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Geólogo e professor, trabalho este espaço como se participasse da confecção de um imenso tapete persa. Cada blogueiro e cada sitiante vai fazendo o seu pedaço. A minha parte vai contando de mim e de como vejo as coisas. Quando me afasto para ver em perspectiva, aprendo mais de mim, com todas as partes juntas. Cada detalhe é parte de um todo que se reconstitui e se metamorfoseia a cada momento do fazer. Ver, rever, refletir, fazer, pensar, mudar, fazer diferente... Não necessariamente melhor, mas diferente, para refazer e rever e refletir e... Ninguém sabe para onde isso leva, mas sei que não estou parado e que não tenho medo de colaborar com umas quadrículas na tecedura desse multifacetado tapete de incontáveis parceiros tapeceiros mundo afora.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Um número infinito de Terras paralelas
(24dez2014)

Canalização de Bashar, reproduzida do sítio Sementes das Estrelas

A ideia agora é que o que muitos podem estar vendo nesta chamada “Nova Era” e consciência, são ainda mais e mais coisas negativas aparecendo. Mais e mais violência no planeta, mais e mais dicotomia e polaridade no planeta. Porque vocês estão no fim da era do ciclo da limitação, vocês não têm mais muito tempo para experienciar essas coisas.

Vocês têm que se apressar e pôr tudo pra fora, na mesa. Pra fora de seu sistema. Traga tudo para a superfície para que fique tudo transparente, para que você possa ver clara e exatamente o que todo mundo acredita, positivo e negativo. E fazer uma determinação a si mesmo: o que você quer escolher? Nada mais escondido. Absolutamente.

As pessoas que te odeiam, te odeiam e dizem isso! E tentam te matar! E dizem que gostam de fazer isso! E agora você tem uma oportunidade de simplesmente reconhecer que eles fizeram uma escolha, baseada nas próprias crenças e definições e que você pode se permitir a dar valor ao fato de que a alma deles está aprendendo com aquela experiência. Ou irá aprender em algum momento. E você pode reconhecer que isto tem uma vibração que não pode ser da sua preferência e isto pode ajudá-lo a fazer uma determinação sobre como se relacionar com seu mundo de uma forma diferente: mudar vocês mesmos, de tal maneira que é isso que irá realmente permitir que você experiencie um mundo diferente. E aqui está o segredo: não é porque o modo como você muda irá mudar os outros ao seu redor. É porque existem... e aí vem, prestem atenção: um número infinito de Terras paralelas já existentes, cada uma de uma vibração diferente, também representantes de uma realidade diferente.

E a vibração para a qual você mudou irá determinar qual Terra você experiencia, que já contém as pessoas que já são equivalentes àquela vibração. As pessoas ao seu redor podem parecer mudar, mas isso é uma ilusão de continuidade. Ou podem não parecer mudar. O ponto é que eventualmente você não vai mais interagir com elas, não mais experienciá-las, vai se perguntar onde elas foram. Elas podem se retirar de uma variedade de formas: podem fazer isso parecendo que morreram, podem fazer isso simplesmente desaparecendo de sua vida e você nunca saber o que aconteceu a elas. Mas o ponto é que eventualmente você irá perceber que o que você fez, mudando a si próprio, é que você simplesmente mudou a sua consciência para uma realidade paralela, onde aquelas vibrações não podem mais existir.

Você não mudou as pessoas. E se você ainda está interagindo com versões delas, é com isso que está interagindo. Você interage não com uma pessoa modificada, interage com uma versão desta pessoa que já existe naquela realidade, que é equivalente àquela realidade. Todas essas realidades paralelas já existem.

Mudar seu mundo não é de fato mudar seu mundo, é deixar um mundo e ir para outro. Mudar sua frequência para um programa diferente que já está passando em sua TV gigante do Universo. É isso que é. É por isso que dizem que se quiser mudar algo em seu mundo o que tem a fazer é de fato mudar a si mesmo. Você vai levar-se a um mundo onde aquela mudança já existe naturalmente naquele mundo.

Portanto a ideia de dar significado positivo à sua experiência irá permiti-lo extrair um efeito positivo e uma experiência positiva para você. Lembre-se, nós dissemos: a única coisa que é real é a experiência, só isso. Tudo mais nesse sentido é somente um símbolo, uma reflexão da experiência. A única coisa real é a experiência.

Realidade física não é real, empiricamente, por si mesma. Não há nenhum “lá fora”. Não há “lá fora”. Esta é a ilusão. Está tudo aqui, tudo agora.

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Em vídeo: Aqui

Canal: Darryl Anka
WebSite: http://www.bashar.org/
Canal no Youtube: BasharCommunications
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Quem é Bashar? Veja aqui
Transcrição: Elizabeth Jurelevicius

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Illuminati & Terras paralelas
(23dez2014)

Reproduzido do sítio Sementes das Estrelas

Shivai*, Bashar.

E você, Shivai*!

Saudações, velho amigo. Durante a última interação minha questão para você foi sobre nosso governo, e você disse que...

Sim, nós falamos sobre a ideia das diferenças entre república e democracia, sim, sim, sim...

Não, você disse que nós somos – viramos nosso governo, parece ser – minha pergunta tem várias partes. Tem a ver com os banqueiros illuminati e o fato de parecer muito claro agora e sem dúvida nenhuma de que há forças que controlam...

Pare, pare, pare! Uma entre outras coisas em termos de informação que não virá mais através deste terminal, será o apoio a teorias de medo.

Não são as teorias!

Pare! O que estamos dizendo é que entendemos que as pessoas que você descreve existem. Entendemos que pessoas no seu planeta têm esses tipos de intenções. Mas o ponto que dizemos é que vocês colocaram eles lá. Então, se você não quer que eles existam lá, remova-os. Fortaleça-se para fortalecê-los a serem pessoas verdadeiras e não as pessoas que agem por medo. E lembre-se novamente: não há apenas um mundo. Você está constantemente mudando para diferentes realidades paralelas. Assim, qualquer estado vibracional que você escolhe estar, será a Terra paralela que você vai experienciar. Se você mantiver o foco na ideia de quem está tentando controlar... Se você focar na ideia do medo... Este será o tipo de mundo que você vai experimentar. Mas as pessoas que se concentram na ideia de auto-fortalecimento estão experienciando AO MESMO TEMPO, outra Terra paralela onde não existem essas tais pessoas.

Bem, todos nesta sala estão experimentando a mesma realidade agora?

Não, esse é o ponto que você não entendeu. Eles não estão. Vocês estão experimentando realidades similares por acordo, mas elas não são realmente as mesmas.

Então há pessoas nesta sala que não têm qualquer ideia de que não serão afetadas de maneira nenhuma pelos campos da FEMA*?

Correto, correto! Há aqueles que serão afetados porque escolhem viver no medo. Há aqueles que nunca vão ver isso porque escolheram não viver. Literalmente assim.

Você pode compartilhar conosco se a população do planeta vai diminuir de modo significativo?

Qual planeta?

Terra.

Qual Terra?

Essa Terra.

Você não está entendendo. Você está mudando de realidade paralela para realidade paralela bilhões de vezes por segundo. Decida qual realidade você prefere. Algumas Terras serão despovoadas. Algumas não. Qualquer variação desta ideia que você puder imaginar é real. Mude para a que você preferir. Elas são todas reais. Mude para a que você preferir. Ponto. Você entende? Elas são todas reais. Mude para a que você preferir.

Sim e não... Eu entendo o que você está dizendo...

Não, óbvio que não.

Certo, não entendo... Porque eu gostaria de saber como mudar para um mundo onde...

Você está mudando. Você está sempre mudando. O modo com que você muda para o mundo que você prefere, com a energia que você prefere, torna esta energia você. E pare de comprar as ideias de medo.

Mas eu estou tentando olhar para a realidade do mundo ao meu redor e interpretá-la.

Você está se esquecendo de que falamos no sentido de que cada coisa é fundamentalmente neutra e não tem significado intrínseco. Não importa como se parece. Lembre-se: a maneira de medir se você mudou não é baseada em mudanças externas. É baseada na sua RESPOSTA às mudanças externas, independente delas parecerem iguais. ASSIM é que você sabe que não será afetado por qualquer coisa, que você prefere não ser afetado. Porque essa é a fase de energia que você criou e não importa como se parece. E não importa o que outra pessoa tenha de intenção para com você. Você não pode ser afetado pela intenção de alguém até que você acredite que pode ser ou escolha ser.

Assim há pessoas nesta realidade atual que só de olhar para o passado, não foram afetadas e não tiveram resultado negativo vindos de todas as ações tomadas até agora?

Sim! Se esforce para entender isso. Obrigado.

Obrigado.

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* Shivai é uma palavra na língua antiga de Bashar, que não se usa mais. Shivai representa o modo de dizer: "vá em frente." A ideia é simplesmente que na civilização de Bashar, quando um indivíduo tivesse um foco, tivesse um sonho, ninguém permitiria detê-lo. Ele iria para a frente, impulsionado para a frente de modo guerreiro: com uma visão clara, a intenção clara, a direção clara. E se existisse uma situação em que esta pessoa precisasse de um pouco de espaço para manifestar quem ele era, o indivíduo que estava naquele determinado caminho iria simplesmente naquele momento dizer "Shivai" e todos os outros seres estariam fora de seu caminho, para permitir que o seu objetivo, de modo claro e amplo, fosse alcançado.

* FEMA - Agência Federal de Gerenciamento de Emergências.

Em vídeo: Aqui

Canal: Darryl Anka
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Transcrição: Elizabeth Jurelevicius

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Ah, Elis Regina... É tão bom voltar a ouvir sua fala
(22dez2014)

Assisti no Youtube a uma entrevista de Elis Regina. Após tantos anos de sua morte, ela vem lentamente desaparecendo da mídia. As imagens que mostram sua força e suas opiniões marcantes, além da beleza em seus gestos e do brilho de seus sorrisos e risadas, foram lentamente esmaecendo em minha memória. Não esquecidas, mas perdendo o brilho. Hoje, seus olhos e sua voz, no vídeo, refizeram e fizeram ainda crescer minha admiração por ela.

O tempo vivido desde então me deu mais critérios para, hoje, entender melhor sobre o que Elis falava.

Uma personalidade inesquecível. Intensa. Íntegra.

O mais interessante é ver o quão atual é sua fala.

Essa entrevista foi concedida na TV Cultura de São Paulo em 5 de janeiro de 1982. Catorze dias depois Elis morreu. Foi sua última entrevista.

Vale a pena conferir. Quem a viu à época refrescará sua memória, reavivando o prazer de revê-la. Quem não a conheceu, os jovens de hoje, aposto que deverão ficar encantados com essa personalidade tão marcante, entendendo que ela não somente cantava, e muito, mas tinha muita clareza sobre o mundo em que vivia.

Pena que ela partiu. Hoje estaria à beira dos 70 anos, e fico imaginando como ela seria hoje em nosso cenário do terceiro milênio caso ela mantivesse essa lucidez e sensibilidade.


domingo, 21 de dezembro de 2014

O dia que Einstein temia parece ter finalmente chegado
(21dez2014)

Publicado por BostonBob no blog Jim Quinn's Burning Platform, replicado no sítio Zero Hedge

Tomando café com amigos

Um dia na praia

Torcendo por seu time

Jantando com seus amigos

Um encontro íntimo

Conversando com sua melhor amiga

Uma visita ao museu

Desfrutando da vista da cidade

"Eu temo o dia em que a tecnologia sobrepujará nossa interação humana. O mundo terá uma geração de idiotas" (Albert Einstein)

Tradução: Aquiles Lazzarotto

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Celebrem-se
(16dez2014)

Mensagem do Conselho
Por Ron Head
Em 13 de dezembro de 2014


Nós hoje voltamos a um dos nossos assuntos favoritos: energia. Esperamos lhes dar uma visão ligeiramente diferente do que está acontecendo nesta época. Para alguns de vocês isto soará como verdade verdadeira. Que o bom Dr. Seuss nos perdoe. Para outros permanecerá ainda, por enquanto, como algo de uma possibilidade desejável. E claro, há ainda aqueles que ainda estão em negação ou estão completamente inconscientes do assunto.

Nós sabemos que alguns de vocês são capazes de ver as energias de que falamos. Outros de vocês estão se tornando bem capazes de sentir fisicamente as ondas conforme vertem em seus corpos e ambiente. E há inúmeras permutas dessas capacidades. Alguns também são sensíveis às mudanças que eles observam em seus corpos e seus arredores. Alguns outros novamente estão se sentindo em algum precipício indefinido. Alguma coisa grande está acontecendo, mas vocês não sabem o que é.

No passado recente vocês experimentaram outros momentos assim, cada um energético em natureza, cada um facilmente capaz de passar despercebido por aqueles que estão ao seu redor. Mas para vocês, ao observarem estes últimos anos, cada um marcou um trampolim de mudança e crescimento. Vocês poderão pensar que vocês não podem “pôr o dedo nisso”, como vocês dizem. Mas vocês sabem que de alguma forma vocês não são de modo algum as pessoas que vocês eram há apenas poucos anos atrás.

Cada um desses marcadores tem sido de intensidade e efeito crescentes. E se vocês tivessem experimentado o último primeiramente, vocês teriam dificuldade de assimilá-lo em suas vidas, mesmo se vocês fossem capazes de assimilar. Tudo isso tem sido muito bem planejado. E agora vocês sabem que nós lhes diremos que vocês participaram do comitê de planejamento.

Agora, no final deste ano, vocês estão rapidamente se aproximando de outro desses marcadores. Vocês notaram outro alinhamento único em seu céu e vocês o estão chamando de um portal, uma entrada. Entendam que o que vocês observam do lado de fora é um reflexo do que está dentro. Nós sempre dizemos isso. Seu céu reflete vocês tanto quanto vocês o refletem. Tudo é inseparável. Tudo é um.

O que está acontecendo é que todos vocês, reconhecendo ou não, alcançaram um marco na sua evolução de consciência, este mais intenso do que os anteriores, tal como eles foram. E agora os efeitos de suas mudanças estão se tornando cada vez mais inegáveis. Com certeza eles se tornarão óbvios para vocês mesmo que não para todos.

Há muitos grupos se reunindo para meditações nesta época, e isso é uma boa coisa, claro. Nós gostaríamos de entrar em uma energia ligeiramente mais alegre, como já fizemos antes, lhes oferecer uma imagem agradável de manter enquanto vocês pensam sobre como vocês estão se saindo.

Vocês têm o que chamam de voltas emocionantes. Em algumas dessas voltas o vagão é puxado por uma pequena distância até atingir o topo, em preparação para a queda que faz seus estômagos chegarem às suas gargantas. Há aquele lento clique, clique, clique e vocês sabem o que está vindo. A mais rápida das pausas e então... Bem, preparem-se porque é onde vocês estão agora, embora vocês possam somente ver a posteriori.

Da sua perspectiva, este tem sido um processo longo e lento. Nós damos os nossos mais profundos e sinceros parabéns por sua perseverança e dedicação.

Celebrem-se!


Copyright © Ronald Head. Todos os direitos reservados.
Você pode copiar e redistribuir este material contanto que não o altere de nenhuma forma, que o conteúdo permaneça completo e inclua esta nota de direito e o link: http://oraclesandhealers.wordpress.com/

Tradução: Blog SINTESE http://blogsintese.blogspot.com/

*****

Para quem, como eu, está acompanhando o noticiário sobre a economia mundial neste momento, essa mensagem faz todo o sentido. A imagem que me vinha à mente o tempo todo era a de uma montanha-russa, onde os altos e baixos de mercados de ações e de commodities se mostram extremos em questão de horas, prenunciando uma bem possível quebradeira geral do sistema financeiro.

Entendo que qualquer que sejam os desdobramentos disso tudo, seja essencial manter-se sereno e entender que mudanças nesse setor, e em todos os demais setores da vida, são muito bem-vindas, e, por mais assustadores que sejam os gritos midiáticos, vou lembrar que a grande mídia é a voz daqueles que atuam para ter o poder pelo poder, o poder SOBRE os outros. Portanto, seus eventuais gritos de pavor, tentando disseminar medo, para mim parecerão como o soar da boa hora em que mudanças estruturais estão chegando, tirando poder daqueles que, por ganância e sede de domínio, não hesitaram em nenhum momento ao fomentarem guerras e preconceitos étnicos e religiosos que tanto sofrimento causaram em povos de todas as partes do mundo.

Oxalá este Natal venha embalado com nossos melhores sentimentos de fraternidade, de amor incondicional, ao mesmo tempo em que os castelos construídos sobre as dores de muitos se tornem inúteis ruínas para os seus donos.

Oxalá, também, que todos esses que fizeram um uso triste de suas potencialidades possam passar a ver que a vida é mais do que aquilo que pensaram todo esse tempo, e que possam se reintegrar numa sociedade humana justa, fraterna e amorosa. Serão sempre bem-vindos.

domingo, 30 de novembro de 2014

Mutações
(30nov2014)

Encontrei este texto no blog A Procura, que me remeteu ao blog de seu autor, Márcio Valley. O texto ressoa bastante com a minha percepção sobre a nossa existência, razão pela qual o reproduzo aqui. Fiz uma leitura rápida, e devo retomá-las doravante, e constatei que os textos postados por Márcio, escritos de forma descomplicada, abordam aspectos importantes do viver levantando questionamentos que nos remetem a boas reflexões. Ademais, tanto o Assis (A Procura) quanto o Márcio apresentam visões políticas com as quais, no geral, concordo. Boa leitura.


Márcio Valley

Encontrei, por acaso, uma antiga colega de trabalho, a quem não via há quase dez anos. Cumprimentei-a efusivamente, mas notei sua aparente frieza. Como éramos muito próximos na época em que trabalhamos juntos, indaguei-a se não estava me reconhecendo. Sua resposta perturbou-me pela sinceridade e coerência: "Eu conheci você, dez anos atrás, hoje não o conheço mais". Isso, num primeiro momento, pode parecer carregar algo de grosseiro, mas basta pensarmos um pouco mais profundamente para percebermos que ela está coberta de razão. De fato, quem permanece a mesma pessoa após dez anos? Já dizia Heráclito, o filósofo da fluidez, do fluxo incessante de mutabilidades, que um mesmo ser humano não se banha duas vezes no mesmo rio, pois, na segunda oportunidade, já não será molhado pelas mesmas águas. A própria pessoa tampouco carregará consigo as mesmas convicções e questionamentos que a identificavam, além do que praticamente todas as células que compunham aquele corpo que se banhou já terão morrido. Então, com corpo novo e mente nova, que pode haver de comum entre o antigo ser e o atual? Sim, minha colega estava certa. Eu não era mais a mesma pessoa que ela conheceu, assim como ela não mais era quem eu achava que ela era. Isso não significa um juízo de mérito sobre a melhor pessoa, a do passado ou a do presente. Tanto se pode modificar para o bem, como para o mal. Significa apenas que, se nos reaproximássemos, seria quase como se estivéssemos conhecendo pessoas a nós jamais apresentadas antes. Deveríamos aprender novamente sobre nossas qualidades e defeitos. Porém, infelizmente, isso não se tornou necessário, dado que o reencontro limitou-se àquela ocasião. Se, ao contrário do que nos aconteceu, nossa convivência não tivesse cessado, ainda assim seríamos diferentes do que éramos dez anos antes. Contudo, por conta da convivência ininterrupta, teríamos vivenciado as paulatinas mutações e delas teríamos inteiro conhecimento. A convivência impede a estranheza, evita as surpresas. Se o tempo é, por uma de suas faces, o remédio que tudo cura, pela outra, gêmea da primeira, é o veneno que mata o mais forte dos sentimentos. Não existe, propriamente, uma diferença entre remédio e veneno, é apenas uma questão de intensidade. Se ficarmos longe tempo o bastante, esqueceremos nossa própria língua, assim como tudo o que amamos ou que odiamos. Esqueceremos até de nós mesmos, de quem fomos. Quanto mais o tempo passa, mais tenho a sensação de que aquela criança de que me recordo jamais fui eu, cada vez mais difusa a memória, mais similar a um sonho, ou mesmo a um pesadelo, do que a qualquer realidade antiga minha compatível com a de hoje. Ainda assim, eu me recordo e são essas lembranças que fazem a ligação do eu-antigo com o eu-novo e dão-me a falsa impressão de que esse eu é sempre o mesmo. São, porém, como recordações que herdei de um estranho que habitava um antigo corpo que já morreu e que nem é o meu. É quase como se, a cada noite dormida, despertasse um novo ser humano com a memória de outro que se foi, muito parecido com aquele que foi dormir, mas um pouco diferente. E o acúmulo dessas pequenas diferenças, no fim de um certo tempo, gera algo completamente distinto, mas que carrega o mesmo nome e quase o mesmo rosto. E essa diferença é tamanha, que chego a acreditar que tenho mais semelhanças ideológicas com minhas filhas do que com o menino que fui um dia. Carrego mais um sentimento de dó do que de saudade daquele menino. Suas lembranças, que herdei, são sofridas. Tento, porém, não culpá-lo, ou às suas circunstâncias, demasiadamente pelo que sou. Muitas oportunidades foram surgindo, muitas esquinas foram dobradas, e em cada uma delas a opção foi feita pelos diversos eu-atual que existiram, alguns muito tempo depois do eu-menino que se foi. Já que estamos constantemente em mutação, fica a questão: temos algum domínio sobre essas mudanças? Podemos agir ativamente para nos tornar melhor? São perguntas difíceis para as quais talvez não existam respostas adequadas. Às vezes somos engolidos em nossas pretensões. A vida é muito mais forte do que nós e muitas vezes nos empurra por caminhos pelos quais jamais pensamos ingressar. E isso nos modifica independentemente de nossas vontades. Porém, penso que sim, que podemos ao menos tentar atuar para nos melhorar como pessoas. De que forma? Sinceramente, não sei dizer. Não creio que existam fórmulas universais. Especificamente no meu caso, tento acreditar que uma maneira é deixar de lado os sentimentos negativos. A raiva, a inveja, a mágoa, o sentimento de vingança, a cobiça, a ganância, tudo isso age contra mim, tenho certeza. A vingança bem sucedida não me traz a mesma paz que obtenho do perdão sincero a quem me magoa. Também acredito que o conhecimento é capaz de aperfeiçoar o ser humano. Para outros, a caridade e o altruísmo podem ser o caminho. Alguns encontrarão no amor a alguém, na entrega, o melhor jeito de melhorar. Saber que o ser humano está sempre em mutação oferece um outro consolo: se não podemos consertar todos os estragos do passado, é possível melhorar o seu autor, evitando repeti-los no futuro. Dentre outras coisas, a mudança pode trazer sabedoria.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Farsa do Aquecimento Global levou cientista a se desfiliar da American Physical Society
(29out2014)

Publicada no sítio do Telegraph em 9/10/2010, traduzo aqui alguns trechos de longa carta enviada pelo Professor Hal Lewis à American Physical Society em que solicita seu desligamento daquela instituição. Somente agora, quatro anos depois, seguindo uma série de links, tomei conhecimento dessa notícia, e considerei relevante compartilhá-la aqui, uma vez que o tema me interessa e sobre ele já postei:

Não houve aquecimento global nos últimos 15 anos (1fev2012)

Aquecimento global: origem e natureza do alegado consenso científico (4fev2012)

- Molion (histeria) | 10 x 0 | Fearnside (aquecimento) (8fev2012)

Em 2000, o geólogo Geraldo Lino já desnudava as raízes das crises mundiais atuais (17fev2012)


Atualmente já é possível perceber que o termo Aquecimento Global está sendo abandonado, passando a se tratar de Mudanças Climáticas, em seu lugar. As previsões catastróficas sobre o rápido aquecimento não foram confirmadas pelos fatos. Mas, a essência da insistência sobre o tema continua a mesma: a implementação da Economia Verde, de grande interesse para o capital para o estabelecimento de mais uma forma de dominação e controle na economia e na política mundial.

A íntegra da carta de Hal Lewis, em inglês, encontra-se no link que apresentei acima, do Telegraph, e nela o Professor apresenta em maiores detalhes suas motivações.

* * * * * * * *

Professor Emérito Hal Lewis demite-se da American Physical Society 


O que se segue é uma carta à Sociedade Americana de Física lançada a público pelo Professor Emérito de Física Hal Lewis, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara.

Enviado: sexta-feira, outubro 8, 2010 17:19 Hal Lewis 
De: Hal Lewis, da Universidade da Califórnia, Santa Barbara 
Para: Curtis G. Callan, Jr., da Universidade de Princeton, presidente da Sociedade Americana de Física 
06 de outubro de 2010 

Caro Curt: 
Quando entrei pela primeira vez na American Physical Society (APS), 67 anos atrás, ela era muito menor, muito mais suave e, no entanto, não corrompida pela inundação de dinheiro (uma ameaça contra a qual Dwight Eisenhower alertou meio século atrás). 
Na verdade, a escolha da física como profissão era então uma garantia de uma vida de pobreza e de abstinência – foi a Segunda Guerra Mundial que mudou tudo isso. A perspectiva de ganho mundano apossou-se de alguns físicos. Tão recentemente quanto 35 anos atrás, quando eu presidi o primeiro estudo da APS de uma questão controversa social / científica, “O Estudo da Segurança Nuclear”, embora houvesse fanáticos em grande quantidade no exterior, não havia nenhum indício de pressão excessiva sobre nós como físicos. Estávamos, portanto, capacitados a produzir o que eu acredito que tenha sido uma avaliação honesta da situação naquele momento. Fomos mais habilitados pela presença de um comitê de supervisão constituído por Pief Panofsky, Vicki Weisskopf e Hans Bethe, todos eles físicos imponentes irrepreensíveis. Eu estava orgulhoso do que fizemos em uma atmosfera carregada. No final, o comitê de supervisão, no seu relatório ao Presidente APS, observou a completa independência com que se fez o trabalho, e previu que o relatório seria atacado pelos dois lados. Que tributo maior poderia haver? 
Como é diferente agora. Os gigantes já não caminham sobre a terra, e a inundação de dinheiro tornou-se a razão de ser de grande parte da pesquisa física, o sustento vital de muito mais, e fornece o suporte para um número incontável de empregos profissionais. Por razões que logo ficarão mais claras, o meu antigo orgulho em ser uma membro da APS por todos estes anos foi transformado em vergonha, e eu sou forçado, sem nenhum prazer, a oferecer-lhe a minha demissão da Sociedade. 
É claro, a farsa do aquecimento global, com os (literalmente) trilhões de dólares a conduzi-la, que corrompeu tantos cientistas, e levou a APS à sua frente como uma onda gigantesca. É a maior e mais bem sucedida fraude pseudocientífica que eu já vi em minha longa vida de físico. Qualquer pessoa que tenha a menor dúvida de que isso é assim deve forçar-se a ler os documentos ClimateGate, que a deixam nua. (O livro de Montford organiza os fatos muito bem.) Eu não acredito que qualquer físico verdadeiro, ou qualquer cientista, possa ler esse material sem sentir repulsa. Gostaria quase de fazer com que repulsa fosse uma definição da palavra cientista.
[...]
A direção da APS tem jogado com o problema desde o início, para suprimir conversas sérias sobre os méritos das reivindicações de mudanças climáticas. Você imagina por que eu perdi a confiança na organização? 
Eu sinto a necessidade de acrescentar uma nota, e isso é conjectura, uma vez que é sempre arriscado discutir os motivos das outras pessoas. Este esquema na alta direção da APS é tão bizarro que não pode haver uma explicação simples para isso. Alguns defenderam que os físicos de hoje não são tão inteligentes como eles costumavam ser, mas eu não acho que isso seja um problema. Eu acho que é o dinheiro, exatamente sobre o que Eisenhower alertou meio século atrás. De fato, há trilhões de dólares envolvidos, para não falar da fama e glória (e frequentes viagens a ilhas exóticas) que derivam de se ser um membro do clube. Seu próprio Departamento de Física (do qual você é presidente) iria perder milhões por ano, se estourasse a bolha do aquecimento global. [...] Como diz o velho ditado, você não tem que ser um meteorologista para saber para que lado o vento está soprando. Como eu não sou filósofo, não vou explorar sobre justamente em que ponto o autointeresse esclarecido cruza a linha da corrupção, mas uma leitura cuidadosa dos lançamentos ClimateGate deixa claro que esta não é uma questão acadêmica. 
Eu não quero participar disso; então, por favor, aceite meu pedido de demissão. A American Physical Society já não me representa, mas espero que ainda sejamos amigos. 
Hal