Quem sou eu
- Aquiles Lazzarotto
- Bebedouro, São Paulo, Brazil
- Geólogo e professor aposentado, trabalho este espaço como se participasse da confecção de um imenso tapete persa. Cada blogueiro e cada sitiante vai fazendo o seu pedaço. A minha parte vai contando de mim e de como vejo as coisas. Quando me afasto para ver em perspectiva, aprendo mais de mim, com todas as partes juntas. Cada detalhe é parte de um todo que se reconstitui e se metamorfoseia a cada momento do fazer. Ver, rever, refletir, fazer, pensar, mudar, fazer diferente... Não necessariamente melhor, mas diferente, para refazer e rever e refletir e... Ninguém sabe para onde isso leva, mas sei que não estou parado e que não tenho medo de colaborar com umas quadrículas na tecedura desse multifacetado tapete de incontáveis parceiros tapeceiros mundo afora.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
Leher e Badaró põem os pingos nos is sobre a origem e história "diferenciada" do PROIFES
(12jun2012)
(12jun2012)
Docentes contra zumbis
Greve docente de 2012 é um vigoroso movimento contra o sindicalismo de estado na vida universitária
Leia no blog Língua Ferina o vigoroso texto de Roberto Leher (UFRJ) e Marcelo Badaró Mattos (UFF), que mostra por que o PROIFES vem sendo contrariado pelas suas próprias "bases". Para quem achar, pela postagem anterior, que não tenho críticas ao ex-presidente Lula, neste texto de Leher e Badaró ficam explicitadas as restrições que tenho, sim, em relação a Lula e Dilma. Daí a odiar Lula e Dilma vai uma distância muito grande. Crítica é algo que se faz, como indica o próprio termo, com base em critérios e argumentos políticos e históricos. Faz-se com a cabeça, e não com o fígado.
Lula é um grande líder mundial e a mídia brasileira "mais vendida" o odeia
(12jun2012)
(12jun2012)
Hoje tive acesso a uma informação que me surpreendeu. Um candidato nas eleições egípcias utiliza a imagem do ex-presidente Lula em suas propagandas eleitorais (veja o vídeo aqui). Ou seja, promete um governo "a la Lula". No Egito! Nós mesmos sabemos muito pouco do Egito. Soubemos da primavera árabe. Soubemos da Praça Tahir, onde ocorreram as concentrações populares contra o governo. Sabemos das pirâmides. Se bem me lembro dos tempos escolares, eram Quéops, Quéfren e Miquerinos. Isso caía em prova de Geografia.
Lula tem sido apresentado como modelo de transformação por todo o mundo. Várias das mais tradicionais universidades do mundo homenagearam-no com o título de Doutor Honoris Causa. Se não me engano, já são doze doutorados acumulados pelo torneiro mecânico Lula. E ele já tem aprovados 80 desses títulos, que ainda faltam ser entregues.
Um escritor de grande sucesso em toda a Europa e Estados Unidos afirmou, em 2011, que Lula seria o único líder mundial capaz de dar um direcionamento adequado à ONU. Literalmente, ele defendeu que Lula deveria ser o Secretário Geral da ONU. E quem disse isso é um senhor de quase cem anos. Um senhor que lutou na II Guerra Mundial, participando da Resistência Francesa à dominação nazista. Um senhor que está indignado com a atual situação de subserviência europeia à dominação neoliberal. Quase cem anos vivido e ainda com capacidade de indignar-se. O seu discurso em que se refere a Lula foi feita numa grande universidade estadunidense, em Nova Iorque, e foi aplaudido demoradamente pelo grande público presente ao fazer essa referência.
Em muitos processos eleitorais pelo mundo afora, o ex-presidente Lula é apontado como modelo a ser seguido na governança. Sua imagem foi veiculada em campanhas presidenciais na América Latina e na Europa por candidatos tanto de direita quanto de esquerda. Por quê? Porque as populações desses países conhecem e admiram Lula. E, novamente, por quê? Porque Lula colocou o Brasil no concerto das nações, tornando-o visível como uma respeitada e respeitável potência emergente.
É possível fazer-se críticas ao Lula? Claro que sim. Ele governou em meio a um jogo de pressões, com a mídia fazendo de tudo um pouco na tentativa de desmoralizá-lo. Ele vacilou em diversos aspectos, inclusive no campo dos direitos trabalhistas, para não contrariar as elites e o "Deus Mercado". Ele poderia ter avançado muito mais nas melhorias sociais, mas talvez ele tenha tentado manter um ponto de equilíbrio. Talvez, também, ele tenha avaliado que se forçasse demais, as forças golpistas chegariam a extremos maiores para defenestrá-lo, retirando-o do poder.
Lula tem sido apresentado como modelo de transformação por todo o mundo. Várias das mais tradicionais universidades do mundo homenagearam-no com o título de Doutor Honoris Causa. Se não me engano, já são doze doutorados acumulados pelo torneiro mecânico Lula. E ele já tem aprovados 80 desses títulos, que ainda faltam ser entregues.
Um escritor de grande sucesso em toda a Europa e Estados Unidos afirmou, em 2011, que Lula seria o único líder mundial capaz de dar um direcionamento adequado à ONU. Literalmente, ele defendeu que Lula deveria ser o Secretário Geral da ONU. E quem disse isso é um senhor de quase cem anos. Um senhor que lutou na II Guerra Mundial, participando da Resistência Francesa à dominação nazista. Um senhor que está indignado com a atual situação de subserviência europeia à dominação neoliberal. Quase cem anos vivido e ainda com capacidade de indignar-se. O seu discurso em que se refere a Lula foi feita numa grande universidade estadunidense, em Nova Iorque, e foi aplaudido demoradamente pelo grande público presente ao fazer essa referência.
Em muitos processos eleitorais pelo mundo afora, o ex-presidente Lula é apontado como modelo a ser seguido na governança. Sua imagem foi veiculada em campanhas presidenciais na América Latina e na Europa por candidatos tanto de direita quanto de esquerda. Por quê? Porque as populações desses países conhecem e admiram Lula. E, novamente, por quê? Porque Lula colocou o Brasil no concerto das nações, tornando-o visível como uma respeitada e respeitável potência emergente.
É possível fazer-se críticas ao Lula? Claro que sim. Ele governou em meio a um jogo de pressões, com a mídia fazendo de tudo um pouco na tentativa de desmoralizá-lo. Ele vacilou em diversos aspectos, inclusive no campo dos direitos trabalhistas, para não contrariar as elites e o "Deus Mercado". Ele poderia ter avançado muito mais nas melhorias sociais, mas talvez ele tenha tentado manter um ponto de equilíbrio. Talvez, também, ele tenha avaliado que se forçasse demais, as forças golpistas chegariam a extremos maiores para defenestrá-lo, retirando-o do poder.
domingo, 10 de junho de 2012
IBAMA, médicos de Várzea Grande e técnicos da UFMT deflagram greve geral
(10jun2012)
(10jun2012)
Atendimentos nas policlínicas e no PS de Várzea Grande devem ser de 30%
Os técnicos administrativos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), médicos da rede pública de saúde de Várzea Grande, servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Icmbio) vão paralisar as atividades no estado e devem entrar em greve a partir desta segunda-feira (11).
Segundo o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed-MT), os cerca de 350 profissionais cobram melhores condições de trabalho. A Secretaria de Saúde informou que já foi notificada sobre a greve. Apenas os atendimentos de urgência e emergência devem ser mantidos, além de 30% do funcionamento nas policlínicas e Pronto-Socorro.
Já técnicos da UFMT têm entre as principais reivindicações da categoria o aumento dos salários. “Nós queremos o aumento do piso salarial. A proposta é que o piso suba para três salários mínimos”, explicou Ana Bernadete de Almeida, coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso (Sintuf-MT). Ela disse também que a paralisação será por tempo indeterminado. Os professores da instituição já estão em greve desde o dia 17 do mês passado.
De acordo com a assessoria do Sindicato dos Servidores do Ibama e ICMBio em Mato Grosso (Sintfama-MT), os funcionários vão aderir a paralisação nacional que começa nesta segunda-feira e deve seguir até a quinta-feira (14). Eles reivindicam principalmente melhorias nas condições de trabalho e reajustes salariais. Os funcionários também já aprovaram indicativo de greve já a partir do dia 18 de junho.
Fonte: MidiaNews
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Greve nas federais não é "contra o governo", mas a favor do resgate da dignidade das Universidades
(8jun2012)
(8jun2012)
Tenho lido em alguns blogs comentários de leitores que, ou acusam
os professores federais em greve de estarem apoiando José Serra nas eleições da
capital paulista, ou apelam aos professores para que abandonem esta greve
porque o momento não é politicamente apropriado.
Tentei responder, no sítio do Paulo Henrique Amorim, a um
desses comentários. Talvez minha resposta tenha sido muito extensa e, por isso,
não tenha sido publicada. Mas tem também o “talvez” de o sítio não querer dar
espaço para esse tipo de contraditório.
Há vários aspectos que desmontam essa caracterização de a
greve vir para “auxiliar” José Serra:
1. Trata-se de uma greve nacional, e não circunscrita à cidade de São Paulo.
2. Dentro do sindicato nacional dos professores das instituições de ensino superior (ANDES-SN) há uma parcela significativa de filiados e de membros da diretoria nacional que são filiados ou pelo menos simpatizantes ao PT.
3. As atuais reivindicações dos docentes das federais ao governo federal vêm sendo apresentadas desde o início de 2011.
4. O governo federal fez uma pseudonegociação, com rodadas de reuniões absolutamente esvaziadas de diálogo.
5. Diante da aparência de negociações, a greve não foi deflagrada em 2011, pois muitos professores da base do sindicato acreditaram que as mesas de negociações levariam a algum avanço.
6. Às vésperas da data que foi estabelecida pelas bases do sindicato para deflagração da greve, o governo federal editou Medida Provisória contendo a oferta feita por ele em 2011 e que foi rejeitada na ampla maioria das assembleias gerais ocorridas em todo o país.
As greves de professores das universidades federais são um
gesto extremo ao qual o movimento docente só recorre quando um verdadeiro
diálogo e uma negociação legítima não ocorrem.
As universidades federais são o que são, hoje, em termos de
estrutura e organização legal, porque os professores vêm lutando há 32 anos,
conseguindo o estabelecimento de isonomia, carreira docente, democracia,
autonomia etc. num processo lento e contínuo de sua atividade sindical.
O ANDES-SN
não é um sindicato que atua somente com vistas às questões salariais, o que, por si só já seria um motivo válido e legítimo. O Sindicato Nacional possui, em sua estrutura, grupos de trabalho permanentes,
com participação totalmente aberta às bases em todo o país, responsáveis por
estudar e propor políticas educacionais, plano de carreiras,
políticas de saúde docente, acompanhamento da situação dos professores
aposentados, além de acompanhar de perto as condições oferecidas pelas
instituições de ensino para o permanente implemento da qualidade do ensino, da
pesquisa e da extensão.
O Sindicato Nacional tem uma preocupação permanente com a
educação brasileira em todos os níveis, participando ativamente dos fóruns de
discussão e de elaboração das propostas dos Planos Nacionais de Educação. A
Universidade pública é tema central dos debates e lutas sindicais, o que
permitiu que a Universidade pública sobrevivesse, a duras penas, às tentativas
de neoliberais de precarização da educação pública para favorecimento do crescimento
desenfreado das instituições privadas de ensino superior.
A Universidade
pública quase faliu nas mãos do Ministro Paulo Renato de Souza, do governo FHC,
pois a política de desmonte implicava em não repassar recursos para as
universidades sequer pagarem suas contas de luz e de telefone. Os reitores
tinham que participar de procissões a Brasília para, no Ministério da Educação,
pedirem, de “pires na mão”, a liberação de recursos que eram devidos às suas
unidades, e que eram retidos pelo Ministro.
O ex-ministro Haddad tem completa razão ao afirmar que
nenhum de nós, professores federais, tem saudades do tempo de FHC. Muito pelo
contrário. Foi um dos tempos mais sombrios para a educação superior pública.
O que ocorre atualmente, no governo Dilma, é que a busca
ensandecida pelo superávit primário exigido pela grande mídia (porta-voz do
Deus Mercado). Portanto, as reivindicações docentes, e a greve, sequer são
tratadas nos informativos de maior circulação ou audiência. E quando o forem,
será para descaracterizá-las e atacá-las. Claro está que essa mídia é vinculada
aos interesses do capital, e esses interesses incluem a tomada do espaço da
educação superior enquanto um filão rico em possibilidades de lucro.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Estados Unidos / CIA envolvidos até a raiz dos cabelos no tráfico internacional de drogas
(7jun2012)
(7jun2012)
Leia, no Blog do Turquinho, o caminho da produção e tráfico de drogas, bem no rastro das intervenções e guerras estadunidenses pelo mundo. A hipocrisia do fundamentalismo religioso dos poderosos estadunidenses gerando mortes e destruição de sociedades, tanto pela guerra quanto pelo estabelecimento de polos produtores e exportadores de drogas. Já de há muito tenho lido textos que apontam os cartéis de drogas como os grandes financiadores das guerras e golpes de estado promovidos pela CIA, apontando, também, que a movimentação financeira de Wall Street é fortemente apoiada na lavagem de dinheiro do tráfico.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Análise sensata da relação Dilma x Greve Docente
(6jun2012)
(6jun2012)
Governo Dilma e greve:
a insatisfação que não querem ver
O texto, de Maurício Caleiro, pode ser lido no seu blog: Cinema & Outras Artes (é só clicar aqui).Recomento aos colegas em greve e a todos que se sintam envolvidos com essa situação.
Recomento, também, aos cidadãos em geral, que estão no meio desse cabo-de-guerra de informações entre a grande mídia vendida ao capital e a blogosfera progressista.
Recomendo fundamentalmente aos amigos dos "blogs sujos", entre os quais este meu blog procura se situar.
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