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Geólogo e professor aposentado, trabalho este espaço como se participasse da confecção de um imenso tapete persa. Cada blogueiro e cada sitiante vai fazendo o seu pedaço. A minha parte vai contando de mim e de como vejo as coisas. Quando me afasto para ver em perspectiva, aprendo mais de mim, com todas as partes juntas. Cada detalhe é parte de um todo que se reconstitui e se metamorfoseia a cada momento do fazer. Ver, rever, refletir, fazer, pensar, mudar, fazer diferente... Não necessariamente melhor, mas diferente, para refazer e rever e refletir e... Ninguém sabe para onde isso leva, mas sei que não estou parado e que não tenho medo de colaborar com umas quadrículas na tecedura desse multifacetado tapete de incontáveis parceiros tapeceiros mundo afora.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O permanente genocídio dos negros no Brasil
(6jun2012)

Racismo faz surgir identidade explosiva, forjada na dor e na raiva


Do sítio Brasil de Fato e do blog DoLaDoDeLá

"Se no mito fundacional da nação os índios devoraram os primeiros colonizadores, aqui temos o inverso, esta é uma nação que devora o corpo negro. O corpo negro, tenho dito, representa um excesso de significados – criminoso, feio, perverso, malvado, sujo – que não lhe basta matar, é preciso negar qualquer possibilidade de humanidade. Quando a polícia aperta o gatilho, ela está “apenas” traduzindo os significados da subalternidade negra historicamente produzidos. A polícia mata em conformidade com um modelo de sociedade que em sua essência é anti-negra, afinal o policial não é um extraterrestre. Ele é parte de uma sociedade inerentemente racista."



Por Jorge Américo

No início de maio, pelo menos 40 organizações populares se reuniram na cidade de São Paulo para lançar a Frente Pró-Cotas Raciais. O encontro ocorreu duas semanas após o Supremo Tribunal Federal (STF) declarar a constitucionalidade da reserva de vagas para negros em instituições públicas de ensino superior.

A mobilização se deu quando os reitores das três universidades estaduais paulistas (USP, UNESP e Unicamp) anunciaram que a decisão do STF não provocará nenhuma alteração em seus processos seletivos. O primeiro ato político da Frente foi a realização de uma Aula Pública, na semana da Abolição, no interior da Faculdade de Direito do Largo São Francisco.

Anteriormente, muitas dessas organizações formaram o Comitê contra o Genocídio da Juventude Negra, para denunciar a violência policial e a ausência de políticas públicas voltadas para essa parcela da população.

Em entrevista à Radioagência NP, do grupo Brasil de Fato, Jaime Amparo Alves, doutor em Antropologia e Pesquisador do Departamento de Estudos Africanos e Afro-Americanos da Universidade do Texas (EUA), interpreta as recentes mobilizações como um indicativo de que é possível uma reaproximação das entidades do movimento negro, fragmentado com a aprovação de um Estatuto da Igualdade Racial “esvaziado”.

“A esquerda brasileira é esquizofrênica ao esperar que se resolva o problema de classe para que um dia a questão racial seja, enfim, posta na mesa de debates”, analisa o antropólogo. “Eu descobri isso quando vi minha mãe envelhecendo na cozinha dos companheiros revolucionários”. Entre outras análises, ele vê São Paulo “como uma necrópolis que ambienta nas relações sociais e nas políticas governamentais as práticas genocidas anti-negro”.

Acesse a íntegra da entrevista de Jaime Amparo Alves clicando em um dos links do início da postagem.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Violência absurda da PM em moradia estudantil da Universidade Federal de Integração Latino-americana
(5jun2012)

Polícia invade moradia de estudantes da UNILA

Do blog Quebrada do Guevara, publicado também em Viomundo

Após as mais diversas versões apresentadas pela imprensa local, nós estudantes da UNILA e moradores  da residência invadida, apresentamos nossa versão dos fatos.


Repúdio


Manifestamos primeiramente e com veemência nosso repúdio ao abuso policial praticado na noite de domingo, 3 de junho, na moradia “Quebrada do Guevara”, onde encontram-se vivendo cerca de sessenta estudantes da Unila, dos quais cerca de vinte e cinco encontravam-se reunidos na área comum da moradia na hora da invasão.

Sob alegação de flagrante ao descumprimento da lei do silêncio, policiais militares invadiram a moradia estudantil. Tal alegação foi imediatamente desmentida pelos vizinhos que disseram nunca ter ouvido um ruído na moradia e que apenas perceberam o ocorrido devido aos disparos efetuados pelos policiais. Essa informação se confirma quando verificado o equipamento de som usado na ocasião do encontro dos estudantes. Tratava-se de duas caixas de som de computador, ligadas num celular, cujo som tocara no interior da moradia.

Diante da resistência de que apenas um representante tivesse que acompanhar um grupo de militares em duas viaturas, os policiais disseram que dariam voz de prisão a quem eles escolhessem. A reação pacífica dos estudantes se deu mediante a exigência de que todos fossem à delegacia para a segurança individual e coletiva do grupo.

Dessa forma estabeleceu-se um impasse e os policiais iniciaram uma agressão indiscriminada. Os estudantes foram espancados. A ausência de policial feminina não impediu que mulheres fossem abordadas, e se não bastasse tal violação, a mesma se deu com excessiva violência. Indefesas, meninas foram arrastadas e golpeadas de cassetete. Num ato de delinqüência de um dos policiais, uma jovem foi chutada várias vezes quando se encontrava deitada cercada por estilhaços de vidro da porta que havia sido estourada. Três disparos foram efetuados, causando pânico entre os estudantes. Muitos ficaram feridos. Oito foram detidos, dentre eles, três brasileiros e cinco estrangeiros.


Relatos


Não bastasse a violência no interior da moradia, os estudantes detidos e feridos, foram ameaçados e intimidados em razão de serem supostamente de esquerda. Um deles foi questionado por estar com uma camiseta do Che Guevara, que na opinião do policial o qualificava de baderneiro.

Outro estudante foi alvo de piada de um policial, que perguntou: e agora, seu namorado vai te tirar daqui? – questionando a opção sexual do estudante. Em ambos os casos eram estrangeiros. Outro, ao se declarar venezuelano sofreu insultos ao ser chamado de ditador. Um equatoriano, ao se declarar estudante de sociologia foi insultado aos gritos pelo policial que berrava: Marxista! Marxista!

Aos estrangeiros, os policiais diziam que seriam enviados embora para seus países e em tom ameaçador diziam que a partir de agora eles estavam conhecendo com quem eles estavam lidando. Seguindo as ameaças, os policiais diziam que se encontrariam a sós com cada um deles.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Bancada religiosa no Congresso: a mais ausente, inexpressiva e processada | Sul 21
(4jun2012)

Todos os deputados da bancada religiosa respondem a processos judiciais. Eles são os mais faltosos, são praticamente inertes em sua atuação. E, por fim, na última década nenhum projeto relevante foi encabeçado por eles.



Leia no sítio Sul 21 a matéria com os dados, que podem ser encontrados no Transparência Brasil, sobre as atividades dos parlamentares. Ali encontra-se, inclusive, toda a relação de deputados agrupados por igreja e com as informações sobre os processos a que respondem na Justiça.

Geoengenharia pode destruir azul do céu
(4jun2012)

Geoengenharia pode destruir azul do céu: Além dos efeitos não previstos, a ideia de lançar aerossóis na atmosfera para minimizar o aquecimento global pode ter um efeito bem visível: destruir o azul do céu.

Compartilho o link acima, do sítio Inovação Tecnológica, lembrando que há uma crescente corrente de climatologistas sérios apresentando estudos que comprovam que o aumento da concentração de Dióxido de Carbono na atmosfera não causa nenhum aquecimento global. As variações climáticas em nível global são, sim, influenciadas por outros fatores, não resultantes necessariamente da ação do homem, como as emissões de partículas de radiação solar, provenientes de explosões na superfície do Sol, por exemplo.

Sobre o falso alarme do aquecimento global, já publiquei:
Origem e natureza do alegado consendo científico,
O aquecimento global subiu no telhado,
Desaquecimento global,
Não houve aquecimento global nos últimos 15 anos,
Falso problema para nos distrair das questões realmente sérias,
Mudanças climáticas... não necessariamente aquecimento...,
Molion (histeria) | 10 x 0 | Fearnside (aquecimento),
Geólogo Geraldo Lino já desnudava a fraude do aquecimento global desde antes de 2000,
Geradores eólicos não são adequados para complementar matriz energética e
Linha do tempo do cinismo ambiental.
Para quem se interessar por mais material sobre esse tema, recomendo visitar o blog Terrorismo Climático.


domingo, 3 de junho de 2012

Depois de caídos os desobedientes do Oriente, poderá a América Latina ser o próximo alvo?
(3jun2012)

Vejo que se repete o mesmo modelo ou padrão utilizado para demonizar Kaddafi e o governo líbio. Agora a bola da vez é a Síria. Grupos terroristas com mercenários bancados pelos "Amigos da Síria", ao que tudo indica, promovem ataques à população civil. Em seguida, culpam o governo sírio pelos lamentáveis episódios. Por que isso me parece assim?

Novamente, a Rússia tenta mostrar que isso não passa de um plano externo para "justificar" a tomada do país pelo Império. Não será de se espantar se, em breve, o Conselho de Segurança da ONU aprovar um bloqueio aéreo àquele país. E nós já vimos que o "bloqueio aéreo" na Líbia foi, na verdade, uma autorização para que as grandes economias europeias e a estadunidense despejassem suas bombas em alvos específicos. Esses alvos constituem as bases de poder de defesa do país. É claro que muitos civis serão mortos, mas isso não será assunto a ser destacado pela mídia. Pelo contrário, no mundo ocidental os noticiários ignorarão solenemente esses "acidentes de percurso".

O presidente da Síria já é tratado como "ditador" há tempos na ampla maioria dos nossos meios de imprensa.

Por coincidência, os grandes morticínios de civis atribuídos ao governo sírio intensificam-se quando das visitas de equipes de observadores da ONU e da Liga Árabe. Em meio a tudo isso, numa guerra de informações e contra-informações, o povo sírio percebe que o dia D está se aproximando, e que seu futuro passará para mãos inescrupulosas de grupelhos rebeldes que implantarão um regime de terror e violência cotidiana, tal qual ocorre hoje na Líbia.

A Líbia, antes um país que oferecia condições de bem-estar e segurança à população em geral, é hoje uma terra-de-ninguém. Os donos do poder, lá, agora matam e prendem qualquer cidadão que ouse ter saudades dos tempos em que tinham renda adequada, proteção social nas áreas de saúde, educação e moradia. Os donos do poder açambarcaram os meios de produção, principalmente o petróleo, e seguem, agora, os ditames do capital internacional. Para isso, há que se cortar os benefícios sociais. E isso vem sendo feito com violência, sem qualquer processo que sequer se finja de democrático. Mas isso não incomoda às potências estrangeiras, porque agora essas potências não se sentem ameaçadas por propostas que poderiam atrapalhar seu propósito de dominação. Kaddafi ousou propor a criação de uma moeda única africana. Foi assassinado barbaramente, depois de preso, num espetáculo televisivo deprimente. Saddam, no Iraque, deixou irados os poderosos ao começar a vender o petróleo cobrando euros e não dólares. Tais ousadias são inaceitáveis para quem domina a máquina de impressão de dólares. Dólares são aqueles papéis pintados de verde e sem lastro que os Estados Unidos espalham pelo mundo. Seu único lastro é o poderio bélico estadunidense, apoiado pelos sabujos europeus na OTAN.

Nada do que vemos na imprensa é confiável, também quando se trata das crises no Oriente Médio e no Norte da África. Todos jogam um mesmo jogo combinado por um grupo que busca estabelecer, em um prazo não muito longo, um governo mundial. Um governo mundial que pretende colocar de joelhos todas as nações que possuem recursos naturais que interessem ao capital. Soberania é um termo banido dos discursos. Os tratados internacionais tradicionais sobre soberania estão sendo violados todo o tempo.

E fica a pergunta, por fim. Quando chegará a vez da Venezuela, da Argentina e do Brasil, que vêm há algum tempo ousando levantar a cabeça e trilhar seus próprios caminhos de democracia e de regulação social? Chávez já é vítima da guerra suja na imprensa "maior". Sempre se omite que Chávez é eleito democraticamente e que o país vive uma normalidade constitucional. Omitem-se também as melhorias de vida do povo venezuelano. Entretanto, são destacadas as críticas absurdas da envelhecida e empedernida elite venezuelana que foi alijada do poder pelo voto.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Esse Taques está me saindo pior do que a encomenda
(1jun2012)


Taques substitui Kakay para salvar Demóstenes de vexame maior na CPI


Do blog Amigos do Presidente Lula

O senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), recursou a responder perguntas na CPI do Cachoeira, alegando direito de ficar em silêncio para não se incriminar, ao lado de seu advogado Kakay, surpreendentemente agraciado com a generosa assistência do senador Pedro Taques (PDT-MT) .

Esse direito ao silêncio é constitucional para defesa dos réus não produzirem provas contra si, mas é fatal para um parlamentar, representante do povo, que deve explicações à seus eleitores e seu pares.

O silêncio é desmoralização total para um senador. A própria palavra "parlamentar" vem de parla (falar).

O deputado Silvio Costa (PTB-PE) abriu a sessão de criticas, passando um sermão político à Demóstenes.

O senador Pedro Taques (PDT-MT) saiu em defesa do senador eleito pelo DEM, interrompendo constantemente a fala de Silvio Torres, o que levou a tumulto e ao encerramento da sessão pelo presidente da CPI.

Taques errou, e agiu como advogado de defesa de Demóstenes e não como parlamentar. Agiu como linha auxiliar de Kakay.

Costa é tão parlamentar como Taques e Demóstenes. Era um diálogo entre iguais, e não entre réu e promotores como ocorre em tribunais, onde os argumentos de Taques seriam válidos.

Novamente o senador pedetista apequena seu papel político, de senador, ao agir apenas como advogado de defesa de um colega de senado enrolado com o bicheiro.

Novo terminal ferroviário de MT deve escoar 100 mil ton de grãos por dia | Agência T1
(1jun2012)


O Terminal Ferroviário de Itiquira será inaugurado amanhã. As obras de construção da ferrovia continuam, em breve chegarão a Rondonópolis e bem depois a Cuiabá. Clique no link a seguir para ver os detalhes no sítio Agência T1.

Universitários de Cuiabá presos em Goiânia com 967 comprimidos de ecstasy
(1jun2012)


Dois estudantes universitários de Cuiabá foram flagrados portando 967 comprimidos de ecstasy. O flagrante deu-se no aeroporto de Goiânia quando eles embarcavam para Cuiabá. Os universitários foram presos e responderão a processo por tráfico de drogas.

Um dos presos, Raoni, é estudante de Direito, e sua colega, Ana Flávia, Filosofia.

Uma situação que se lamenta, mas que não deve ser muito incomum. Vários tipos de drogas ilícitas circulam por toda a Cuiabá e por todas as cidades do país (o que não é diferente da quase totalidade do resto do mundo). Mas a notícia que vi no MidiaNews me chamou a atenção por um aspecto. Observe:

Universitária da UFMT é presa com 967 comprimidos de ecstasy

Raoni Silva Correia e Ana Flávia de Luca Moraes foram flagrados no aeroporto de Goiânia



Da Redação


Com informações do G1 GO


Os universitários Raoni Silva Correia, de 24 anos, e Ana Flávia de Luca Moraes, de 21, de Cuiabá, foram presos nesta quinta-feria (31) no Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, com 967 comprimidos de ecstasy.


A droga estava fixada nas pernas de Ana Flávia, com fitas adesivas, e em seu sutiã. Eles pegariam o voo das 10h55 com destino a Cuiabá. 


A droga seria vendida em festas na Capital. Cada comprimido foi comprado por R$ 14,00 e seria vendido por R$ 35,00. 


Raoni cursa o sexto período do curso de Direito em uma universidade particular e Ana Flávia o quinto período de Filosofia na UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso).


“Em virtude da ganância, da corrida atrás do dinheiro, jovens têm interrompido a carreira universitária em busca de lucratividade que o tráfico oferece”, afirmou o delegado Odair Soares.


A dupla está presa na Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) e vai responder por tráfico de drogas


O que me incomodou foi o destaque dado à UFMT tanto no titulo quanto no corpo da matéria. Em geral a mídia apresenta essa separação, essa diferenciação no tratamento entre o que é público e o que é privado. Reparem nos noticiários que, quando qualquer "lambança" envolve o setor privado há um esforço enorme dos informadores para contornar esse dado. Contam o milagre mas não contam o santo. Quando envolve um órgão público, isso aparece com um indisfarçável destaque.

Não proponho que se esconda isso, pois apoio que deva haver transparência em tudo o que se refere à coisa pública. Só gostaria que, quando algo de ruim acontece envolvendo o setor privado, fosse dado um, digamos assim, tratamento isonômico. No caso acima, se a reportagem citou a UFMT, por que não citou a "universidade privada"?

O mesmo se dá, na grande mídia, quando o setor público produz fatos positivos. Só que invertendo os sinais: se possível a mídia não noticia as coisas boas, ou se o faz, faz com muita discrição, sem chamar atenção. Se for obra e mérito de uma ala política que desagrade aos donos dos meios de comunicação, nem uma nota discreta aparece. Já, se um empresário X ou Y faz qualquer coisa que se possa elogiar, isso rende matérias completas, com fotos e mil detalhes. É assim que funciona...