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Cuiabá, Mato Grosso, Brazil
Geólogo e professor, trabalho este espaço como se participasse da confecção de um imenso tapete persa. Cada blogueiro e cada sitiante vai fazendo o seu pedaço. A minha parte vai contando de mim e de como vejo as coisas. Quando me afasto para ver em perspectiva, aprendo mais de mim, com todas as partes juntas. Cada detalhe é parte de um todo que se reconstitui e se metamorfoseia a cada momento do fazer. Ver, rever, refletir, fazer, pensar, mudar, fazer diferente... Não necessariamente melhor, mas diferente, para refazer e rever e refletir e... Ninguém sabe para onde isso leva, mas sei que não estou parado e que não tenho medo de colaborar com umas quadrículas na tecedura desse multifacetado tapete de incontáveis parceiros tapeceiros mundo afora.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Ah, Elis Regina... É tão bom voltar a ouvir sua fala
(22dez2014)

Assisti no Youtube a uma entrevista de Elis Regina. Após tantos anos de sua morte, ela vem lentamente desaparecendo da mídia. As imagens que mostram sua força e suas opiniões marcantes, além da beleza em seus gestos e do brilho de seus sorrisos e risadas, foram lentamente esmaecendo em minha memória. Não esquecidas, mas perdendo o brilho. Hoje, seus olhos e sua voz, no vídeo, refizeram e fizeram ainda crescer minha admiração por ela.

O tempo vivido desde então me deu mais critérios para, hoje, entender melhor sobre o que Elis falava.

Uma personalidade inesquecível. Intensa. Íntegra.

O mais interessante é ver o quão atual é sua fala.

Essa entrevista foi concedida na TV Cultura de São Paulo em 5 de janeiro de 1982. Catorze dias depois Elis morreu. Foi sua última entrevista.

Vale a pena conferir. Quem a viu à época refrescará sua memória, reavivando o prazer de revê-la. Quem não a conheceu, os jovens de hoje, aposto que deverão ficar encantados com essa personalidade tão marcante, entendendo que ela não somente cantava, e muito, mas tinha muita clareza sobre o mundo em que vivia.

Pena que ela partiu. Hoje estaria à beira dos 70 anos, e fico imaginando como ela seria hoje em nosso cenário do terceiro milênio caso ela mantivesse essa lucidez e sensibilidade.


domingo, 21 de dezembro de 2014

O dia que Einstein temia parece ter finalmente chegado
(21dez2014)

Publicado por BostonBob no blog Jim Quinn's Burning Platform, replicado no sítio Zero Hedge

Tomando café com amigos

Um dia na praia

Torcendo por seu time

Jantando com seus amigos

Um encontro íntimo

Conversando com sua melhor amiga

Uma visita ao museu

Desfrutando da vista da cidade

"Eu temo o dia em que a tecnologia sobrepujará nossa interação humana. O mundo terá uma geração de idiotas" (Albert Einstein)

Tradução: Aquiles Lazzarotto

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Celebrem-se
(16dez2014)

Mensagem do Conselho
Por Ron Head
Em 13 de dezembro de 2014


Nós hoje voltamos a um dos nossos assuntos favoritos: energia. Esperamos lhes dar uma visão ligeiramente diferente do que está acontecendo nesta época. Para alguns de vocês isto soará como verdade verdadeira. Que o bom Dr. Seuss nos perdoe. Para outros permanecerá ainda, por enquanto, como algo de uma possibilidade desejável. E claro, há ainda aqueles que ainda estão em negação ou estão completamente inconscientes do assunto.

Nós sabemos que alguns de vocês são capazes de ver as energias de que falamos. Outros de vocês estão se tornando bem capazes de sentir fisicamente as ondas conforme vertem em seus corpos e ambiente. E há inúmeras permutas dessas capacidades. Alguns também são sensíveis às mudanças que eles observam em seus corpos e seus arredores. Alguns outros novamente estão se sentindo em algum precipício indefinido. Alguma coisa grande está acontecendo, mas vocês não sabem o que é.

No passado recente vocês experimentaram outros momentos assim, cada um energético em natureza, cada um facilmente capaz de passar despercebido por aqueles que estão ao seu redor. Mas para vocês, ao observarem estes últimos anos, cada um marcou um trampolim de mudança e crescimento. Vocês poderão pensar que vocês não podem “pôr o dedo nisso”, como vocês dizem. Mas vocês sabem que de alguma forma vocês não são de modo algum as pessoas que vocês eram há apenas poucos anos atrás.

Cada um desses marcadores tem sido de intensidade e efeito crescentes. E se vocês tivessem experimentado o último primeiramente, vocês teriam dificuldade de assimilá-lo em suas vidas, mesmo se vocês fossem capazes de assimilar. Tudo isso tem sido muito bem planejado. E agora vocês sabem que nós lhes diremos que vocês participaram do comitê de planejamento.

Agora, no final deste ano, vocês estão rapidamente se aproximando de outro desses marcadores. Vocês notaram outro alinhamento único em seu céu e vocês o estão chamando de um portal, uma entrada. Entendam que o que vocês observam do lado de fora é um reflexo do que está dentro. Nós sempre dizemos isso. Seu céu reflete vocês tanto quanto vocês o refletem. Tudo é inseparável. Tudo é um.

O que está acontecendo é que todos vocês, reconhecendo ou não, alcançaram um marco na sua evolução de consciência, este mais intenso do que os anteriores, tal como eles foram. E agora os efeitos de suas mudanças estão se tornando cada vez mais inegáveis. Com certeza eles se tornarão óbvios para vocês mesmo que não para todos.

Há muitos grupos se reunindo para meditações nesta época, e isso é uma boa coisa, claro. Nós gostaríamos de entrar em uma energia ligeiramente mais alegre, como já fizemos antes, lhes oferecer uma imagem agradável de manter enquanto vocês pensam sobre como vocês estão se saindo.

Vocês têm o que chamam de voltas emocionantes. Em algumas dessas voltas o vagão é puxado por uma pequena distância até atingir o topo, em preparação para a queda que faz seus estômagos chegarem às suas gargantas. Há aquele lento clique, clique, clique e vocês sabem o que está vindo. A mais rápida das pausas e então... Bem, preparem-se porque é onde vocês estão agora, embora vocês possam somente ver a posteriori.

Da sua perspectiva, este tem sido um processo longo e lento. Nós damos os nossos mais profundos e sinceros parabéns por sua perseverança e dedicação.

Celebrem-se!


Copyright © Ronald Head. Todos os direitos reservados.
Você pode copiar e redistribuir este material contanto que não o altere de nenhuma forma, que o conteúdo permaneça completo e inclua esta nota de direito e o link: http://oraclesandhealers.wordpress.com/

Tradução: Blog SINTESE http://blogsintese.blogspot.com/

*****

Para quem, como eu, está acompanhando o noticiário sobre a economia mundial neste momento, essa mensagem faz todo o sentido. A imagem que me vinha à mente o tempo todo era a de uma montanha-russa, onde os altos e baixos de mercados de ações e de commodities se mostram extremos em questão de horas, prenunciando uma bem possível quebradeira geral do sistema financeiro.

Entendo que qualquer que sejam os desdobramentos disso tudo, seja essencial manter-se sereno e entender que mudanças nesse setor, e em todos os demais setores da vida, são muito bem-vindas, e, por mais assustadores que sejam os gritos midiáticos, vou lembrar que a grande mídia é a voz daqueles que atuam para ter o poder pelo poder, o poder SOBRE os outros. Portanto, seus eventuais gritos de pavor, tentando disseminar medo, para mim parecerão como o soar da boa hora em que mudanças estruturais estão chegando, tirando poder daqueles que, por ganância e sede de domínio, não hesitaram em nenhum momento ao fomentarem guerras e preconceitos étnicos e religiosos que tanto sofrimento causaram em povos de todas as partes do mundo.

Oxalá este Natal venha embalado com nossos melhores sentimentos de fraternidade, de amor incondicional, ao mesmo tempo em que os castelos construídos sobre as dores de muitos se tornem inúteis ruínas para os seus donos.

Oxalá, também, que todos esses que fizeram um uso triste de suas potencialidades possam passar a ver que a vida é mais do que aquilo que pensaram todo esse tempo, e que possam se reintegrar numa sociedade humana justa, fraterna e amorosa. Serão sempre bem-vindos.

domingo, 30 de novembro de 2014

Mutações
(30nov2014)

Encontrei este texto no blog A Procura, que me remeteu ao blog de seu autor, Márcio Valley. O texto ressoa bastante com a minha percepção sobre a nossa existência, razão pela qual o reproduzo aqui. Fiz uma leitura rápida, e devo retomá-las doravante, e constatei que os textos postados por Márcio, escritos de forma descomplicada, abordam aspectos importantes do viver levantando questionamentos que nos remetem a boas reflexões. Ademais, tanto o Assis (A Procura) quanto o Márcio apresentam visões políticas com as quais, no geral, concordo. Boa leitura.


Márcio Valley

Encontrei, por acaso, uma antiga colega de trabalho, a quem não via há quase dez anos. Cumprimentei-a efusivamente, mas notei sua aparente frieza. Como éramos muito próximos na época em que trabalhamos juntos, indaguei-a se não estava me reconhecendo. Sua resposta perturbou-me pela sinceridade e coerência: "Eu conheci você, dez anos atrás, hoje não o conheço mais". Isso, num primeiro momento, pode parecer carregar algo de grosseiro, mas basta pensarmos um pouco mais profundamente para percebermos que ela está coberta de razão. De fato, quem permanece a mesma pessoa após dez anos? Já dizia Heráclito, o filósofo da fluidez, do fluxo incessante de mutabilidades, que um mesmo ser humano não se banha duas vezes no mesmo rio, pois, na segunda oportunidade, já não será molhado pelas mesmas águas. A própria pessoa tampouco carregará consigo as mesmas convicções e questionamentos que a identificavam, além do que praticamente todas as células que compunham aquele corpo que se banhou já terão morrido. Então, com corpo novo e mente nova, que pode haver de comum entre o antigo ser e o atual? Sim, minha colega estava certa. Eu não era mais a mesma pessoa que ela conheceu, assim como ela não mais era quem eu achava que ela era. Isso não significa um juízo de mérito sobre a melhor pessoa, a do passado ou a do presente. Tanto se pode modificar para o bem, como para o mal. Significa apenas que, se nos reaproximássemos, seria quase como se estivéssemos conhecendo pessoas a nós jamais apresentadas antes. Deveríamos aprender novamente sobre nossas qualidades e defeitos. Porém, infelizmente, isso não se tornou necessário, dado que o reencontro limitou-se àquela ocasião. Se, ao contrário do que nos aconteceu, nossa convivência não tivesse cessado, ainda assim seríamos diferentes do que éramos dez anos antes. Contudo, por conta da convivência ininterrupta, teríamos vivenciado as paulatinas mutações e delas teríamos inteiro conhecimento. A convivência impede a estranheza, evita as surpresas. Se o tempo é, por uma de suas faces, o remédio que tudo cura, pela outra, gêmea da primeira, é o veneno que mata o mais forte dos sentimentos. Não existe, propriamente, uma diferença entre remédio e veneno, é apenas uma questão de intensidade. Se ficarmos longe tempo o bastante, esqueceremos nossa própria língua, assim como tudo o que amamos ou que odiamos. Esqueceremos até de nós mesmos, de quem fomos. Quanto mais o tempo passa, mais tenho a sensação de que aquela criança de que me recordo jamais fui eu, cada vez mais difusa a memória, mais similar a um sonho, ou mesmo a um pesadelo, do que a qualquer realidade antiga minha compatível com a de hoje. Ainda assim, eu me recordo e são essas lembranças que fazem a ligação do eu-antigo com o eu-novo e dão-me a falsa impressão de que esse eu é sempre o mesmo. São, porém, como recordações que herdei de um estranho que habitava um antigo corpo que já morreu e que nem é o meu. É quase como se, a cada noite dormida, despertasse um novo ser humano com a memória de outro que se foi, muito parecido com aquele que foi dormir, mas um pouco diferente. E o acúmulo dessas pequenas diferenças, no fim de um certo tempo, gera algo completamente distinto, mas que carrega o mesmo nome e quase o mesmo rosto. E essa diferença é tamanha, que chego a acreditar que tenho mais semelhanças ideológicas com minhas filhas do que com o menino que fui um dia. Carrego mais um sentimento de dó do que de saudade daquele menino. Suas lembranças, que herdei, são sofridas. Tento, porém, não culpá-lo, ou às suas circunstâncias, demasiadamente pelo que sou. Muitas oportunidades foram surgindo, muitas esquinas foram dobradas, e em cada uma delas a opção foi feita pelos diversos eu-atual que existiram, alguns muito tempo depois do eu-menino que se foi. Já que estamos constantemente em mutação, fica a questão: temos algum domínio sobre essas mudanças? Podemos agir ativamente para nos tornar melhor? São perguntas difíceis para as quais talvez não existam respostas adequadas. Às vezes somos engolidos em nossas pretensões. A vida é muito mais forte do que nós e muitas vezes nos empurra por caminhos pelos quais jamais pensamos ingressar. E isso nos modifica independentemente de nossas vontades. Porém, penso que sim, que podemos ao menos tentar atuar para nos melhorar como pessoas. De que forma? Sinceramente, não sei dizer. Não creio que existam fórmulas universais. Especificamente no meu caso, tento acreditar que uma maneira é deixar de lado os sentimentos negativos. A raiva, a inveja, a mágoa, o sentimento de vingança, a cobiça, a ganância, tudo isso age contra mim, tenho certeza. A vingança bem sucedida não me traz a mesma paz que obtenho do perdão sincero a quem me magoa. Também acredito que o conhecimento é capaz de aperfeiçoar o ser humano. Para outros, a caridade e o altruísmo podem ser o caminho. Alguns encontrarão no amor a alguém, na entrega, o melhor jeito de melhorar. Saber que o ser humano está sempre em mutação oferece um outro consolo: se não podemos consertar todos os estragos do passado, é possível melhorar o seu autor, evitando repeti-los no futuro. Dentre outras coisas, a mudança pode trazer sabedoria.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Farsa do Aquecimento Global levou cientista a se desfiliar da American Physical Society
(29out2014)

Publicada no sítio do Telegraph em 9/10/2010, traduzo aqui alguns trechos de longa carta enviada pelo Professor Hal Lewis à American Physical Society em que solicita seu desligamento daquela instituição. Somente agora, quatro anos depois, seguindo uma série de links, tomei conhecimento dessa notícia, e considerei relevante compartilhá-la aqui, uma vez que o tema me interessa e sobre ele já postei:

Não houve aquecimento global nos últimos 15 anos (1fev2012)

Aquecimento global: origem e natureza do alegado consenso científico (4fev2012)

- Molion (histeria) | 10 x 0 | Fearnside (aquecimento) (8fev2012)

Em 2000, o geólogo Geraldo Lino já desnudava as raízes das crises mundiais atuais (17fev2012)


Atualmente já é possível perceber que o termo Aquecimento Global está sendo abandonado, passando a se tratar de Mudanças Climáticas, em seu lugar. As previsões catastróficas sobre o rápido aquecimento não foram confirmadas pelos fatos. Mas, a essência da insistência sobre o tema continua a mesma: a implementação da Economia Verde, de grande interesse para o capital para o estabelecimento de mais uma forma de dominação e controle na economia e na política mundial.

A íntegra da carta de Hal Lewis, em inglês, encontra-se no link que apresentei acima, do Telegraph, e nela o Professor apresenta em maiores detalhes suas motivações.

* * * * * * * *

Professor Emérito Hal Lewis demite-se da American Physical Society 


O que se segue é uma carta à Sociedade Americana de Física lançada a público pelo Professor Emérito de Física Hal Lewis, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara.

Enviado: sexta-feira, outubro 8, 2010 17:19 Hal Lewis 
De: Hal Lewis, da Universidade da Califórnia, Santa Barbara 
Para: Curtis G. Callan, Jr., da Universidade de Princeton, presidente da Sociedade Americana de Física 
06 de outubro de 2010 

Caro Curt: 
Quando entrei pela primeira vez na American Physical Society (APS), 67 anos atrás, ela era muito menor, muito mais suave e, no entanto, não corrompida pela inundação de dinheiro (uma ameaça contra a qual Dwight Eisenhower alertou meio século atrás). 
Na verdade, a escolha da física como profissão era então uma garantia de uma vida de pobreza e de abstinência – foi a Segunda Guerra Mundial que mudou tudo isso. A perspectiva de ganho mundano apossou-se de alguns físicos. Tão recentemente quanto 35 anos atrás, quando eu presidi o primeiro estudo da APS de uma questão controversa social / científica, “O Estudo da Segurança Nuclear”, embora houvesse fanáticos em grande quantidade no exterior, não havia nenhum indício de pressão excessiva sobre nós como físicos. Estávamos, portanto, capacitados a produzir o que eu acredito que tenha sido uma avaliação honesta da situação naquele momento. Fomos mais habilitados pela presença de um comitê de supervisão constituído por Pief Panofsky, Vicki Weisskopf e Hans Bethe, todos eles físicos imponentes irrepreensíveis. Eu estava orgulhoso do que fizemos em uma atmosfera carregada. No final, o comitê de supervisão, no seu relatório ao Presidente APS, observou a completa independência com que se fez o trabalho, e previu que o relatório seria atacado pelos dois lados. Que tributo maior poderia haver? 
Como é diferente agora. Os gigantes já não caminham sobre a terra, e a inundação de dinheiro tornou-se a razão de ser de grande parte da pesquisa física, o sustento vital de muito mais, e fornece o suporte para um número incontável de empregos profissionais. Por razões que logo ficarão mais claras, o meu antigo orgulho em ser uma membro da APS por todos estes anos foi transformado em vergonha, e eu sou forçado, sem nenhum prazer, a oferecer-lhe a minha demissão da Sociedade. 
É claro, a farsa do aquecimento global, com os (literalmente) trilhões de dólares a conduzi-la, que corrompeu tantos cientistas, e levou a APS à sua frente como uma onda gigantesca. É a maior e mais bem sucedida fraude pseudocientífica que eu já vi em minha longa vida de físico. Qualquer pessoa que tenha a menor dúvida de que isso é assim deve forçar-se a ler os documentos ClimateGate, que a deixam nua. (O livro de Montford organiza os fatos muito bem.) Eu não acredito que qualquer físico verdadeiro, ou qualquer cientista, possa ler esse material sem sentir repulsa. Gostaria quase de fazer com que repulsa fosse uma definição da palavra cientista.
[...]
A direção da APS tem jogado com o problema desde o início, para suprimir conversas sérias sobre os méritos das reivindicações de mudanças climáticas. Você imagina por que eu perdi a confiança na organização? 
Eu sinto a necessidade de acrescentar uma nota, e isso é conjectura, uma vez que é sempre arriscado discutir os motivos das outras pessoas. Este esquema na alta direção da APS é tão bizarro que não pode haver uma explicação simples para isso. Alguns defenderam que os físicos de hoje não são tão inteligentes como eles costumavam ser, mas eu não acho que isso seja um problema. Eu acho que é o dinheiro, exatamente sobre o que Eisenhower alertou meio século atrás. De fato, há trilhões de dólares envolvidos, para não falar da fama e glória (e frequentes viagens a ilhas exóticas) que derivam de se ser um membro do clube. Seu próprio Departamento de Física (do qual você é presidente) iria perder milhões por ano, se estourasse a bolha do aquecimento global. [...] Como diz o velho ditado, você não tem que ser um meteorologista para saber para que lado o vento está soprando. Como eu não sou filósofo, não vou explorar sobre justamente em que ponto o autointeresse esclarecido cruza a linha da corrupção, mas uma leitura cuidadosa dos lançamentos ClimateGate deixa claro que esta não é uma questão acadêmica. 
Eu não quero participar disso; então, por favor, aceite meu pedido de demissão. A American Physical Society já não me representa, mas espero que ainda sejamos amigos. 
Hal

sábado, 11 de outubro de 2014

Jornalista alemão denuncia: "respeitáveis" jornalistas recebem propina para serem pró-americanos
(11out2014)

O texto a seguir é uma razoável (sofrível) tradução de postagem feita por Laura Bruno em seu blog:
Udo Ulfkotte, jornalista alemão, revela ligações de jornalistas com a CIA. Ele decidiu falar porque está envergonhado com os rumos que a mídia promove a guerra. Ele admite ter recebido subornos e descreve a Alemanha como uma colônia dos Estados Unidos. Todos os "respeitáveis" jornais ou empresas de notícias alemães são "convidados" de organizações transatlânticas que esperam notícias, artigos e coberturas jornalísticas pró-americanos em troca de suborno e cidadania honorária. Isso está acontecendo na Alemanha, mas ele suspeita que que seja o mesmo caso especialmente com Inglaterra, Israel, Austrália, Nova Zelândia, Taiwan e muitos outros países (provavelmente, ao que me parece, também no Brasil) onde você encontra pessoas que se proclamam jornalistas respeitáveis,mas se você olhar por detrás você descobrirá que são marionetes nas cordas manipuladas pela CIA.
Um vídeo necessário para quem pensa que os "teóricos da conspiração" são idiotas quando proclamam que a grande mídia mente e que a CIA está infiltrada em tudo visando construir uma realidade de consenso.

O vídeo é em inglês, mas é bastante acessível para quem tem um pouco de conhecimento daquela língua, pois trata-se de um alemão falando inglês, e o faz com uma pronúncia bem clara.


O vídeo está postado no Youtube. Veja neste link informações sobre quem é Udo Ulfkotte.


Atualização em 25 de novembro de 2014:

Publicada hoje no sítio Viomundo, com o título "Jornalista alemão denuncia controle da CIA sobre a mídia", a transcrição da entrevista de Udo Ulfkotte:
Sou jornalista há 25 anos, e fui criado para mentir, trair, e não dizer a verdade ao público. Mas vendo agora, e nos últimos meses, o quanto … como alemão a mídia dos EUA tentar trazer a guerra para os europeus, para trazer a guerra à Rússia. Este é um ponto de não retorno, e eu vou me levantar e dizer … que o que eu fiz no passado, não é correto, manipular as pessoas, para fazer propaganda contra a Rússia e o que os meus colegas fizeram no passado, porque eles são subornados para trair o povo, não só na Alemanha, mas de toda a Europa.

A razão para este livro é que estou muito preocupado com uma nova guerra na Europa, e eu não quero de novo a situação, porque a guerra nunca vem de si mesmo, há sempre pessoas atrás que levam à guerra, e não é só políticos, jornalistas também.
Eu só escrevi no livro sobre como traimos no passado nossos leitores apenas para empurrar para a guerra, e porque eu não quero isso, eu estou cansado dessa propaganda. Nós vivemos em uma república de bananas, não é um país democrático, onde teríamos a liberdade de imprensa, direitos humanos.
[...]
Se você olhar para a mídia alemã, especialmente os meus colegas que, dia após dia, escrevem contra os russos, que estão em organizações transatlânticas, que são apoiados pelos Estados Unidos para fazer isso, pessoas como eu. Eu me tornei um cidadão honorário do Estado de Oklahoma. Por que exatamente? Só porque eu escrevia pró-Estados Unidos. Eu escrevia pro-Estados Unidos e fui apoiado pela Agência Central de Inteligência, a CIA. Por quê? Porque eu tinha que ser pró-americano.
Estou cansado disso. Eu não quero! E assim que eu acabei de escrever o livro — não para ganhar dinheiro, não, ele vai me custar um monte de problemas — só para dar às pessoas, neste país, a Alemanha, na Europa e em todo o mundo, apenas para dar-lhes um vislumbre do que se passa por trás das portas fechadas.
[...]
Sim, existem muitos exemplos disso: se você voltar na história, em 1988, se você for ao seu arquivo, você encontrará em março de 1988 que os curdos do Iraque foram atacados com gás tóxico, o que se tornou conhecido em todo o mundo. Mas em julho de 1988, eles [o jornal alemão] me mandaram para uma cidade chamada Zubadat, que fica na fronteira entre Iraque e Irã.
Foi na guerra entre iranianos e iraquianos, e eu fui enviado para lá para fotografar como os iranianos tinham sido atacados com gases venenosos, gás venenoso alemão. Sarin, gás mostarda, fabricado pela Alemanha. Eles foram mortos e eu estava lá para tirar fotos de como essas pessoas foram atacadas com gás venenoso da Alemanha. Quando voltei para a Alemanha, só saiu uma pequena foto no jornal, o Frankfurter Allgemeine, e saiu apenas uma pequena seção sem descrever como era impressionante, brutal, desumano e terrível, matar … matar, décadas após a Segunda Guerra Mundial, o povo com gás venenoso alemão.
Foi uma situação em que eu me senti abusado por estar lá apenas para fazer um documentário sobre o que tinha acontecido, mas não estar autorizado a revelar ao mundo o que tínhamos feito atrás das portas fechadas. Até hoje, não é bem conhecido do público alemão que havia gás alemão, houve centenas de milhares de pessoas atingidas nesta cidade de Zubadat.
Agora, você me perguntou o que eu fiz para as agências de inteligência. Então, por favor, entenda que a maioria dos jornalistas que você vê em outros países afirmam ser jornalistas, e eles poderiam ser jornalistas, jornalistas europeus ou americanos … mas muitos deles, como eu no passado, são supostamente chamado de “informantes não-oficiais”.
É assim que os americanos chamam. Eu era um “informante não-oficial”. A cobertura extra-oficial, o que isso significa?
Isso significa que você trabalha para uma agência de inteligência, você os ajuda se eles querem que você para ajude, mas nunca, nunca [...] quando você for pego, se descobrem que você não é só um jornalista, mas também um espião, eles nunca dirão “era um dos nossos.”
Isso é o que significa uma cobertura extra-oficial. Então, eu ajudei-os várias vezes, e agora eu me sinto envergonhado por isso também. Da mesma forma que eu sinto vergonha de ter trabalhado para jornais como o Frankfurter Allgemeine, porque eu fui subornado por bilionários, subornado pelos norte-americanos para não refletir com precisão a verdade .
[...]
Eu só imaginava, quando eu estava no meu carro para vir a esta entrevista, tentei perguntar o que teria acontecido se eu tivesse escrito um artigo pró-russo no Frankfurter Allgemeine. Bem, eu não sei o que teria acontecido. Mas todos nós fomos ensinados a escrever artigos pró-europeus, pró-americanos, mas por favor não pró-russos. Portanto, estou muito triste por isso …. Mas não é assim que eu entendo a democracia, a liberdade de imprensa, e eu realmente sinto muito por isso.
[...]
Sim, eu entendi a pergunta. A Alemanha ainda é uma espécie de colônia dos EUA, você verá em muitos aspectos; como [o fato de que] a maioria dos alemães não querem ter armas nucleares em nosso país, mas ainda temos armas nucleares americanas.
Então, sim, nós ainda somos uma espécie de colônia americana e, por ser uma colônia, é muito fácil de se aproximar de jovens jornalistas através de (e isso é muito importante) organizações transatlânticas.
Todos os jornalistas de jornais alemães altamente respeitados e recomendados, revistas, estações de rádio, canais de TV, são todos membros ou convidados destas grandes organizações transatlânticas. E nestas organizações transatlânticas, você é abordado por ser pró-americano. Não há ninguém que vem a você e diz: “Nós somos a CIA. Gostaria de trabalhar para nós? “. Não! Esta não é a maneira que acontece.
O que essas organizações transatlânticas fazem é convidá-lo para ver os Estados Unidos, pagam por isso, pagam todas as suas despesas, tudo. Assim, você é subornado, você se torna mais e mais corrupto, porque eles fazem de você um bom contato. Então, você não vai saber que esses bons contatos, digamos, não-oficiais, são de pessoas que trabalham para a CIA ou outras agências dos EUA.
Então, você faz amigos, você acha que você é amigo e você vai cooperar com eles. E se perguntam: “Você poderia me fazer um favor?”. Em seguida, seu cérebro passa por uma lavagem cerebral. A pergunta: é apenas o caso com jornalistas alemães? Não! Eu acho que este é particularmente o caso com jornalistas britânicos, porque eles têm uma relação muito mais próxima. Também é particularmente o caso com jornalistas israelenses. É claro que com jornalistas franceses, mas não tanto como com os jornalistas alemães ou britânicos.
Este é o caso para os australianos, os jornalistas da Nova Zelândia, de Taiwan e de muitos países. Os países do mundo árabe, como a Jordânia, por exemplo, como Omã. Há muitos países onde você encontra pessoas que se dizem jornalistas respeitáveis, mas se você olhar para trás, você vai descobrir que eles são fantoches manipulados pela CIA.
[...]
Desculpe-me por interrompê-lo, dou-lhe um exemplo. Às vezes, as agências de inteligência vêm para o seu escritório e sugerem que você escreva um artigo. Dou-lhe um exemplo, não de um jornalista estranho, mas de mim mesmo. Eu só esqueci o ano. Só me lembro que o serviço de inteligência alemão no exterior, o Serviço Federal de Inteligência da Alemanha (isto é apenas uma organização irmã da Agência Central de Inteligência) veio ao meu escritório Frankfurter Allgemeine em Frankfurt. Eles queriam que eu escrevesse um artigo sobre a Líbia e o coronel Kadafi. Eu não tinha absolutamente nenhuma informação secreta sobre Kadafi e Líbia. Mas eles me deram toda a informação em segredo, só queriam que eu assinasse o meu nome.
Eu fiz isso. Mas foi um artigo que foi publicado no Frankfurter Allgemeine, que originalmente veio do Serviço Federal de Inteligência da Alemanha, a agência de inteligência no exterior. Então, você realmente acha que isso é jornalismo? As agências de inteligência escreverem artigos?
[...]
Oh sim. Este artigo é parcialmente reproduzida no meu livro, este artigo foi “Como a Líbia e o coronel Kadafi secretamente tentam construir uma usina de gás tóxico em Rabta”. Acho que foi Rabta, sim. E eu tenho toda essa informação… foi uma história que foi impressa em todo o mundo, alguns dias depois. Mas eu não tinha nenhuma informação sobre o assunto e  foi a agência de inteligência que me sugeriu escrever o artigo. Então isso não é como o jornalismo deve funcionar, as agências de inteligência decidirem o que é publicado ou não.
[...]
Eu tive uma, duas, três … seis vezes a minha casa foi revistada, porque eu tenho sido acusado pelo procurador-geral alemão pela divulgação de segredos de Estado. Seis vezes invadiram a minha casa! Bem, eles esperavam que eu nunca iria me recuperar. Mas eu acho que é pior, porque a verdade virá à tona um dia. A verdade não vai morrer. E eu não me importo com o que acontecer. Eu tive três ataques cardíacos, não tenho filhos. Então, se eles querem me processar ou me jogar na cadeia… é pior para a verdade.

PS do Viomundo: Quem serão as fontes não oficiais da CIA no Brasil?

domingo, 5 de outubro de 2014

Ciência caminha para o que acreditávamos ser coisa de lunáticos
(3out2014)

Destaco algumas postagens do sítio Inovação Tecnológica que mostram que a Ciência atual caminha para muito do que acreditávamos que só poderia ser ficção científica. Um futuro que até então parecia distante, ou mesmo "cientificamente" impossível, aproxima-se velozmente, provavelmente confirmando teses caras aos defensores de que estamos no portal de uma Nova Era.

No artigo Motor quântico gera trabalho sem produzir nenhum atrito, informa-se que cientistas trabalham sobre um motor "que opera com atrito zero e, ainda assim, gera um trabalho". Cientistas do Laboratório Nacional de Los Alamos (EUA) "mostraram a possibilidade de construção de um motor 'super-adiabático', cujo funcionamento pode ser revertido sem qualquer dissipação de energia". Teria chegado a hora de rever nossos conceitos de termodinâmica?

Diagrama de pressão-volume do motor de ciclo Otto quântico. [Imagem: Campo, et al - 10.1038/srep06208, apud sítio Inovação Tecnológica]
No artigo Inflação cósmica balança, multiverso ganha firmeza, pode-se ler a declaração do cientista Paul Steinhardt, da Universidade de Princeton, um dos criadores da teoria inflacionário para o universo, o seguinte, em entrevista à revista New Scientist:
"O problema mais profundo é que, uma vez que a inflação começa, ela não termina da forma como estes cálculos simplistas sugerem. [...] Em vez disso, devido à física quântica, ela leva a um multiverso, onde o universo de divide em um número infinito de fragmentos. Os fragmentos incluem todas as propriedades concebíveis conforme você vai de um para o outro. Assim, não faz nenhum sentido dizer o que a inflação prevê, exceto dizer que ela prediz tudo. Se for fisicamente possível, então acontece no universo."
Por fim, por enquanto, o artigo Teólogo medieval antecipou teoria cosmológica atual aponta que cientistas "descobriram que um teólogo inglês previu a ideia dos multiversos em 1225". No tratado De Luce (Sobre a Luz), Robert Grosseteste, teólogo medieval, "propôs que o universo concêntrico começou com um flash de luz, que empurrou tudo a partir de um ponto minúsculo, formando uma grande esfera". Grosseteste propõe, também, "que a luz e a matéria são intimamente relacionadas - essencialmente acopladas".

A coincidência entre a cosmologia atual e o modelo proposto por Robert Grosseteste em 1225 é impressionante - e leva aos mesmos gargalos. [Imagem: McLeish et al., apud sítio Inovação Tecnológica]

Bibliografia citada nas postagens:

Campo, Adolfo del; Goold, J.; Paternostro, Mauro. More bang for your buck: Super-adiabatic quantum engines. Nature Scientific Reports, vol.: 4, Article number: 6208, DOI: 10.1038/srep06208.

McLeish, Tom C. B.; Bower, Richard G.; Tanner, Brian K.; Smithson, Hannah E.; Panti, Cecilia; Lewis, Neil; Gasper, Giles E. M.. History: a medieval multiverse. Nature, vol.:507, 161-163. DOI: 10.1038/507161a.