupar “ Judeia e Samaria”, muito menos a comandar pogroms6 como se veem hoje, em ações de limpeza étnica em áreas que o estado israelense controla. A verdade é que cada dia mais e mais judeus norte-americanos manifestam-se contra o que Israel faz na Palestina7.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Documento oficial do governo FHC informa ao FMI que vão privatizar tudo: água, esgoto, minérios, energia, estradas, imóveis, até a Petrobras
(25mar2013)


Do Blog do Mello (destaques meus)

Página oficial do Ministério da Fazenda do governo FHC de 8 de março de 1999 publica o Memorando de Política Econômica, com alguns ajustes que se tornaram necessários ao "programa do governo brasileiro apoiado pelo FMI Banco Mundial BID BIS e pela maioria dos países mais industrializados", em 13 de novembro de 1998. O ajuste se fazia necessário porque em janeiro de 1999, primeiro mês do segundo mandato de FHC, houve a desvalorização do Real (que o governo sempre negara que iria fazer), que quase quebrou o país.

Numa parte do documento, que publico a seguir, fica claro que a opção preferencial do governo Fernando Henrique Cardoso era vender tudo para cumprir as metas determinadas pelo FMI. Para tanto, no parágrafo 27 deixava claro:
27. O Governo pretende acelerar e ampliar o escopo do programa de privatização - que já se configura como um dos mais ambiciosos do mundo. Em 1999 o Governo pretende completar a privatização das companhias federais geradoras de energia e no ano 2000 iniciará o processo de privatização das redes de transmissão de energia. No âmbito dos Estados espera-se que a maioria das companhias estaduais de distribuição de energia seja privatizada ainda em 1999. O Governo também anunciou que planeja vender ainda em 1999 o restante de sua participação em empresas já privatizadas (tais como a Light e a CVRD) bem como o restantes de suas ações não-votantes na PETROBRAS. O arcabouço legal para a privatização ou arrendamento dos sistemas de água e esgoto está sendo preparado. O Governo também pretende acelerar a privatização de estradas com pedágios e a venda de suas propriedades imobiliárias redundantes. Estima-se que a receita total do programa de privatização para o ano de 1999 seja de R$ 27 8 bilhões (quase 2 8 por cento do PIB) (do total cerca R$ 24 2 bilhões serão gerados no nível federal) com mais R$ 22 5 bilhões no período 2000 - 2001.
Confira a íntegra do documento AQUI. O título da página, para que não reste dúvida é "Acordo Brasil e FMI".

Está aí a prova inconteste de que o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso pretendia queimar a casa para vender carvão.

Dica do Stanley Burburinho (@stanleyburburin)

sábado, 23 de março de 2013

Agora eles tentam derrubar Lula da ex-Presidência da República
(23mar2013)


Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania (destaques meus)

A frase que intitula este texto deriva de brincadeira que tomou as redes sociais na internet na última sexta-feira por conta de mais uma “denúncia” do jornal Folha de São Paulo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – sobre palestras que ele dá no exterior.

A tal “denúncia” virou motivo de piada porque pretendeu negar a um cidadão em pleno exercício de seus direitos constitucionais a prerrogativa de todo ex-presidente da República de ter apoio do Estado ao fim de seu mandato e o direito a atividades estritamente privadas que a outros ex-presidentes jamais foram negadas.

Aqui e em muitos outros países democráticos – como nos Estados Unidos, por exemplo – ex-presidentes se tornam instituições nacionais. Além de direito a segurança e a proventos, quase todos eles se tornam palestrantes e são remunerados por isso – com maior ou menor êxito.

De Bill Clinton a Fernando Henrique Cardoso, ex-presidentes fundam institutos que levam seus nomes e que reúnem acervos contando a história de suas passagens pela Presidência, além de desenvolverem estudos políticos, econômicos e sociais.

Outro ex-presidente norte-americano que tem um instituto que atua fortemente em consonância com seu patrono é o prêmio Nobel da Paz Jimmy Carter, que atua em direitos humanos e até em fiscalização de eleições em várias partes do mundo, além de o próprio Carter ser um renomado palestrante.

FHC deu muita palestra remunerada, tem direito a todos os benefícios do Estado concedidos a Lula, inclusive suporte em missões no exterior, pois não se imagina que quando um ex-presidente visita outro país a representação diplomática desse país o trate como qualquer um.

No entanto, no dia seguinte à denúncia da Folha de que Lula faz o que tantos outros ex-presidentes fazem em termos de palestrar no exterior com despesas e até honorários pagos pelos anfitriões, o jornal voltou à carga “denunciando” que as representações diplomáticas brasileiras lhe dão suporte quando visita os países em que estão sediadas.

Nunca se viu isso em relação a nenhum outro ex-presidente. Até uma doação de quase meio milhão de reais de dinheiro público ao ex-presidente FHC não mereceu da própria Folha mais do que uma notinha escondida nas páginas internas – e que após ser publicada nunca mais foi notícia.