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Bebedouro, São Paulo, Brazil
Geólogo e professor aposentado, trabalho este espaço como se participasse da confecção de um imenso tapete persa. Cada blogueiro e cada sitiante vai fazendo o seu pedaço. A minha parte vai contando de mim e de como vejo as coisas. Quando me afasto para ver em perspectiva, aprendo mais de mim, com todas as partes juntas. Cada detalhe é parte de um todo que se reconstitui e se metamorfoseia a cada momento do fazer. Ver, rever, refletir, fazer, pensar, mudar, fazer diferente... Não necessariamente melhor, mas diferente, para refazer e rever e refletir e... Ninguém sabe para onde isso leva, mas sei que não estou parado e que não tenho medo de colaborar com umas quadrículas na tecedura desse multifacetado tapete de incontáveis parceiros tapeceiros mundo afora.

sábado, 28 de maio de 2011

Requiem para Lícia (28mai2011)

Nesta madrugada faleceu a esposa de meu irmão, minha cunhada Lícia

Ela e meu irmão ficaram noivos em fevereiro de 1961, no Rio de Janeiro.

Casaram-se em dezembro de 1962, na Ilha do Governador, Rio de Janeiro.

Aqui estão com sua primogênita, em 1966.

Esta foto foi tirada às vésperas do falecimento de meu pai. Minha cunhada está no centro da foto, com minha mãe à direita, os quatro filhos em torno dela e, lá no fundo o filho de minha irmã - um sobrinho meu sobre cujo aniversário fiz postagem neste blog em 1 de maio deste ano. Foto de 1978.

Aqui estão minha irmã e minha cunhada, em Assunción, Paraguai, nos dias do casamento de sua filha primogênita. Por uma triste coincidência, ambas padeceram do mesmo mal: esclerose lateral amiotrófica. Minha irmã faleceu em 1995. Foto de 1985.

Foto de 1990, minha prima e seu marido, e meu irmão e a Lícia. São Paulo.

Outubro de 2002, Bebedouro. Casamento de minha sobrinha, filha do meu irmão mais à esquerda (na foto). Nós, os irmãos Lazzarotto, nos reunimos principalmente em casamentos e velórios da família. Amanhã será uma das ocasiões em que não gostamos de nos reunir.

O casal em Nova Iorque, quando foram visitar os filhos e netos que moravam nos Estados Unidos à época. Foto de 2005.

Na Igreja Assembléia de Deus, em Barretos, também em 2005. Meu irmão é pastor aposentado.

Barretos, em 2007.

Barretos, em 2009.

Barretos, em agosto de 2009. Minha cunhada com o primeiro (e o único que pôde conhecer) bisneto. Juntos estão sua filha (à direita), a mãe do bebê (a mais alta, atrás), uma neta e meu irmão.

Guarulhos, fevereiro de 2010. Aniversário de 69 anos de meu irmão.

São algumas fotos de alguém que marcou sua passagem em minha vida pelo seu otimismo, calor humano e a fantástica hospitalidade baiana.

Meu último encontro com ela foi neste ano, quando fui visitá-la na UTI do Hospital de Base em São José do Rio Preto. Ao me ver, ela me agraciou com um sorriso luminoso, apesar de não poder falar e de todos os incômodos de todos os tubos a que estava ligada.

Uma vida abençoada que marcou e marcará a vida de todos que com ela conviveram. Sempre um sorriso, sempre a esperança. Nunca uma queixa.

1 comentários:

Marco Antonio Pereira disse... [Responder comentário]

Pessoas vivem, amigos, fazem parte!
Pessoas se distanciam, amigos, apenas se mudam.
Pessoas falam, amigos, aconselham.
Pessoas falham, amigos, deslizam.
Pessoas passam, amigos marcam.
Pessoas morrem, amigos, dormem.
Àquela que, quando mais precisamos, fora como uma segunda mãe!