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Bebedouro, São Paulo, Brazil
Geólogo e professor aposentado, trabalho este espaço como se participasse da confecção de um imenso tapete persa. Cada blogueiro e cada sitiante vai fazendo o seu pedaço. A minha parte vai contando de mim e de como vejo as coisas. Quando me afasto para ver em perspectiva, aprendo mais de mim, com todas as partes juntas. Cada detalhe é parte de um todo que se reconstitui e se metamorfoseia a cada momento do fazer. Ver, rever, refletir, fazer, pensar, mudar, fazer diferente... Não necessariamente melhor, mas diferente, para refazer e rever e refletir e... Ninguém sabe para onde isso leva, mas sei que não estou parado e que não tenho medo de colaborar com umas quadrículas na tecedura desse multifacetado tapete de incontáveis parceiros tapeceiros mundo afora.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Nota da Associação Juízes para a Democracia sobre a competência concorrente do Conselho Nacional de Justiça (2fev2012)

Juízes para a Democracia e o CNJ

A luz do Sol é o melhor detergente
Louis Brandeis (1856-1941) Juiz da Suprema Corte Americana

A ASSOCIAÇÃO JUIZES PARA A DEMOCRACIA - AJD, entidade não governamental e sem fins corporativos, que tem por finalidade a luta pela independência judicial e pelo império dos valores democráticos e republicanos, forte no item 8 dos Princípios Básicos Relativos à Independência Judicial, consagrados pelo 7º Congresso da ONU, de 1995, que reafirma a liberdade de expressão aos magistrados, vem manifestar-se sobre as tentativas de enfraquecimento do CNJ:

1.- A AJD reitera os termos da nota que publicou em 11/10/2011, quando afirmou a necessidade de preservação integral da competência disciplinar originária do CNJ como instrumento para desafiar a longa tradição de impunidade que beneficia e preserva as cúpulas e membros dos Tribunais estaduais e federais.

Estratégia contra a Síria parece um remake do processo de destruição da Líbia (2fev2012)

A presidência da Liga Árabe procura esconder os relatórios dos seus especialistas

Fonte: Rede Voltaire | 1 de Fevereiro de 2012


Desde o início dos eventos que pairam sobre a Síria duas interpretações que se têm opostas uma a outra: para o Ocidente e seus aliados do Golfo, o regime esmagou de forma sangrenta a revolução popular, enquanto que para a Síria e seus aliados do BRICS, o país é atacado por grupos armados vindos do exterior.

Para lançar luz sobre esses eventos, a Liga Árabe criou uma Missão de Observação composta de pessoas designadas por cada Estado-Membro (excepto Líbano, que se recusou a participar). Esta diversidade de especialistas constitui uma garantia contra a possível manipulação do resultado, seu número (mais 160) e a duração da sua missão (um mês) daria um quadro muito mais amplo daquele que estava disponível anteriormente. Até o momento, nenhuma outra parte pode reivindicar ter realizado um levantamento tão abrangente e meticuloso e, portanto, não pode pretender conhecer melhor a situação na Síria.

A Comissão Ministerial da Liga Árabe, responsável pela monitorização do Plano árabe e composto por cinco membros da Liga dos 22 (Argélia, Egipto, Oman, Qatar, Sudão) ratificou o relatório da missão de observadores por 4 votos contra 1 (o de Qatar) e decidiu prorrogar a missão por mais um mês.

O problema é que o relatório confirmou a versão do governo sírio e demoliu a do Ocidente e das monarquias do Golfo. Em particular, ele demonstra que não houve repressão letal contra manifestantes pacíficos e que todos os compromissos assumidos por Damasco têm sido escrupulosamente respeitados. Ele também valida o fato importante de que o país está nas garras de grupos armados, que são responsáveis pela morte de centenas de civis sírios e milhares entre os militares, bem como de centenas de actos de terrorismo e sabotagem.

Por esta razão, o Qatar agora pretende impedir a divulgação do relatório por qualquer meio. Na verdade, é uma verdadeira bomba que pode explodir nas suas mãos e contra o seu dispositivo de comunicação.

Qatar detém actualmente a Presidência da Liga, não porque chegou a sua vez, mas porque comprou o direito á Autoridade Palestina que teria sido o próximo na linha.

A presidência da Liga decidiu não divulgar o relatório da Missão de Observação, nem traduzi-lo, e nem mesmo colocar a versão original em árabe no seu site internet.

O risco contra o emirado Wahabita é enorme. Se por acaso o público ocidental tiver acesso ao relatório, será ao Qatar e aos seus proxies que se pedirão explicações em termos de deficiências democráticas e envolvimento no massacre de populações civis.

Tradução por David Lopes

Nota do Mestre Aquiles: Diferentemente do que se viu no caso do Egito, onde se via claramente a presença da população na Praça Tahir, tanto na Líbia quanto na Síria o que se vê na mídia são vídeos com imagens difusas, gravações feitas com celulares e eventuais aglomerados de pessoas que não sabemos exatamente por que estão se manifestando. Aquelas imagens podem significar qualquer coisa que a mídia queira que signifiquem, principalmente para o não falantes e analfabetos da língua utilizada nos panfletos mostrados. O que se viu na Líbia foram grupos pequenos montados em caminhonetes, com armamentos pesados e atirando para o alto. Não se viu o povo cercando ou se concentrando em torno da sede do governo. O mesmo não se vê na Síria. As imagens são fechadas, com pouca gente mostrada de perto para preencher a tela da tv, para dar impressão de multidão. Não é absurdo pensar que as mortes de civis estejam sendo efetuadas por grupos de mercenários contratados pelas potências que têm interesse em tomar o país (tal como ocorreu na Líbia). Há diversos depoimentos sérios de jornalistas que viram isso acontecer na Líbia. Assim como há relatos de jornalistas que conheceram uma Líbia completamente diferente daquilo que nos foi passado pela grande mídia. Quando uma população está de fato contra seu governo, as imagens disso não deixam dúvidas quanto a essa intenção. Lembro que hoje é a Síria, mas amanhã poderão ser os países da América Latina.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Administrações estadunidenses declaram guerra ao povo e à democracia (1fev2012)

Mudança de Regime em Oakland
(Regime Change In Oakland)

Postado em 31/01/2012 por/em OccupyWallSt


No sábado, 28 de janeiro, milhares de pais, famílias e cidadãos engajados reuniram-se para abrir um centro comunitário no coração do centro de Oakland. A Polícia, sob ordens do Prefeito Quan, respondeu a essa pacífica demonstração de democracia direta e de construção comunitária prendendo cerca de 400 pessoas. Centenas mais foram feridas quando um exército de policiais marchou sobre essas famílias desarmadas, levantou suas armas e atirou balas, bombas de gás lacrimogêneo, bombas de fumaça, granadas de concussão e outros artefatos explosivos entre a multidão. O Prefeito Quan, no mesmo dia em que marchas de solidariedade foram organizadas por dúzias de ocupações pelo país, chamou o foco para o Movimento Occupy, que mostrou o show de bravura  e da força da comunidade de Oakland sob fogo. Apoiamos Oakland e pedimos a imediata renúncia de Quan, quem, no sábado, tornou claro que o Estado abandonou a democracia e juntou-se ao 1% ao declarar guerra contra o povo.


Não houve aquecimento global nos últimos 15 anos (1fev2012)

O aquecimento global já era!!! A farsa acabou!!!

O Tâmisa congelado em 1684 | Pintura de Abraham Hondius

Por David Rose,
28 de janeiro de 2012

Tradução Maurício Porto

Esqueçam o aquecimento global -  É com o Ciclo 25 que nós precisamos nos preocupar (e se os cientistas da NASA estiverem certos, o Tâmisa congelará de novo)

Met Office libera novos dados que mostram que não houve aquecimento global nos últimos 15 anos

O suposto "consenso" sobre o aquecimento global produzido pelo homem está enfrentando um desafio inconveniente após o lançamento de novos dados de temperatura que mostram que o planeta não se aqueceu nos últimos 15 anos.

Os gráficos sugerem que poderíamos até estar caminhando para uma mini era do gelo para rivalizar com a queda de temperatura que durou 70 anos e que viu feiras realizadas no rio Tâmisa congelado no século 17.

Com base em leituras de mais de 30.000 estações de medição, os dados foram divulgados na semana passada, sem alarde pelo Met Office e a Universidade de East Anglia Climatic Research Unit. Eles confirmam que a tendência de subida das temperaturas no mundo acabou em 1997.

Enquanto isso, os principais cientistas do clima ontem disseram ao jornal The Mail on Sunday que, depois de emitir níveis anormalmente elevados de energia ao longo do século 20, o sol agora está caminhando para um "grande mínimo", ameaçando verões frios, invernos rigorosos e um encurtamento de estações disponíveis para cultivo de alimentos.

A atividade solar passa por ciclos de 11 anos, com elevado número de manchas solares visto em seu pico.

Estamos agora no que deveria ser o pico do que os cientistas chamam de "Ciclo 24" - motivo pelo qual a tempestade solar da semana passada resultou em avistamentos da aurora boreal mais ao sul do que o habitual. Mas os números de manchas solares estão funcionando a menos da metade do que as observadas durante os picos dos ciclos no século 20.

A análise feita por especialistas da NASA e da Universidade de Arizona - derivada de medições de campo magnético 120 mil milhas abaixo da superfície do sol - sugerem que o ciclo 25, cujo pico é esperado em 2022, será muito mais fraco ainda.

De acordo com um estudo divulgado na semana passada pelo Met Office, há uma chance de 92 por cento de que o Ciclo 25 e os que se realizem nas décadas seguintes serão tão fracos quanto, ou mais fracos do que o "mínimo de Dalton" de 1790 -1830 . Neste período, em homenagem ao meteorologista John Dalton, as temperaturas médias em partes da Europa caíram 2ºC.

No entanto, também é possível que a nova queda de energia solar possa ser tão profunda como o "mínimo de Maunder" (astrônomo Edward Maunder), entre 1645 e 1715 na parte mais fria da "Pequena Idade do Gelo", quando eram comuns as feiras no Tâmisa congelado. Os canais da Holanda também congelaram.


Cuba: a la vanguardia de la Biotecnología mundial (1fev2012)

Por Ana Isis García | CubAhora

Más de 2.000 cubanos han recibido vacuna terapéutica contra cáncer de pulmón CIMAVax-EGF.
CIMAVax-EGF está registrada en Cuba y Perú, en trámite de inscripción en Brasil, Argentina o Colombia.
El medicamento fue elaborado tras 15 años de investigación por científicos del Centro de Inmunología Molecular (CIM) de Cuba.

Según la Organización Mundial de la Salud (OMS), anualmente mueren 5 millones de personas en el mundo producto del consumo de tabaco, una de las principales causas del cáncer de pulmón. Ante esta alarmante estadística resulta esperanzadora la obtención de una vacuna terapéutica contra esta tipología de cáncer en fase terminal, creada por científicos cubanos del Centro de Inmunología Molecular (CIM) el pasado 2011.

Centro de Inmunología Molecular - Cuba

Expertos involucrados en la investigación señalaron que la vacuna CIMAvax-EGF no puede evitar la aparición del cáncer, pero permite controlarlo en su fase avanzada a partir de la generación de anticuerpos que actúan contra las proteínas desencadenantes de los procesos de proliferación celular.

Gisela González, investigadora principal del proyecto, explica a la prensa que esta vacuna para el cáncer de pulmón de células grandes es el resultado de una investigación de 25 años en las enfermedades relacionadas con el consumo de tabaco, desarrollada por investigadores y científicos del CIM de La Habana.

Este producto, primero de su tipo en el mundo, ha sido registrado ya en varios países y está en fase de prueba y análisis en otros. La vacuna provoca una respuesta del organismo contra el tumor y permite a las personas vivir con su enfermedad con mayor expectativa y calidad de vida.

Los síntomas en la evolución de los pacientes se expresan en la gradual disminución de la falta de aire y el aumento de peso corporal después de varias aplicaciones del CIMAvax- EGF.

Soraida Acosta Brooks, jefa del Grupo de Santiago de Cuba de Cáncer de Pulmón, argumenta que la vacuna permite a los pacientes de cáncer de pulmón “disponer de una valiosa alternativa de tratamiento, bien sola o combinada con terapéuticas tradicionales como la radio y quimioterapias y la cirugía”.

El éxito de los biotecnólogos cubanos del Centro de Inmunología Molecular ha marcado una pauta en cuanto al control de un mal que constituye la segunda causa de muerte en Cuba, y sin lugar a dudas, un salto gigante en cuanto al control de las enfermedades oncológicas. Ya se espera que para el actual 2012 la próxima vacuna en salir sea para el cáncer de próstata, utilizando el mismo principio de este medicamento.

La primera vacuna aplicada en Cuba ocurrió en el año 1804, pero no fue hasta el año 1959 que se organizó como sistema estructuralmente organizado y planificado dentro de la salud pública del país.

Con el triunfo de la Revolución Cubana nació el Centro de Inmunología Molecular en el año 1994, ubicado en la Capital de la Mayor de las Antillas. Desde ese entonces el Polo Científico ubicado en el Oeste de la ciudad de La Habana funge como una de las vanguardias de la investigación en la rama de la Biotecnología a escala global.

Durante 17 años el CIM ha desarrollado más de 200 millones de dosis de diversos tipos de vacunas utilizadas por la salud pública cubana y exportada a otros países. Dentro de las más útiles figuran la vacuna recombinante contra la Hepatitis B, la del Hemophilus influenzae, Tetravalente, la Pentavalente, el antianémico Trofin, la Estreptoquinasa para el tratamiento del infarto del miocardio, el Factor de Transferencia, y la Eritropoyetina.

El año 2011 finalizó para el CIM con un incremento del 11 por ciento en sus exportaciones respecto al año anterior y un crecimiento sostenido en la fabricación de sus principales productos.

Agustín Lage, director de la institución, refirió que en el 2011 los principales adelantos se dieron en la evolución de ensayos anteriores como el anticuerpo monoclonal humanizado Nimotuzumab-R3, utilizado en la terapia de tumores cancerosos avanzados de cabeza, cuello y cerebro, así como, neoplasias de esófago de origen epitelial.Puntualizó que se testó el ensayo de CIMAVAX-EGF en neoplasias de próstata.

Si se logran los resultados esperados, sostuvo Lage, podríamos registrarlo en 2012, con lo cual Cuba dispondría de dos vacunas, que junto al anticuerpo monoclonal NIMOTUZUMAB-R3 y otros productos, propiciaría el diseño de combinaciones terapéuticas más eficaces contra el cáncer.

Son muchos los retos a que debe enfrentarse la vacunología moderna cubana. Uno de los principales desafíos es desarrollar una vacuna eficaz contra el SIDA, la epidemia más grave que azota al mundo desde las últimas tres décadas, así como ampliar la producción nacional de productos de uso oncológico: citostáticos, medicamentos de soporte y nuevos productos de la biotecnología.

El logro de encontrar una vacuna que controle una enfermedad tan compleja como el cáncer representa un paso más para hallar la cura de este mal que azota a la humanidad y constituye un orgullo para la Biotecnología cubana.
 

P.S. do Mestre Aquiles: A matéria mostra um dos motivos de o Brasil associar-se a Cuba nas pesquisas médicas. Os cubanos desenvolvem medicamentos de qualidade, alcançando tratamento para doenças contra as quais o mundo todo se bate. Há algum tempo postei aqui nota sobre um novo medicamento cubano, aprovado na Europa, para tratamento de feridas em pés de pessoas com diabetes. Quem conhece os efeitos dessas feridas percebe a relevância de um tal medicamento, uma vez que as feridas podem ser o princípio de um proceso de necrose que acaba por levar à amputação dos membros inferiores do diabético. Assim, não vejo a visita da Presidenta Dilma a Cuba somente como um gesto de ajuda aos cubanos. Vejo principalmente que a saúde do brasileiro poderá ter ganhos consideráveis caso essa parceria entre institutos de pesquisa de ambos os países se concretize.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Brincadeira com política externa "faz xixi na mão de criança" (31jan2012)

Essa expressão, "faz xixi na mão de criança", era muito utilizada pelos adultos quando eu era criança. Quando eu ou outra criança pegávamos ou manipulávamos algo delicado, algum objeto perigoso, caro ou frágil (facas, caixa de fósforos, ferramentas, vasos de vidro, botões do rádio ou da televisão, bibelôs etc.), algum adulto logo vinha dizendo "não mexa com isso! Isso faz xixi na mão de criança!". Acho, inclusive, que essa é uma das dificuldades que nós, adultos de hoje, às vezes sentimos ao nos depararmos com aparelhos de tecnologia "avançada", como os celulares, computadores, videogames, ipads, ipods etc. Lá no fundo temos um medo de estragar o treco e, consequentemente, de o "treco" fazer xixi na nossa mão. No fundo, é o velho medo de fazer (no bom e velho jargão brasileiro, e com o perdão da má palavra!) uma "cagada".

Tensão Europa/Irã: quem semeia ventos…

Por Flávio Aguiar, da Rede Brasil Atual

…ouve o que não quer!

É o que aconteceu com város ministros de Relações Exteriores que, amadoristicamente, resolveram dizer que aumentavam a pressão econômica sobre o Irã porque essa era uma maneira de evitar a possível agressão armada israelense contra aquele pais.

Além de não evitar coisa nenhuma, mas apenas ceder a uma chantagem, o corolário foi um tiro no próprio pé: suspender as importações de óleo bruto do Irã a partir de 1º de julho. A Grécia foi a primeira a gritar: sem esse petróleo, ela afunda de vez.

Ao mesmo tempo, o restante da Europa lhe sonega ajuda, ameaçando não lhe remeter a próxima parcela desta, caso não chegue a um acordo com os bancos privados credores. A chanceler Angela Merkel pede calma aos desesperados gregos e ao resto do mundo que, do Japão à América Latina (de leste para oeste, atravessando o mundo), arranca os cabelos diante da recessão “auto-feliz” da Europa.

Ora, o Irã fez o que devia fazer: está em discussão no seu Parlamento a proposta de, se a Europa quiser suspender as importações de petróleo a partir de 1º de julho, suspender as suas exportações para o Velho Continente desde já. Ou seja, sem disparar um tiro – o que lhe atrairia a ação da 5ª Frota Naval norte-americana estacionada no Bahrein, do outro lado do Golfo Pérsico – o Irã está fechando o estreito de Ormuz para a Europa inteira – o que pode ter efeitos catastróficos para o mundo europeu e o nosso também.

É no que dá brincar de política externa.

Em relação ao Irã, no Ocidente vai-se alegremente no caminho da guerra, numa situação que lembra a da Primeira Guerra Mundial. Ninguém acreditava no conflito, nem na sua proporção. Mas ele ocorreu, e mudou a face do mundo. E para pior, apesar do fim dos grandes impérios do passado.

Leia este e outros textos em Outras Palavras

A blogueira que virou santa é a dona da semana (31jan2012)

A pupila insone que conta para o mundo o que acontece em Cuba, que afirmou que Cuba é uma fábrica de espanhóis, que milhares de cubanos deixam Cuba para não dividirem o quarto com a vovó, que tem como patrões, no Brasil, O Globo e O Estado de São Paulo, que já fez o Sapo Gonzalo ficar muito irritado, agora está em todos os noticiários sobre a visita da Presidenta Dilma a Cuba. Enquanto o mundo vem sofrendo convulsões sociais devido ao ataque do capital ao trabalho, com a falência de um sistema ao qual resta somente arrancar dos trabalhadores, a ferro e fogo, seus direitos mais comezinhos, inclusive a possibilidade de trabalhar, vem essa moça fazendo o serviço sujo para Washington e posando de santa e vítima. A propósito disso, Lúcio de Castro publicou um texto que serve para nossa reflexão.O texto foi publicado hoje no sítio Fazendo Media, tendo como título o título desta postagem, e também foi postado, com o título que aparece abaixo, no blog DoLaDoDeLá.

- Santa Blogueira, Batman!


Por Lucio de Castro

Não sei se ainda é a ressaca da volta das férias, relatada aqui no último texto. Não sei nem ao certo se as coisas sempre foram e são assim ou se esse sentimento de que tudo em volta anda carregado é desses dias ou desde sempre. O fato é que os últimos dias tiveram cor de chumbo. Não o chumbo dos anos de sufoco, mas um chumbo misturado com cinismo, com a “força da grana que mata e destrói coisas belas”, e uma sensação de que as coisas estão passando como rolo compressor por todo mundo, e a tal força da grana, o poderio econômico, a concentração de poder nos meios de comunicação e os tempos do pensamento único no mundo chegaram definitivamente para paralisar todo mundo. Com a agravante de que, em tempos de redes sociais, todo mundo se acha fazendo sua parte tuitando. É a rebeldia emoldurada em 140 caracteres.

Dias de envergonhar a espécie humana, com a barbárie do Pinheirinho, a omissão de sempre dos governantes nos prédios que desabam (como já tinha sido no bonde, nos temporais, em tantas coisas…), com o chocante relato na reportagem de Eliane Brum (sempre ela…!), “A Amazônia, segundo um morto e um fugitivo”, disponível na internet. Para completar, na semana que entra, temos a monótona, repleta de chavões e inverdades, parcial, acrítica, e muitas vezes beirando o desonesto, cobertura da visita da presidenta Dilma a Cuba. Desde já, nossa imprensa elegeu a personagem da viagem, não importando o que irá acontecer: Yoani Sánchez, a blogueira cubana. Eleita estrela pop pela imprensa mundial já há algum tempo.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Fim das férias (30jan2012)

O retorno para casa, sendo minha casa em Cuiabá, sempre foi fonte de prazer para mim. Conheço pessoas que odeiam terminar as férias. Eu, pelo contrário, gosto. Desde que passei a morar em Cuiabá, em 1980, essa cidade conquistou meu coração, mesmo, ou talvez por isso, com todas as diferenças que ela tinha e tem em relação ao eixão Rio-São Paulo de onde vim.

O caminho

Na maior parte da década de 1980 as rodovias para cá eram boas, bem conservadas e com trânsito tranquilíssimo. No final dos anos 1980 e na década de 1990 assisti horrorizado o desmanche dos caminhos. O trecho entre Alto Araguaia-MT e Mineiros-GO foi desaparecendo até tornar-se um campo difuso de buracos onde 99% da cobertura asfáltica havia "evaporado". Como em qualquer estrada de terra, o que se via ali era um balé de carretas em zigue-zague escolhendo os menores desníveis para judiar menos do veículo. Na última vez em que passei por ali com a estrada nessas condições, fiz todo o trajeto com o meu automóvel em primeira marcha. Chuva e buracos formavam um tobogã infernal no qual me misturava aos caminhões, ultrapassando-os a velocidades incríveis de 20 a 25 km/h.

Daquele ponto em diante, cada viagem no trecho Cuiabá-São Paulo tornava-se em uma aventura, guiada pela consulta a caminhoneiros e policiais rodoviários sobre qual o caminho menos ruim. Não havia caminho bom. A ponto de eu imaginar Cuiabá isolada do país em termos de acesso rodoviário.

Uma viagem que normalmente teria 1.250 quilômetros (entre Bebedouro-SP e Cuiabá) passava a ter quilometragens variadas, chegando a algo acima de 1.600 quilômetros. Em duas ocasiões, nessas viagens de rotas alternativas, os pneus do meu carro foram estourados ao passar por "panelas" das quais foi impossível desviar. Ou era aquela "panela" ou seria uma outra maior ao lado dela.